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Momotaro aposta em receitas japonesas modernas

Chef Adriano Kanashiro mescla foie gras e figo a ingredientes orientais

Por: Arnaldo Lorençato

Momotaro - RESTAURANTES - 2262
Shiromi takô, sashimi de atum e tempurá de robalo (Foto: Mario Rodrigues)

Nem precisa usar o shoyu aqui. A maioria das sugestões de Adriano Kanashiro vem temperada por molhos especiais que fogem do lugar comum. O chef investe nessa fórmula desde 2000, quando estava no extinto By Aoyama, no Itaim. Já nessa época, o cozinheiro se preocupava em preparar arrojadas receitas japonesas. Ele repete esse estilo no Momotaro, aberto junto de dois investidores na Vila Nova Conceição em dezembro.

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As saborosas pedidas são feitas em pequenas porções, e algumas delas podem ser partilhadas por duas pessoas. Comece pelo cremoso tofu em estilo caseiro combinado a grãos de soja verde, cogumelos variados, tomate-cereja e raspas de peixe bonito (R$ 13,00). Em seguida, há escolhas como o tempurá de robalo e ovas de ouriço enrolados na folha de shissô (R$ 15,00) e o sashimi de atum recheado de vieira grelhada na companhia de abobrinha ao molho da fruta cítrica yuzu (R$ 39,00). Também encantador, o ovo empanado vem assentado sobre purê de batata ao tofu com ovas por cima (R$ 18,00). Não falta o prato-assinatura de Kanashiro, o tartare de atum e figo fresco coberto por foie gras chapeado ao molho tarê (R$ 12,00), criado em 2001.

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Kanashiro: pratos elaborados com criatividade (Foto: Mario Rodrigues)

Dos sushis, um dos melhores é shiromi takô (bolinha de arroz coberta por robalo marinado no limão-taiti, polvo e gelatina de shoyu; R$ 28,00). Na noite da visita, o último dia 15, só não deu certo o batterá, um sushi prensado de salmão picado e coroado com um engordurado tempurá de lula (R$ 27,00). Na sobremesa, reserve-se para o duo de cremes de maracujá e de queijo mascarpone ao tofu enfeitado com tomate momotaro confitado (R$ 12,00).

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Há tanto uma boa seleção de saquês e shochus quanto de vinhos, entre eles o argentino Colomé Torrontés 2010 (R$ 79,00). Merece reparo o serviço: embora feito por uma equipe gentil, é demorado e confuso. Em maio, o chef pretende inaugurar no piso superior da casa uma espécie de ateliê para atender no máximo vinte pessoas, com cardápio renovado toda noite. A conferir.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO