Saúde

Menino Tancrède passará novamente por quimioterapia antes de transplante

Sessão acontece neste domingo (19). Americano de 11 anos que mora em São Paulo receberá uma medula nova no dia 29

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Tancrède
Luc postou foto com o filho no Facebook no dia 14 de julho. O menino já havia passado por quimioterapia (Foto: Reprodução/Facebook)

O menino americano Tancrède Bouveret, de 11 anos, portador da síndrome mielodisplásica, um tipo raro e agressivo de leucemia, passará novamente por quimioterapia antes do transplante de medula. Neste domingo (19), ele enfrenta sessão do tratamento. No dia 28, será preparado para o procedimento e, no dia 29, fará o tão esperado transplante.  

A doença afeta a produção e o tempo de vida das células sanguíneas, deixando o corpo com imunidade baixa. Por isso, o garoto não podia sair do quarto do hospital nem para procurar tratamento fora do Brasil, pois ficaria ainda mais exposto a doenças e bactérias.

Sua rotina inclui três transfusões de sangue por semana e ingestão de muitos remédios fortes. No momento, está internado para recuperar os quilos perdidos por causa de uma quimioterapia anterior e um resfriado.

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A campanha pela saúde de Tancrède, que nasceu nos Estados Unidos, mas vive há seis anos no Brasil, mobilizou celebridades como Neymar, Isabella Fiorentino e até presidente Dilma Rousseff. Com isso, o número de doadores de medula óssea no hemocentro da Santa Casa, em São Paulo, disparou dos doze candidatos habituais para 1 200 voluntários em apenas um dia. 

Tancrède
O garoto em foto de família, antes da doença (Foto: Reprodução/Facebook)

A cirurgia era a única maneira de salvá-lo. Seus pais, Luc Bouveret e David Arzel, iniciaram uma campanha nacional e conseguiram, no mês passado, achar um doador compatível

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Pelo Facebook, Luc agradeceu recentemente o apoio de todos e fez um desabafo. "Quebrei o paradigma da diferença, me casei e tenho uma família, e hoje é o paradigma do sofrimento que estou quebrando, testemunhando por minha própria história familiar que podemos transcender o sofrimento escolhendo a união com todos. Hoje a minha família é reconhecida por todos e todos estão conosco, todos auxiliaram Tancrède e encontrar o doador compatível", escreveu. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO