Criminalidade

Organizador de “rolezinho” morre em briga durante baile funk

Lucas Lima se envolveu em uma confusão na madrugada do último sábado (5). Ele foi um dos responsáveis por promover o evento no Shopping Metrô Itaquera

Por: Silas Colombo - Atualizado em

Uma briga em um baile funk terminou com a morte de Lucas Lima, de 18 anos, na madrugada do último sábado (5). Com 56 000 seguidores no Facebook, o rapaz ficou conhecido no início do ano por ser um dos organizadores do “rolezinho” no Shopping Metrô Itaquera, evento que terminou em correria, confronto com a Polícia Militar e registro de furtos, como mostra vídeo exclusivo de VEJA SÃO PAULO.

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Segundo familiares, Lucas foi com os amigos ao baile. No local, envolveu-se em uma confusão com outro rapaz por causa de uma garota. Durante a briga, recebeu uma pancada na cabeça. Amigos dizem que ele caiu imediatamente no chão e começou a se debater. Os colegas do agressor teriam então cercado o jovem e batido nele. Encaminhado para o pronto-socorro municipal com traumatismo craniano, Lucas não resistiu aos ferimentos.

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“Meu grande irmão Lucas Lima. Como eu queria que você tivesse dado ouvidos aos meus conselhos. Talvez eu não estivesse sentindo essa dor agora. Descanse em paz, meu irmão”, escreveu um dos amigos no Facebook.

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Em janeiro, quando os rolezinhos ganharam espaço na mídia pela quantidade de jovens que se encontravam nos shoppings da capital, Lucas ficou conhecido por ser o organizador do evento no Shopping Metrô Itaquera. Ele chegou a receber uma intimação de um oficial de Justiça, em que organizadores seriam responsabilizados por tumultos, sob a ameaça de  multa de 10 000 reais. O jovem morava a poucas quadras do centro comercial com os pais e irmãos e para manter o estilo ostentação, Lucas trabalhava como ajudante de pedreiro e de estoquista. Com o crescimento dos rolezinhos, ele chegou a afirmar em entrevistas que não iria mais ao shopping por achar que estava "marcado".

Caso

No dia 11 de janeiro, um rolezinho no Shopping Metrô Itaquera, na Zona Leste, reuniu mais de 1 000 pessoas. Alguns dos grupos de garotos cantavam funks, outros corriam de um lado para outro nos corredores. Depois de um início de tumulto, os comerciantes baixaram as portas e os adolescentes acabaram expulsos do local por policiais, à base de gritos e pancadas de cassetetes.

Eles fugiram para o lado de fora e foram dispersados com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo no terminal de ônibus vizinho. O evento terminou com um saldo oficial de dois furtos e a prisão de um garoto de 16 anos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO