Mônica da Oscar Freire

"Estou torcendo para ela voltar", diz Lobo

Artista que pintou a Mônica furtada não chegou a ver a obra na rua, mas acredita que ela vá voltar

Por: Nataly Costa - Atualizado em

O artista plástico paulistano Lobo, de 40 anos, estava ansioso em ter seu trabalho exposto na Mônica Parade. Em sua página do Facebook, postou o convite assinado por Mauricio de Sousa para participar do evento. Depois, desculpou-se por estar trabalhando quase 24 horas por dia - passou uma semana pintando uma Mônica de 1,60 metro e, na quinta-feira (7), a produção do evento já tinha a obra para instalá-la no bairro dos Jardins. No mesmo dia, Lobo publicou nas redes sociais: "A partir de amanhã, dia 8, as Mônicas invadem São Paulo! Quem quiser ver a minha de perto, ela vai estar na Rua Oscar Freire, 603 em frente ao Frevo, até dia 08 de dezembro. #monicaparade."

Escultura da Mônica desaparece da Oscar Freire

No entanto, além dos funcionários do Frevo, ninguém - nem o próprio artista - viu a obra na rua. A Mônica de Lobo foi colocada na Oscar Freire por volta das 21 horas da quinta-feira (7). Às 6 horas da sexta-feira (8) ela havia desaparecido. "No sábado à noite comecei a ler alguns relatos no Twitter falando que a Mônica não estava lá. No domingo fui dar uma olhada e era verdade. Nem o pessoal da banca de revista ao lado tinha visto", conta o artista.

Lobo diz que pela primeira vez na carreira fez um making of em vídeo de um trabalho e gostou do resultado. Por isso, planejava outros registros. "Minha ideia era fazer um outro vídeo, deixar uma câmera parada lá e captar a reação das pessoas ao verem a Mônica. Não deu tempo", lamenta. Inspirado em artistas como Andy Warhol e Keith Haring, Lobo deu à escultura o nome de 'Mônica Pop 50', em referência ao seu estilo (pop art) e a idade da personagem (50 anos). 

Impressionado com a repercussão que sua Mônica roubada teve na imprensa e nas redes socias - a hashtag #voltamonica já circula do Facebook - Lobo acredita que a obra vai aparecer. "Estou torcendo para ela voltar". 

Fonte: VEJA SÃO PAULO