Trânsito

Marginal Tietê não registra mortes por atropelamento por quatro meses

Segundo dados da prefeitura, houve queda de 92% no número de mortes de pedestres na via entre janeiro e junho deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Marginal Tietê: apenas oito atropelamentos fatais em 2016 (Foto: Gabriela Bilo/Estadão Conteúdo)

A Marginal Tietê registrou uma queda de 92% no número de atropelamentos fatais no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2015. Quando somadas as ocorrências de pedestres que perderam a vida na Marginal Pinheiros, o percentual de queda permanece acentuado, em 84%.

Por quatro meses seguidos, entre março e junho deste ano, não houve nenhum registro de morte por atropelamento na Marginal Tietê; algo inédito em dois anos pelo menos, desde janeiro de 2014, dado mais antigo fornecido pela prefeitura.

Foram 152 pedestres mortos nas duas vias nos primeiros seis meses de 2015 contra 24 no mesmo período em 2016, segundo dados da Compahia de Engenharia de Tráfego (CET) fornecidos pela Prefeitura de São Paulo. Em 20 de julho do ano passado, a administração municipal reduziu a velocidade nas duas vias como política para diminuir os acidentes com mortes.

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Quando comparados os números de vítimas que morreram nas marginais dentro de veículos, carros ou motos, a queda também é visível, porém, menos acentuada. Houve 26% menos óbitos em ocorrências desse tipo entre janeiro e junho deste ano frente aos mesmos meses em 2015. Na Marginal Tietê, houve até um ligeiro aumento no período; 122 condutores ou passageiros morreram nos primeiros seis meses do ano passado contra 127 em 2016.

No total, os dados apontam que a capital reduziu 48% a quantidade de acidentes com mortes de vítimas ao confrontar as estatísticas pré e pós redução da velocidade nas marginais.

O tema ganhou relevância novamente após o prefeito eleito João Doria (PSDB) prometer retomar os limites originais assim que assumir o cargo, em janeiro de 2017. O anúncio causou reações contrárias e, três dias após ter sido eleito em primeiro turno, o tucano enfrentou protesto de ciclistas que organizaram um "deitaço" em frente à sua casa no Jardim Europa para pedir que Doria "desacelere", em alusão ao bordão de sua campanha: "Acelera, São Paulo". Eles se manifestaram também contra a proposta da nova gestão de interromper a expansão das ciclovias na cidade. 

Diante da repercussão, Doria chegou a voltar atrás e disse que manterá a redução em determinados pontos das vias, onde há maior presença de pedestres.

Fonte: VEJA SÃO PAULO