Cidades

Moradores se mobilizam para instalar bancos no Largo da Batata

Segunda etapa de obras, concluída após anos de atraso, não incluía assentos; instalação deve ser feita por frequentadores no próximo dia 23

Por: Ricky Hiraoka - Atualizado em

Largo da Batata
Praça no Largo da Batata: instalação de mobiliário urbano estava prevista para a terceira fase do projeto (Foto: Moacyr Lopes Junior/Folhapress)

Finalizada a segunda fase da reurbanização do Largo da Batata (que, entre outras coisas, trocou a iluminação do local e tornou calçadas acessíveis), a atenção dos moradores se volta para o vazio que toma conta do lugar, que possui apenas algumas mudas em crescimento. “Esperamos que as árvores sejam cuidadas para crescerem bonitas e que coloquem logo bancos, lixeiras para usufruirmos do espaço”, diz a tradutora Joana Canedo, que integra a Sociedade Amigos Alto de Pinheiros.

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A instalação de mobiliário urbano (bancos de praça, brinquedos para crianças) está prevista para acontecer na terceira fase do projeto, que está em processo de licitação. Enquanto esperam que essa nova etapa não se alongue tanto quanto as outras, moradores do entorno se uniram para “ocupar” o Largo da Batata.

Desde o início do ano, dois grupos organizados pelo Facebook (Não Largue da Batata e A Batata Precisa de Você) promovem toda sexta-feira atividades a partir das 18 horas. Por lá, já aconteceram aulas de yoga, exposição de fotos, apresentação de bandas. “A população de Pinheiros tem historicamente se ausentado desse processo de reurbanização”, comenta o geólogo Sasha Hart, um dos líderes desse movimento. “Com isso, nossa ideia é que o cidadão se engaje, se aproprie do largo e entenda que não pode depender apenas do poder público.”

Para o próximo dia 23, eles prometem uma ação diferente: a instalação de 100 bancos feitos de materiais como madeira e plástico reciclados. Os objetos, que serão doados pela organização da Virada Cultural, serão distribuídos por todo Largo da Batata. “Nossa ideia é incentivar que os frequentadores adotem um banco e cuidem dele. Isso acontece na Inglaterra e é lá da muito certo”, complementa Hart.

Fonte: VEJA SÃO PAULO