Cidade

Moradores dos Jardins reclamam da proposta de mudança de zoneamento

Prefeitura pretende ampliar o número de corredores comerciais e os usos permitidos onde já há estabelecimentos

Por: Estadão Conteúdo

Comércio Jardins
Comércio na Alameda Lorena (Foto: Mario Rodrigues/VEJA SÃO PAULO)

Moradores dos Jardins estão em guerra contra as mudanças no zoneamento da região propostas pela gestão Fernando Haddad (PT). Se aprovada, a lei ampliará o número de corredores comerciais e os usos permitidos.

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"O comércio deve estar ao alcance e não dentro de um bairro residencial", diz a administradora de empresas Maria Camila Brant.

De acordo com a minuta de lei, o miolo dos Jardins continuará Zona Estritamente Residencial (ZER), o que veta a instalação de pontos comerciais nas ruas locais. A mudança no zoneamento, caso ocorra, deverá ser sentida nas vias principais, como as Avenidas Brasil, Europa e 9 de Julho e Ruas Groenlândia e Estados Unidos.

Nesses corredores, que já dispõem de comércios, a preocupação diz respeito ao aumento da quantidade de portas comerciais e à ampliação dos usos permitidos. Isso porque a proposta padroniza o comércio ao longo das vias centrais e libera instalação de atividades hoje proibidas, como supermercados, restaurantes e salões de festa. Sem limite de horário de funcionamento.

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Oficialmente, a intenção da gestão Haddad é regularizar uma situação já consolidada, apesar de parcialmente proibida. É o caso da Alameda Gabriel Monteiro da Silva. Depois de anos de idas e vindas, a prefeitura passou a permitir, em 2004, alguns tipos de atividades na via, como escritórios, consultórios, lojas de decoração, padarias e galerias de arte. Restrições que devem ser reduzidas.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO