Religião

Monges do Mosteiro de São Bento usam tablet, Facebook e WhatsApp

Como a tecnologia mudou a vida dos religiosos, que acessam redes sociais e se divertem acompanhando Game of Thrones e outras séries pela internet

Por: Silas Colombo

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Criado em 1598, apenas 44 anos após a fundação da capital, o Mosteiro de São Bento testemunhou o crescimento do então povoado jesuíta ao seu redor. Hoje, mais de quatro séculos depois, as muralhas do edifício já não impedem a interferência dos ruídos da metrópole, como o da guitarra da estátua viva que toca Black Sabbath no último volume na calçada em frente. Quando desfilam de hábito preto pela vizinhança, no entanto, os habitantes do lugar ainda despertam curiosidade. Muitas pessoas acham que eles ficam enclausurados na antiga propriedade na maior parte do tempo. Não poderiam estar mais erradas. A nova geração de moradores professa a fé na era digital. Aos poucos, equipamentos como tablets, notebooks e smartphones passam a fazer parte da rotina de uma das mais tradicionais ordens católicas tanto quanto os cantos gregorianos. Com sete orações diárias, trabalhos de organização e limpeza, além dos estudos bíblicos, os 38 monges espalham-se durante o dia pelo complexo de 20 000 metros quadrados. Antigamente, era preciso percorrer um labirinto de corredores e escadarias para encontrá-los no local. Hoje, basta mandar uma mensagem por WhatsApp.

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João Baptista monge Mosteiro de São Bento
O produtor cultural dom João Baptista: um evento por dia e atualização de redes sociais (Foto: Lucas Lima)

O grupo que vive atualmente ali é um dos mais jovens da história do mosteiro, com média de idade  de 45 anos — dez a menos que há duas décadas. A grande maioria não aparenta mais de 30 anos. Estes, mais soltos, recorrem a gírias como “tá ligado?” e “mano” durante seus bate-papos e fazem referência a filmes e personagens do mundo pop. A trilogia O Senhor dos Anéis, por exemplo, é assunto recorrente por lá. O rejuvenescimento recente, porém, é resultado de um processo longo. No início do século passado, o mosteiro começou a acolher beneditinos vindos de uma abadia alemã chamada Beuron, onde os monges eram artistas e cultivavam as tradições locais — vem de lá a prática de harmonizar refeições com cerveja, mantida ainda hoje na forma de long necks da Heineken. A última geração germânica, que chegou aqui após a II Guerra Mundial, foi extinta há três anos com a morte de dom Plácido Bockl, aos 91 anos. Restaram os mais novos, o que se refletiu em grandes mudanças na rotina religiosa.

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Abade Monge Mosteiro de São Bento
O abade Matthias Braga: livros sagrados compactados em aplicativos (Foto: Lucas Lima)

O maior símbolo dessa transformação é o perfil do atual abade, o nome que a ordem dá ao administrador do local. Alçado ao cargo em 2005, aos 40 anos, Matthias Tolentino Braga tornou-se o mais jovem brasileiro a assumir esse posto. Piloto da Academia da Força Aérea e engenheiro eletrônico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), ambos em São José dos Campos, ele tem intimidade com novidades tecnológicas. Em vez de carregar livros com os ritos litúrgicos usados nas missas, compacta tudo em aplicativos instalados em seu iPhone 5C ou no iPad. “É mais prático, mas muita gente se assusta ao ver esses gadgets no meio do altar”, conta. Os eletrônicos utilizados por ele e pelos outros religiosos pertencem à própria ordem. Diferentemente do que ocorre com os frades franciscanos, o voto de pobreza dos beneditinos não obriga à abstenção total de bens materiais. A única exigência é que haja igualdade no grupo: tudo o que um possui, os outros têm o direito de usar também. “Como consigo acessar a conta de todos, fico sabendo quem abusou das ligações telefônicas durante o mês”, brinca o abade.

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O marco da era digital se deu em 2010. Para suprir uma demanda dos alunos da Faculdade São Bento, todo o complexo passou a ter cobertura de internet sem fio. Depois disso, os brinquedinhos tecnológicos invadiram até os recantos mais íntimos da cultura monástica, como a clausura. Por ali só podem circular os próprios religiosos ou uma restrita lista de convidados do sexo masculino. Dedicada à meditação e cercada de misticismo, a área abriga os quartos dos monges, chamados de celas (cada uma tem cerca de 25 metros quadrados e  possui cama, armário e uma mesa, onde geralmente ficam notebooks usados por aqueles que cursam teologia ou filosofia). Os equipamentos, porém, também acabam sendo utilizados para atualizar perfis em redes sociais como o Facebook e bater papo. Por vezes, até altas horas da noite. "Temos sabedoria para não deixar que isso atrapalhe nossas obrigações", afirma dom Mateus Malta, de 25 anos, que pula da cama ás 5 horas, quando um sino ecoa por todo o complexo.

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(Foto: Reprodução)

Engana-se quem acha que seguir um monge nas redes sociais é certeza de ver a linha do tempo cheia de postagens religiosas. As publicaç›es vão de selfies em passeios no fim de semana a comentários sobre séries de televisão como Game of Thrones, recheada de cenas de sexo e violência. Nenhum conteúdo é censurado na internet dos beneditinos. "Cada um tem a responsabilidade de saber o que é necessá rio absorver na rede", diz o abade. A disciplina monástica, no entanto, não impede que os religiosos compartilhem com frequência vídeos engraçadinhos e memes com piadas sobre política. Por ali, é fácil perceber que a vida no claustro permite fugidas para pequenos prazeres. Fotos do grupo em bares com porções de petiscos e cerveja não são raras.

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Essa flexibilização, encarada como natural até pelos mais conservadores do grupo, estimulou também uma mudança no perfil de quem procura viver sob as regras de São Bento. Há alguns anos, era comum ver famílias pobres do interior levarem seus filhos até lá na esperança de conquistar uma vida mais estável. Atualmente, os dois únicos noviços em formação são jovens de classe média da capital com nível superior. Hugo Bartoletti, de 23 anos, trocou um curso de arquitetura nas Faculdades Integradas Alcântara Machado (Fiam) e um estágio de projetista em uma empresa de Alphaville pelo estudo das Escrituras. Ele está no primeiro dos seis anos de preparação, que vai encarar até, enfim, dizer "sim" á vida de monge. Durante esse processo, o uso das tecnologias e o contato com o mundo extraclausura é ponderado para evitar uma "recaída". Recentemente, sua fé foi posta duramente à prova. Na última Virada Cultural, em maio, a carioca Anitta estava escalada para se apresentar em um palco a 200 metros do mosteiro. Pela distância, o famoso rebolado da funkeira poderia ser ouvido pelas janelas da clausura. "Graças a Deus, choveu e cancelaram o show", confessa o noviço, aliviado.

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Para amenizarem a rotina do claustro, os rapazes viajam aos sábados para uma residência de campo em Itu, a 100 quilômetros da capital. Se o tempo estiver bom, a rota muda e a caravana beneditina aponta para uma casa de praia em Itanhaém, no Litoral Sul. Lá assistem a filmes, nadam e passeiam. Em janeiro, todos têm direito a quinze dias de férias e levam cerca de 200 reais na mala para gastar na viagem.

Abadia Mosteiro de São Bento
Celebração da Assunção de Maria na basílica em obras: missas com andaimes desde 2012 (Foto: Lucas Lima)

Com a licença prévia do abade, os monges podem frequentar o circuito cultural e gastronômico paulistano. Vão a sessões de cinema e teatro e saboreiam as guloseimas de espaços tradicionais do centro, como a doceria portuguesa Casa Mathilde, na Praça Antônio Prado. A intenção dessas incursões ao mundo exterior, bem mais raras até a década passada, é complementar à formação monástica, já bastante sólida — a ordem de São Bento é conhecida pela invejável estatura intelectual de seus membros. Quando saem para atividades nas quais representam a Igreja, eles optam por usar o hábito. Mas nas saídas extraoficiais, ou menos formais, podem circular à paisana. Essa conexão social também é útil para os negócios. Depois de quase fechar em 2004, o Colégio de São Bento passou a atrair os filhos dos novos imigrantes do centro. Hoje, 40% dos 300 alunos são chineses, peruanos e bolivianos. “Em cada época, esta região é povoada por culturas diferentes. Temos de estar ligados”, conta o padre Lucas Xiao, que leciona mandarim aos estudantes. As viagens pelo mundo, realizadas frequentemente pelos monges, colaboraram para um salto nas vendas da célebre padaria local, que atualmente fatura 80 000 reais mensais — além disso, foi inaugurada uma filial moderninha no Jardim Paulista, que entrega os produtos em casa e oferece itens pela internet. “Do marketing ao design das embalagens, tudo é inspirado nos países por onde passei”, explica o monge padeiro, dom Bernardo Almeida.

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(Foto: Reprodução)

Com essa onda, até procedimentos tradicionais da vida beneditina foram atualizados para o século XXI. O primeiro passo para quem quer ser aceito no mosteiro, de acordo com as regras originais, é enviar uma carta expressando o desejo. Pois bem, isso já não ocorre há algum tempo. Os cerca de dez pedidos por semestre chegam via e-mail e, muitas vezes, o primeiro contato com a instituição ocorre pelas redes sociais. Dom Gregório Ferreira é quem recebe os aspirantes à vida religiosa. Ele mantém uma página no Facebook com quase 2 000 amigos. “A rede social é um meio de evangelização, e o perfil do papa Francisco no Twitter é um ótimo exemplo disso”, observa. No claustro, há sempre acomodações reservadas para visitantes. É uma das regras de São Bento (“Que os hóspedes do mosteiro sejam recebidos como Cristo”) e remonta ao período da Idade Média, quando as abadias serviam de pouso a muitos viajantes. O prédio paulistano já abrigou o papa Bento XVI, em 2007, e criou, no fim de 2013, quartos fora do claustro, de forma a poder aceitar também mulheres.

Padre Lucas Xiao Mosteiro de são bento
O padre Lucas Xiao, professor de mandarim no Colégio de São Bento: 40% dos alunos são filhos de imigrantes (Foto: Lucas Lima)

A Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção, equivocadamente conhecida como Igreja de São Bento, passou por um minucioso trabalho de restauração, a maior porção dele encerrada no começo deste mês. Foi a mais completa de seus 100 anos. “Identificamos problemas de desprendimento da argamassa e de partes das pinturas, além da sujeira, acumulada pelo tempo”, diz o restaurador João Rossi, que dividiu o comando das atividades com outros três profissionais. O restauro envolveu a reaplicação de 1 745 folhas de ouro alemão de 22 quilates e a recuperação de raras imagens de São Bento e Santa Escolástica, talhadas no barro em 1650 por frei Agostinho de Jesus, o primeiro escultor sacro brasileiro.

Auditório Mosteiro de São Bento
Com capacidade para 300 pessoas, recebem festas e palestras. O aluguel parte de 5 500 reais. Quem passa por ali pode levar os pães e bolos da Padaria do Mosteiro, que funciona de segunda a sexta, das 7h às 18h, aos sábados, das 7h às 12h, e aos domingos, das 11h às 12h. Há também uma filial nos Jardins (Foto: Lucas Lima)

Desde o início das obras, há dois anos, a abadia deixou de receber casamentos, que voltaram a ser celebrados em 30 de agosto, fazendo andar uma fila de espera que já tinha mais de um ano. Para trocarem as alianças por lá, ao som do órgão de 7 000 tubos e do coro de canto gregoriano, os pombinhos desembolsam quantias que partem de 6 000 reais. Apesar de a igreja estar novamente desobstruída do andaime que ocupava o altar principal, a obra continuará em menores proporções até agosto do ano que vem. Quando finalizada, terá consumido 4,5 milhões de reais.

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A reforma veio para estimular um processo de abertura da abadia e do complexo monástico para a população. A curiosidade de descobrir o que ocorre do outro lado das muralhas centenárias é o principal atrativo de público. “Queremos atuar como uma espécie de centro cultural”, afirma dom João Baptista Barbosa Neto, responsável por cuidar do calendário de atividades do mosteiro, da biblioteca, de um blog de cultura e por atualizar as redes sociais do espaço.

Clausura Mosteiro de São Bento
Os cinquenta quartos, o refeitório e o espaço para orações só podem ser frequentados pelos monges ou por convidados do sexo masculino (Foto: Lucas Lima)

Como se vê, é um cenário bem distante do descrito na obra O Nome da Rosa, de Umberto Eco, que virou filme em 1986, em que os monges são retratados de forma soturna e há uma guerra pelo acesso a livros considerados proibidos. A exemplo da ficção, durante muito tempo o Mosteiro de São Bento teve parte do conteúdo de sua biblioteca considerada herege pelos religiosos. Depois do Concílio Vaticano II, reunião do alto clero da Igreja Católica que durou três anos, terminou em 1965 e derrubou diversos dogmas e tradições, novos ventos começaram a soprar no complexo paulistano, e o “inferno”, como a ala restrita era apelidada internamente, deixou de existir. O processo de abertura iniciado décadas atrás ganhou novo impulso na era digital. “O monge sempre foi responsável por apresentar invenções em diversas áreas, e isso se deve ao contato íntimo com as tendências da sociedade. Seria um sacrilégio proibir que esta geração tenha contato com as tecnologias atuais. Só assim ela poderá continuar contribuindo para esse processo”, entende o abade.

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    Rua Costa Carvalho, 182, Pinheiros

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  • Espanhóis

    Clos de Tapas (mudou de nome para Clos)

    Rua Domingos Fernandes, 548, Vila Nova Conceição

    13 avaliações
  • Drinques

    NOH

    Rua Bela Cintra, 1709, Jardim Paulista

    Tel: (11) 2609 3673

    VejaSP
    7 avaliações

    Drinque ostentação, o space old fashioned (R$ 48,00) consiste em uma versão da clássica receita acrescida de água gasosa, que chega sobre um suporte com gelo seco. Servido somente às quintas, traz fatias de laranja que passam por um processo a vácuo no qual a bebida é injetada nelas. Complexo, não? Há sugestões mais simples, caso do dry elison (R$ 33,00), de gim, pepino, hortelã, limão e Martini Dry. Além de beber, o público animadinho aproveita para petiscar porções como a de boteco (R$ 41,50), que reúne dadinho de tapioca, pastéis e cestinhas de parmesão com carne-seca.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Dona Felicidade, Pirajá e Les 3 Brasseurs estão na lista
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  • Sucos

    Press Juice Brasil

    Rua Haddock Lobo, 938, Jardim Paulista

    Tel: (11) 2936 4571 ou (11) 2737 7891

    VejaSP
    1 avaliação

    A casa tem por especialidade os sucos de frutas prensadas a frio, sem adição de água ou adoçantes, e que muitas vezes são combinados a legumes e verduras. Todos os ingredientes são orgânicos e apresentados em misturas funcionais, como a verde número 3 (R$ 19,90; 520 mililitros), composta de couve, abacaxi, maçã, limão-siciliano e gengibre, e indicada para desintoxicação e reparação celular. Com recomendação e preço idênticos, a número 2 reúne couve, espinafre, alface-romana, pepino, funcho, maçã, limão-siciliano e gengibre. Apontada como um termogênico natural, a versão chamada spice energy (R$ 19,00, 520 mililitros) leva maçã, limão-siciliano, gengibre e pimentacaiena e tem uma coloração alaranjada. Tem sabor docinho e agradável o suco que leva beterraba, cenoura, abacaxi, pera, limão-siciliano e gengibre (R$ 19,90, com 520 mililitros). O lugar vende ainda itens saudáveis e da moda, como goji berry e cranberry desidratadas (R$ 100,00 o quilo de cada uma).

    Preços checados em 20 de janeiro de 2016.

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  • O filme A Pequena Sereia não seria o mesmo sem a famosa canção Aqui no Mar, puxada pelo simpático caranguejo Sebastião. Tão inesquecível quanto ela é a romântica Sentimentos São, de A Bela e a Fera. Fãs das ftas da Disney, adultos entre eles, costumam cantar essas e outras de cor. O espetáculo Disney in Concert — As Músicas de seus Filmes Favoritos ao Vivo apresenta vinte temas em português de famosos desenhos, tais como Alladin e o recente Frozen — Uma Aventura Congelante. O mundo fantástico das animações toma conta da apresentação por meio de projeções de cenas em um telão no fundo do palco. Na frente dele, cantores líricos e 66 instrumentistas da orquestra Allegro são regidos pelo maestro Renato Misiuk. Exibida pela primeira vez no Brasil, a montagem atraiu 35 000 pessoas no México e na Argentina.  Dias 19, 20, e 21/9/2014.
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  • É a primeira vez que um curador convidado explora o acervo de mais de 1 000 títulos do Videobrasil, festival de vídeos realizado há trinta anos no Sesc Pompeia. O espanhol Agustín Pérez Rubio, atualmente responsável pelas exposições do Malba, o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, assistiu a boa parte deles (com a ajuda de links de internet enquanto viajava entre Nova York, Toronto e São Paulo) e escolheu dezoito para compor Memórias Inapagáveis. A mostra apresenta exemplos de como a arte pode ajudar a evitar que fatos históricos sejam esquecidos. Os trabalhos foram organizados na ordem cronológica dos assuntos abordados, começando por Vera Cruz, de Rosângela Rennó, uma versão de como teria sido o descobrimento do Brasil pela perspectiva dos marinheiros das caravelas. O massacre da Praça da Paz Celestial é retomado por Liu Wei. Ele voltou ao local e tentou fazer com que seus conterrâneos falassem sobre o assunto considerado tabu. “Acho importante reviver questões ainda não superadas para que elas não voltem a ocorrer”, diz Pérez Rubio. Com mais ironia, há o engraçado Casa Blanca, de León Ferrari, no qual ele joga minhocas sobre uma maquete da sede do governo americano. A seleção vale ser vista não apenas pela força política, mas também pela relevância artística e até didática de seus temas. De 31/8/2014. Até 30/11/2014.
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  • Entre abril e maio, um espetáculo carioca chamou atenção em meio à vasta programação do finado Centro Internacional de Teatro Ecum, na Consolação. Tratava-se do monólogo tragicômico Billdog, que voltou para nova temporada, desta vez no Sesc Ipiranga. A peça escrita pelo inglês Joe Bone, codiretor ao lado de Guilherme Leme, tem um ritmo frenético capaz de eletrizar o espectador com uma história simples e cheia de referências aos clássicos do cinema noir. O ator e também adaptador Gustavo Rodrigues esbanja versatilidade ao se transformar com enorme rapidez em 38 papéis. Na trama, o personagem-título é um criminoso que descobre ser ele próprio o alvo de um assassinato. Perseguido por um bandido, ele percorre as ruas de Londres para fugir e caçar seu algoz, cruzando com muitos tipos. Disposto a exibir virtuosismo, Rodrigues modula a voz, muda a postura, faz caretas e sua bastante debaixo de uma capa de gabardine. A direção alcança a proeza de dosar diversão, suspense e efeitos mínimos em um texto quilométrico, que exige atenção do público. O guitarrista Márcio Tinoco executa a trilha ao vivo. Estreou em 23/4/2014. Até 27/9/2014.
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  • Diretora francesa, Anne Kessler veio de Paris para conceber a encenação protagonizada por atores brasileiros. O drama de Alfred de Musset (1810-1857) tem uma história de estrutura e narrativa clássicas. Prometidos na infância, dois jovens se reencontram e percebem que muita coisa está diferente. Recém-saída do convento, Camille (Janaína Suaudeau) não se interessa pelo doutor Perdican (Bruno Stierli), tampouco pensa em casar-se com ele. Frustrado, o rapaz decide lhe provocar ciúme, envolvendo-se com uma camponesa (Natalia Gonsales). A montagem é bem cuidada, e a direção consegue explorar com sensibilidade algumas tocantes passagens no texto, abrindo espaço para os atores. Falta ao espetáculo, no entanto, uma adaptação, por mais tênue que seja, a uma linguagem brasileira. A peça peca pelo excesso de formalismos e extrai graça de questões um tanto batidas, como a tendência alcoólica dos dois padres (Fábio Espósito e William Amaral). Adilson Azevedo, Gabriel Miziara e Lilian Blanc completam o elenco. Estreou em 5/9/2014. Até 26/10/2014.
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  • É impossível não falar de números magistrais quando o assunto é Julio Iglesias. Ao longo da carreira de 46 anos, ele lançou oitenta discos, cantou em catorze idiomas e detém o recorde de artista latino mais bem-sucedido de todos os tempos: estima-se que tenha vendido 300 milhões de álbuns (“metade deles foi comprada pelo meu pai”, brinca). O último lançamento do espanhol ocorreu em 2011. Duplo, o disco 1 faz um apanhado dos momentos basilares de sua trajetória, com regravações de Manuela e El Día que Me Quieras, mais duetos antigos com Sting, Stevie Wonder e Willie Nelson. Aos 70 anos, Iglesias volta a trazer o seu magnetismo ao país na que promete ser a despedida dele por aqui. “Veja bem, talvez seja a última turnê grande que faço no Brasil. Isso não quer dizer que eu não volte”, explica. Em São Paulo, ele recebe no palco os convidados Fábio Jr., na sexta (19/9), e Luiza Possi, no sábado (20/9/2014).  Atenção: Devido a problemas de agenda, Fábio Jr. cancelou sua apresentação como convidado no dia 19. Atenção: os ingressos estão esgotados.
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  • Em seu terceiro ano, o Villa Mix Festival já está no calendário do paulistano fã de sertanejo. Desta vez, a festa muda para o Allianz Parque para atender 40 000 pessoas em doze horas de programação. Bruno & Marrone, Matheus & Kauan, Wesley Safadão, os anfitriões Jorge & Mateus, Luan Santana, Simone & Simaria e Alok são algumas das nove atrações. Espere por efeitos especiais no palco e muita queima de fogos de artifício. Dia 11/9/2016.
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  • Sim, na tela o Rio de Janeiro continua lindo. E melancólico, sombrio, barra-pesada, exótico, exagerado. Esses e outros adjetivos podem ser aplicados, às vezes simultaneamente, aos episódios do longa-metragem Rio Eu Te Amo, que reúne histórias cariocas conduzidas por onze diretores — entre eles, o italiano Paolo Sorrentino (A Grande Beleza), o paulistano Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e o mexicano Guillermo Arriaga (roteirista de Amores Brutos). Em vez de maravilhar, contudo, a mistureba de estilos e gêneros aborrece e impõe um ritmo inconstante a esta escala brasileira do projeto Cities of Love, produzido pelo francês Emmanuel Benbihy e iniciado há oito anos no também irregular Paris Eu Te Amo. O voo turbulento pela cidade decola suavemente com o adocicado retrato do encontro entre uma moradora de rua (Fernanda Montenegro) e seu neto (Eduardo Sterblitch). Pouco depois, “zapeia” para o drama modorrento de um casal em crise, vivido por John Turturro (ele próprio o diretor do episódio) e Vanessa Paradis. O cineasta australiano Stephan Elliott (Priscilla, a Rainha do Deserto) opta pela fantasia kitsch ao mostrar um motorista (Marcelo Serrado) escalando o Pão de Açúcar, sem equipamento nenhum, na companhia de um astro de cinema (Ryan Kwanten, de True Blood). Bola fora. Entre os poucos curtas bem resolvidos, salva-se o da libanesa Nadine Labaki (Caramelo), um conto doce sobre um menino de rua que acredita receber telefonemas de Jesus num orelhão. Tal como em Nova York Eu Te Amo (2008), um fio de roteiro costura as tramas, forçando conexões entre os personagens. Só não dá conta de encontrar unidade e graça num painel caótico por natureza. Estreou em 11/9/2014.
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  • O próximo capítulo da saga Jogos Vorazes só estreia em 21 de novembro. Mas, enquanto A Esperança — Parte 1 não vem, os fãs da cinessérie podem se contentar com uma espécie de tira-gosto. Da atmosfera pós-apocalíptica ao jeitão contestador do herói (um adolescente em rebelião contra um governo autoritário), esta adaptação do livro de Lois Lowry, publicado em 1993 nos Estados Unidos, segue rigorosamente a cartilha. A falta de criatividade fica ainda mais gritante porque bate de frente com o próprio enredo da ficção científica, uma crítica à mesmice e à falsa serenidade tão típicas em regimes totalitários. Incoerências à parte, o diretor Phillip Noyce (do blockbuster Salt e do independente Geração Roubada) opta por uma sacada visual interessante ao incluir cenas em preto e branco para ressaltar o estilo de vida padronizado da Comunidade, uma espécie de sociedade utópica onde vive Jonas (Brenton Thwaites). O destino do rapaz está traçado: o trabalho, as amizades, a formação familiar e as decisões pessoais passam pelo crivo do governo, simbolizado pela figura onipresente de uma chefe de estado interpretada por Meryl Streep (em desempenho, como de hábito, acima de qualquer diálogo capenga). As memórias são apagadas. Ao concluir os estudos, ele é obrigado a pegar no batente e seguir um ofício também predeterminado. A surpresa surge ao ser escolhido para o cargo mais importante de todos. Será o único dos habitantes a conhecer o passado dos humanos, mantido em segredo por um velho sábio (papel de Jeff Bridges, também produtor do longa). Atordoado pelas imagens coloridíssimas de uma época onde a liberdade ainda era possível, o rapaz começará a sonhar com uma revolução. Estreou em 11/9/2014.
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  • Na cola do irlandês Liam Neeson, que revigorou a carreira em fitas de ação como Busca Implacável (2008), o quase sessentão Kevin Costner também recorreu ao diretor e produtor francês Luc Besson (de Lucy, em cartaz na cidade) para tentar um retorno à linha de frente do cinema-diversão. Depois de viver o pai adotivo de Clark Kent em O Homem de Aço (2013), o californiano deixa a sina de coadjuvante para interpretar um agente da CIA em um thriller de espionagem escrito por Besson e dirigido pelo americano McG, de As Panteras (2000). A união de forças desses dois craques da adrenalina, no entanto, resulta num caça-níquel genérico. Erro mais grave: o mix de pancadaria, humor e drama familiar não dá liga. Além da falta de pique da narrativa, fica difícil engolir as piadinhas pueris e as reviravoltas absurdas da trama. Costner, no entanto, não deve ser culpado pelo fiasco. Até convence na pele de Ethan Renner, um espião arrasado pela descoberta de um tumor fulminante em seu cérebro. Restam a ele apenas alguns meses. Deprimido, Ethan deixa o trabalho e volta a Paris para reencontrar a filha adolescente (Hailee Steinfeld) e a ex-mulher (Connie Nielsen). O plano de acertar as contas com a família se mostra pedregoso (ele estava afastado de casa fazia cinco anos). O nível de dificuldade, porém, aumentará quando uma oficial sexy (Amber Heard) sacar uma irrecusável proposta: se Ethan assassinar um chefão do mal, será pago com uma droga capaz de prolongar sua vida. Estreou em 11/9/2014.
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  • Em dezembro de 2005, um caso provocou comoção na Flórida: para salvarem um golfinho que havia perdido a cauda em uma armadilha, especialistas de um aquário local desenvolveram uma prótese inovadora. Missão cumprida. A aventura de Winter rendeu reportagens, livro, um filme-família de sucesso e, agora, uma continuação. Embora careça de uma história edificante, a nova fita evita ecochatices e, com uma turma de personagens carismáticos (entre eles, uma simpática tartaruga marinha), cumpre todos os quesitos de uma matinê afinada ao gosto da garotada — sobretudo dos pré-adolescentes. O drama reconstitui outro episódio de superação enfrentado pelo xodó das piscinas de Clearwater. Desta vez, os pesquisadores têm o desafio de encontrar uma nova companhia para Winter, cada vez mais arredia. A equipe liderada pelo eficiente Clay Haskett (Harry Connick Jr.) está preocupada: se continuar só, a mascote do pedaço terá de ser transferida para uma instituição bem longe dali. Um outro problema aflige o rapazinho Sawyer (Nathan Gamble), o melhor amigo do mamífero. Ele está em dúvida se deve ou não abandonar a reserva e participar de um projeto estudantil em alto-mar. Ao buscar um paralelo entre as incertezas do menino e o destino nebuloso do animal, a fita fica acima da média e surpreende quem esperava dela apenas mais uma mensagem natureba em embalagem fofa. Estreou em 11/9/2014.
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  • Deu Branco

    Atualizado em: 12.Set.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO