Mistérios da Cidade

Memória paulistana: Telegrapho Policial

Semelhante a um telefone, o aparelho servia para relatar assaltos e acidentes

Por: Mauricio Xavier [com reportagem de Nathalia Zaccaro] - Atualizado em

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Aspecto de um telefone: o aparelho servia para relatar distúrbios da ordem (Foto: ACERVO/FUNDAÇÃO TELEFÔNICA)

No começo do século XX, os paulistanos contavam com um dispositivo para assegurar a paz nas ruas, o Telegrapho Policial. O aparelho, com aspecto semelhante ao de um telefone, foi produzido pela empresa americana The Gamewell Co. durante a década de 10 e servia para relatar assaltos, acidentes e outros distúrbios da ordem. Ele ficava trancado em uma caixa, presa a um poste, e duas pessoas tinham acesso a suas chaves: o policial responsável pela ronda na região e o comerciante de um estabelecimento próximo.

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Para operá-lo, era preciso girar o disco até certo ponto: a polícia era comunicada por código morse (Foto: Acervo/Fundação Telefônica)

Para operá-lo, era preciso girar o disco até determinado ponto, escolhendo entre as opções “desastre”, “telefone”, “ambulância”, “carro de cadáver” e outras. Após a seleção, bastava puxar uma alavanca e, por meio de código morse, os departamentos de segurança pública eram comunicados do ocorrido. O sistema funcionou até 1935.

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As imagens integram o livro “Fotografia e Telefonia”, conjunto de cinco volumes editado pela Fundação Telefônica. A obra está sendo enviada a bibliotecas, centros culturais e universidades, e seu conteúdo pode ser apreciado em www.fundacaotelefonica.org.br, no link “Publicações”.

Fonte: VEJA SÃO PAULO