Tragédia

Mãe costumava deixar filho sozinho em casa, diz tio de Gustavo Storto

O garoto de 5 anos caiu da janela do 26º andar de prédio em Taboão da Serra

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Enterro garoto caiu prédio
Movimentação no enterro de Gustavo nesta quinta (17) (Foto: Veja São Paulo)

Gustavo Souza Storto, de 5 anos, foi enterrado na tarde desta quinta (17), em Itapevi. O menino caiu da janela do banheiro do apartamento, no 26º andar, onde morava com a mãe em Taboão da Serra, região metropolitana. No cemitério, o tio do garoto, Giuliano Storno, afirmou que a mãe, Juliana Souza Storno, que não compareceu à cerimônia, costumava deixá-lo sozinho em casa.

À polícia, a mãe de Gustavo disse ter deixado o menino em casa dormindo para ir buscar o namorado na Avenida Luís Carlos Berrini, nas proximidades da estação Morumbi da CPTM. Segundo consta no boletim de ocorrência, ela contou que, ao voltar à residência, as luzes estavam acesas. Dirigiu-se, então, ao quarto da criança e notou a porta do banheiro aberta e duas cadeiras colocadas ao lado da janela, a única sem telas de proteção do local.

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Pelas filmagens de câmeras de segurança, vê-se que a farmacêutica saiu de casa às 22h54 e voltou à meia-noite. A criança caiu dez minutos antes de sua chegada.

Pai Giovanni Storto
Giovanni Storto, pai do garoto, ao sair do IML (Foto: Código19/Folhapress)

O menino foi encontrado no estacionamento do condomínio com uma mochila, uma fronha e um boneco.

A polícia investiga o caso como acidente e descarta a possibilidade de que Gustavo tenha sido atirado de lá pelo casal. Ela chegou a mostrar para os policiais o celular com as mensagens trocadas com o namorado, combinando o lugar em que o apanharia após o trabalho. Após ser ouvidos no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, o casal foi liberado. Juliana é, entretanto, indiciada por abandono de incapaz e homicídio culposo. 

Na saída do Instituo Médico Legal (IML), o pai, Giovanni Storto, afirmou apenas que o filho "é lindo". Ele havia se separado de Juliana há poucos meses.

Prédio Taboão da Serra
Prédio em Taboão da Serra onde morava o menino Gustavo (Foto: Nivaldo Lima/Futura Press/Folhapress)

Fonte: VEJA SÃO PAULO