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Moradores protestam embaixo do Minhocão por morte de aposentado

Ato lembrou o acidente que vitimou Florisbaldo Carvalho Rocha, atropelado por um ciclista na semana passada

Por: Veja São Paulo

Ciclovia Minhocão
Ciclovia sob o Minhocão: disputa entre pedestres e ciclistas (Foto: Nelson Antoine/Frame/Folhapress)

Após a morte do aposentado Florisbaldo Carvalho Rocha, de 78 anos, atropelado por um ciclista na semana passada embaixo do Minhocão, moradores da região organizaram um protesto. O ato aconteceu no último domingo (23), na Avenida General Olímpio da Silveira, local do acidente.

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Entre os presentes estavam parentes e amigos do idoso. Os manifestantes pediam melhorias na ciclovia inaugurada no dia 9 de agosto. Uma das colunas do Minhocão foi pintada com um aviso de perigo para ciclistas e pedestres. Também era possível visualizar a pichação "Haddad assassino", em referência ao prefeito Fernando Haddad (PT).

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Os manifestantes também rezaram durante o ato e depositaram vasos com flores em homenagem a Florisbaldo. Além disso, eles cobraram providências em relação à sensação de insegurança no local do atropelamento após a implantação da ciclofaixa.

Na última sexta (21), foi realizada a reconstituição do acidente. No local, o administrador de empresas Gilmar Raimundo de Alencar, de 45 anos, voltou a afirmar à Polícia Civil que atingiu o idoso, que estava a pé, quando andava de bicicleta na faixa de ônibus. Responsável pelo caso, o delegado Lupércio Antônio Dimov confirmou a versão de Alencar.

Ciclista - Minhocão
Ciclista durante reconstituição do acidente ocorrido na última segunda (17) (Foto: Paulo Lopes/Futura Press/Folhapress)

Uso político

Neste domingo (23), durante o fechamento da Avenida Paulista, o prefeito Fernando Haddad comentou sobre o atropelamento. "Estou me baseando na declaração do próprio ciclista e das testemunhas - se a ciclovia estivesse sendo usada, muito provavelmente o acidente não ocorreria. A ciclovia aumenta a segurança, não diminui", afirmou.

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Ele também lamentou que o caso esteja sendo usado para "luta política". "O que nos causa angústia é quando algumas forças da sociedade usam episódios lamentáveis como esse como expediente para luta política, partidária. Me parece um grande desrespeito com os familiares da vítima e com a cidade", disse. (Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO