Transporte

Metroviários aceitam proposta e desistem de greve

Em assembleia nesta segunda (1), categoria decidiu aceitar aumento de 8,29% proposto pelo Metrô; ferroviários têm audiência com a CPTM na terça (2)

Por: Pedro Henrique Tavares - Atualizado em

Greve cancelada
Metrô fez proposta de 8,29% e sindicato decidiu aceitar (Foto: Veja São Paulo)

Em assembleia realizada na sede do sindicato nesta segunda (1), os metroviários decidiram aceitar a proposta do Metrô e cancelaram a greve prevista para terça (2). Durante audiência de conciliação nesta tarde no Tribunal Regional do Trabalho, eles ouviram a proposta da empresa, que ofereceu 8,29% de reajuste mais 10 % de aumento no vale refeição e vale alimentação, além de prometer o pagamento do 13º salário em dezembro. 

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Algumas propostas da categoria, no entanto, não foram acatadas, como o aumento da participação no programa de lucros e resultados e a readmissão dos 38 funcionários demitidos no ano passado. "Mesmo assim, vamos continuar brigando por essas questões. Quanto aos demitidos, já ganhamos na justiça, eles precisam recontratar", diz o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres Júnior.

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Durante a campanha salarial iniciada no mês passado, os funcionários exigiam reajuste salarial de 9,49% acima da inflação, além de reposição de 8,24%. A proposta incial do Metrô era de 7,24%.

Ferroviários

Já a reunião dos ferroviários com os representantes da CPTM na Justiça ocorre nesta terça (2). Dependendo da negociação, os trabalhadores prometem cruzar os braços a partir da quarta (3). A categoria reivindica reajuste de 7,89%, além de 10% de aumento real. Os trabalhadores exigem ainda o pagamento de 5 000 reais de programa de participação de resultados (PPR), aumento do vale-alimentação de 247 reais para 400 reais e auxílio materno-infantil de 500 reais.

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A CPTM fez uma oferta de 6,65%, além de 1,5% de ganho real, segundo o sindicato. “Nós reprovamos a proposta, mas decidimos aguardar antes de começar a paralisação”, diz o presidente do sindicato que representa a categoria, Eluiz Alves de Matos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO