Carta ao leitor

Miguel Barbieri Jr.: nosso homem do cinema

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Para muita gente, o dia-a-dia do crítico de cinema Miguel Barbieri Jr. é o paraíso na Terra. Às segundas-feiras, por exemplo, dificilmente ele dá as caras na redação. Fica pululando de lá para cá, nas salas especiais das distribuidoras, vendo um filme inédito atrás do outro. E não só às segundas. Às terças, quartas, quintas, sextas e muitas vezes aos sábados e domingos, Miguel assiste a pelo menos um longa-metragem por dia. Na Veja São Paulo há oito anos, esse paulistano do Planalto Paulista que adora pizza e pastel tem uma visão ampla de seu ofício. Afinal, na década de 80, antes de se dedicar ao jornalismo, foi dono de uma das primeiras locadoras de vídeo na cidade. Na época já indicava aos clientes, com muita propriedade, desde um clássico de Billy Wilder até uma frenética aventura da moda. Passa longe dele a empáfia de alguns ditos especialistas em cinema, com olhos voltados apenas para as produções-cabeça, na linha quanto-mais-chato-melhor. Munido sobretudo de bom senso, Miguel avalia cerca de 400 filmes por ano para o Roteiro da Semana. Trata-se de uma tarefa tão prazerosa quanto árdua, pois a quantidade de lançamentos ruins que chegam ao circuito não é mole. E em época de Mostra Internacional de Cinema, como a que será aberta na sexta (17), nosso especialista redobra sua presença diante das telas. Na reportagem com início na página 52 estão suas dicas quentes do evento, pinçadas com rigor entre as mais de 450 fitas previstas para a 32ª edição do festival. Acesse também o site e assista ao próprio Miguel Barbieri Jr. apresentando seus entusiasmados comentários.

Fonte: VEJA SÃO PAULO