Saúde

Meninas que tomaram vacina contra HPV dizem não sentir as pernas

Secretaria Estadual de Saúde diz que acompanha os casos e descartou problemas com o lote de dose contra o papilomavírus

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Vacina
Vacina contra o HPV provocou reações em onze adolescentes (Foto: Divulgação)

Três adolescentes de uma escola de Bertioga estão internadas por causa de reações à vacina contra o HPV. Elas afirmam não sentir as pernas.

Onze meninas tomaram, na última quinta-feira 94), a dose contra o papilomavírus e tiveram de ser hospitalizadas. Elas se queixaram de dores de cabeça e dificuldades para caminhar. Oito estudantes tiveram alta no mesmo dia, mas três continuaram com os sintomas.

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Hospital Guilherme Alvaro
Hospital Guilherme Álvaro, em Bertioga, onde as garotas estão internadas (Foto: Reprodução)

No domingo, Darci dos Santos, mãe de uma das meninas, afirmou que a filha, de 13 anos, já havia passado por uma bateria de exames, incluindo tomografia, mas que os sintomas, sobretudo a queixa "de que não sentia as pernas", ainda estavam presentes.

Outras duas garotas, de 12 anos, que já haviam obtido alta, retornaram ao hospital, queixando-se de dores nas pernas e pelo corpo, porém, sem dificuldades de locomoção.

A Secretaria Estadual de Saúde está acompanhando de perto os casos das 11 jovens e já descartou qualquer problema com o lote de vacinas utilizado em Bertioga. De acordo com a responsável pelo setor de Imunizações da secretaria, Helena Sato, a vacinação contra o HPV vai continuar em todo o Estado.

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Ela disse que não há nenhuma associação dos sintomas apresentados pelas adolescentes de Bertioga com a aplicação da vacina, uma vez que o mesmo lote, composto por 320 mil doses, vem sendo aplicado desde o início do mês em estudantes de todo o Estado de São Paulo.

Helena Sato lembrou que desde 1.o de setembro 20 mil meninas já foram imunizadas contra o HPV em todo o Estado e que só em Bertioga 400 adolescentes receberam a vacina, que tem como objetivo prevenir contra o câncer de colo de útero, que é a quarta causa de morte entre as mulheres. A primeira etapa da campanha foi desencadeada em março, quando 940 mil meninas foram vacinadas em todo o Estado. (Com Estadão Conteúdo)

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Fonte: VEJA SÃO PAULO