Roteiro

As cinco melhores comédias em cartaz no cinema

Do humor dramático ao de ficção científica, separamos boas opções de filmes para cair na risada

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Deus da Carnificina
Christoph Waltz e Kate Winslet em 'Deus da Carnificina' (Foto: Divulgação)

Da comédia dramática "Deus da Carnificina" à ficção científica "Homens de Preto 3", escolhemos as cinco melhores comédias em cartaz nos cinemas da cidade. Entraram na lista somente filmes classificados com três estrelas ou mais por nosso crítico, Tiago Faria.

Confira a lista abaixo e dê boas risadas.

 

  • Resenha por Tiago Faria.: O cineasta franco-polonês Roman Polanski estava confinado em seu chalé suíço quando começou a desenvolver a comédia “Deus da Carnificina”. Era início de 2010. Enquanto os jornais relembravam o motivo escandaloso da prisão domiciliar — o abuso sexual cometido em 1977 contra uma adolescente de 13 anos —, ele se afeiçoava mais e mais à peça teatral da francesa Yasmina Reza, encenada em São Paulo no ano passado. A identificação fazia sentido: compacto, o texto original isolava personagens e público entre as paredes de um apartamento. Proibido de entrar nos Estados Unidos, o autor de “O Pianista” usou efeitos visuais e um estúdio parisiense para ambientar a história em Nova York. Selecionado para a competição do Festival de Veneza de 2011, o longa-metragem não trai em nada o espírito da dramaturgia e, com um elenco afiado, perfila as obsessões (e as ironias irresistíveis) do realizador de dramas igualmente asfixiantes, como “Faca na Água”, “O Bebê de Rosemary” e “A Morte e a Donzela”. Desta vez, porém, ele dá preferência a um humor cáustico e nervoso. Uma breve cena externa abre e fecha a trama. Dois meninos brigam, e um deles leva uma surra. A partir daí, o roteiro concentra-se na guerra entre dois casais de classe média alta. A fim de selarem um acordo de paz, Michael e Penelope Longstreet (papéis de John C. Reilly e Jodie Foster), pais da vítima, recebem em sua casa Nancy e Alan Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz), cujo rebento iniciou a crise. Ao implodir a polidez de tipos supostamente tão sensatos, o diretor dispara uma provocação contra a hipocrisia dos politicamente corretos. Os selvagens, aqui, ocupam a sala de estar. Estreou em 07/06/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: A sequência dos longas-metragens de 1997 e 2002 ganhou um roteiro espirituoso com piadas entrando na hora certa, além de efeitos visuais comedidos, porém de eletrizar a plateia — a exibição em 3D só reforça a qualidade do programa. Neste terceiro (e melhor) episódio da comédia de ficção científica, o amedrontador alienígena Boris, o Animal (papel de Jemaine Clement) escapa de uma prisão lunar após quarenta anos atrás das grades. Planeja, assim, dominar a Terra com seus ETs do mal. O Agente J (Will Smith) descobre, porém, que Boris foi preso e perdeu um braço depois de um confronto com o Agente K (Tommy Lee Jones), em 1969. Com o criminoso à solta, J decide voltar ao passado para impedir a morte de K, seu futuro colega, agora bem mais jovem e interpretado por Josh Brolin. Entre os alvos das mais divertidas brincadeiras estão o presidente Barack Obama e o artista pop Andy Warhol. Também traz um diferencial à cinessérie a comovente revelação final.  Estreou em 25/05/2012.
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  • Resenha por Miguel Barbieri Jr.: No novo longa-metragem do diretor italiano de "O Quarto do Filho" (2001), a história tem um fundo dramático, mas ganha tratamento bem-humorado. Depois da morte do Papa, o conclave do Vaticano se reúne para escolher um sucessor. Na hora de apresentá- lo aos fiéis na Praça São Pedro, o substituto (papel de Michel Piccoli) tem um surto e sofre uma crise de identidade: estaria ele preparado para ser o representante de Deus? Para ajudá-lo a resolver o problema, surge um psicanalista, interpretado pelo próprio diretor. Estreou em 16/03/2012.
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  • Entrevado numa cadeira de rodas, o jovem belga Philip (papel de Robrecht Vanden Thoren) sofre de uma doença genética e depende dos pais para qualquer movimento. Cotidiano semelhante vive seu amigo Lars (Gilles De Schrijver), paraplégico devido a um câncer agressivo. Para perder a virgindade, a dupla descobre um bordel na Espanha especializado em atender deficientes físicos. Com a desculpa de conhecer as vinícolas espanholas, os rapazes enganam a família e chamam Jozef (Tom Audenaert), um colega mais velho, também sem experiência sexual e quase cego, para se juntar ao grupo na empreitada maluca. Quem vai dirigir a van da Bélgica até lá é a durona enfermeira Claude (Isabelle de Hertogh). O enredo pode insinuar um melodrama, mas mostra-se uma espirituosa comédia, com alguns momentos mais pesados. A trama explora o inusitado tema amparada em originalidade, alto-astral, diálogos afiados e elenco exemplar. Estreou em 25/05/2012.
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  • Em 1995, o estúdio Pixar e seu Toy Story provocaram uma revolução: foi o primeiro desenho animado integralmente feito por computadores cujo roteiro espertíssimo agradou à criançada sem deixar os pais entediados. De lá para cá, os traços se sofisticaram e outras produtoras passaram a disputar o mesmo público. Uma delas é a inglesa Aardman, especializada em animações com massinha, entre elas a talentosa "A Fuga das Galinhas" (2000). Depois do admirável "Operação Presente", lançado no fim do ano passado, a Aardman dá nova prova de vigor. Embora Piratas Pirados! tenha ação e graça para deixar a garotada vidrada, há piadas direcionadas aos adultos — a começar pelo maluco enredo trazendo, além dos piratas, personagens como a Rainha Vitória, Charles Darwin, a escritora Jane Austen e até Joseph Merrick, o Homem Elefante. Na trama, ambientada na Inglaterra de 1837, o decadente Capitão Pirata pretende ganhar um troféu cobiçado por todos os corsários. Quem fizer a maior pilhagem leva a estatueta de Pirata do Ano. Nos ralos saques pelos mares, o protagonista e sua tripulação encontram Charles Darwin, cientista cuja riqueza vem da sabedoria. O naturalista faz, então, uma revelação estarrecedora: o papagaio de estimação do Capitão é, na verdade, um dodô, uma ave rara e em extinção. A seguir, vem a proposta. Todos devem ir a Londres e levar o pássaro para disputar um valioso prêmio numa feira de ciências. Eis mais um ótimo exemplo de vida inteligente no universo animado. Do período escolhido (o primeiro ano da era vitoriana) à vilã glutona saída do Palácio de Buckingham, os saborosos ingredientes, combinados à técnica impecável, tornam o longa-metragem um passatempo anárquico e irresistível para todas as idades. Estreou em 11/05/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO