Cinema

'Moscou, Bélgica': romance popular

Filme fala sobre a paixão de um caminhoneiro por uma funcionária dos correios

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

Moscou, Bélgica - 2184
Em 'Moscou, Bélgica', bate-boca acaba em reconciliação (Foto: Divulgação)

Na Bélgica, país de pouca tradição cinematográfica, os irmãos diretores Jean-Pierre e Luc Dardenne, vencedores da Palma de Ouro em Cannes pelo drama ‘A Criança’ (2005), podem ser considerados reis. Mas a terra dos bons chocolates e do astro da pancadaria Jean-Claude van Damme também produz fitas mais amenas e simpáticas. Entre elas, a comédia romântica ‘Moscou, Bélgica’, rodada pelo estreante Christophe van Rompaey e premiada com três troféus no Festival de Cannes em 2008.

Cidade natal do cineasta, Ghent serve de cenário para o encontro de Matty (Barbara Sarafian) e Johnny (Jurgen Delnaet). Ao sair de um supermercado, a funcionária dos correios Matty dá marcha a ré em seu carro e bate no caminhão de Johnny. Há bate-boca e ofensas de ambas as partes. A polícia chega para esfriar os ânimos. Mais tarde, o caminhoneiro entra em contato com sua inimiga. Quer fazer as pazes e consertar o estrago. Rola um clima e um jantar fica marcado para dali a alguns dias. Matty põe empecilhos para o relacionamento seguir adiante. Ela tem 41 anos, três filhos e está recém-separada do marido, por quem ainda se sente atraída. Johnny, de 29 anos, declara-se apaixonado e não se cansa de cobri-la de elogios. Que mulher resiste a cantadas tão intensas e sinceras? Essa questão norteia o enredo.

Na linha de ‘Pão e Tulipas’ (2000) e ‘Sob o Sol da Toscana’ (2003), trata-se de um filme endereçado ao público feminino. Suas situações triviais, locações na periferia (Moscou é o nome de um bairro operário de Ghent) e os personagens sem glamour acabam provocando mais empatia numa plateia cansada de artificialismo, caras, bocas e salto alto.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

Fonte: VEJA SÃO PAULO