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As dez melhores atrações da semana

Shows de Caetano Veloso e Gal Gosta, Miguel Falabella e Marisa Orth juntos no teatro e a estreia de  Rio 2 estão entre as pedidas

Por: Redação VEJA SÃO PAULO - Atualizado em

Caetano Veloso
Caetano Veloso volta à cidade com seu "Abraçaço" (Foto: Fernando Young)

De festival de arte a show de MPB, a cidade recebe nesta semana atrações para todos os gostos. Confira:

  • Com Abraçaço (2012), Caetano Veloso encerrou a trilogia de trabalhos com a jovem banda Cê, iniciada com Cê (2006) e seguida por Zii e Zie (2009). A parceria com Pedro Sá (guitarra), Ricardo Dias Gomes (baixo) e Marcelo Callado (bateria) serviu para aproximar o caldeirão de influências do baiano, já bastante diversificado, ao indie rock e revigorar seu repertório, que vinha sendo maltratado pela passagem do tempo. O último álbum ganhou DVD no ano passado. Às novas faixas se juntaram A Luz de Tieta e a lasciva De Noite na Cama, composição que abre o antológico Carlos, Erasmo, disco lançado pelo Tremendão em 1971. São as faixas que ele mostra em quatro ocasiões no Sesc Pompeia nesta semana e em uma, gratuita, no Sesc Itaquera. Dias 3, 4, 5, 6 e 7/6/2015.
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  • O diretor Paulo Morelli lançou em 2003 uma desastrosa comédia chamada Viva Voz. Quatro anos depois, subiu alguns degraus de qualidade com o correto Cidade dos Homens. Agora, o cineasta dá um grande salto neste drama intenso, de diálogos afiados, personagens sensíveis e atores em sintonia. A trama começa em 1992 e flagra um grupo de sete amigos em um sítio isolado na Serra da Mantiqueira (a locação é deslumbrante). Com seus 20 e poucos anos, os colegas são desencanados, apaixonados por literatura e flertam, por brincadeira, uns com os outros. Uma tragédia, porém, interrompe a união. Em 2002, a turma se reencontra com um objetivo: desenterrar uma caixa com mensagens escritas por eles uma década atrás. Felipe (Caio Blat) casou-se com Lúcia (Carolina Dieckmann) e virou um escritor bem-sucedido por causa de um único livro. Também moram juntos Drica (Martha Nowill) e o crítico literário Cazé (Julio Andrade). Silvana (Maria Ribeiro) ainda está à procura da cara-metade, enquanto Gus (Paulo Vilhena) jamais perdeu o interesse por Lúcia. Sem ir muito adiante, nota-se no enredo um mote idêntico ao de Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos (2010), de Woody Allen. Trata-se, contudo, de um detalhe que não atrapalha um roteiro sobre as escolhas erradas da vida e as decisões a ser tomadas diante de conflitos reveladores. Estreou em 27/3/2014.
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  • Também diretor, Miguel Falabella retorna à cidade com a comédia escrita por Joe Orton em 1967. Desta vez, porém, ele divide o palco com a atriz Arlete Salles, que entrou no lugar de Marisa Orth. Na trama, Falabella interpreta um psiquiatra flagrado com a secretária pela mulher (papel de Arlete). Sem roupa, a moça (Alessandra Verney) se esconde atrás de uma cortina, e uma divertida sucessão de erros toma conta da história. Com Marcello Picchi, Ubiracy Paraná do Brasil e Magno Bandarz. Estreou em 21/3/2014. Até 8/3/2015.
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  • Este ano, a SP-Arte comemora sua 10ª edição e contará com 137 galerias de 19 países. Entre elas David Zwirner, Gagosian e Pace de Nova York, que estão entre as mais importantes do mundo. Entre os destaques estão a obra Escalas de Cinza, de João Loureiro. O sorvete-obra de diferentes sabores em tons de cinza será vendido por 10 reais no estande da Galeria Vermelho. Virginia de Medeiros apresenta o ensaio fotográfico Jardim das Torturas, resultado do encontro como Dominador Dom Jaime e suas duas escravas sexuais e se baseou no diário que elas escrevem após cada sessão sadomasoquista. A romena Geta Bratescu, de 88 anos, uma das artistas mais importantes de seu país, expõe suas colagens e instalações poucas vezes expostas por aqui. De 3 a 6/4/2014. + O melhor da SP-Arte e das exposições paralelas ao evento + Afinidades — Raquel Arnaud +Adriana Varejão - Polvo +Zuzu Angel - Ocupação Zuzu +Joana Vasconcelos
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  • Se tem uma coisa que o Grupo Pia Fraus sabe fazer como quase ninguém é manipulação de bonecos. Em cena, os personagens ganham vida e expressam emoções tamanha a habilidade de quem está por trás dos movimentos. A trupe, que já montou ótimas peças como Filhotes da Amazônia e Bichos do Brasil, comemora três décadas e leva ao palco uma graciosa história do fundo do mar. Jujuba, uma pequena baleia jubarte, vê a mãe morrer nas redes de pescadores japoneses. Quando duas orcas estão prestes a atacá-la, surge Gardel, o pinguim argentino que salva sua pele. Do encontro nasce uma bonita amizade e a dupla ruma para o Polo Sul em busca do Círculo das Baleias, onde Jujuba poderá viver em segurança. No caminho, eles recebem a ajuda de outros animais, como a foca Fofoca e a garça Marlene, que aponta em qual direção os dois devem seguir. Célia Catunda, uma das criadoras da série de animação Peixonauta, foi responsável pelos bonecos, e a envolvente trilha sonora tem o dedo de Gustavo Bernardo. A manipulação fica por conta de Ana Elisa Mattos, Cristiano Bacelar, David Caldas e Natalia Gonsales. Direção de Wanderley Piras e roteiro de Beto Andreetta. Estreou em 9/3/2014. Até 28/6/2015.
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  • Seu 31º disco, Estratosférica, tem composições de Mallu Magalhães, Céu e Criolo. Ela mostra sua versão roqueira em Sem Medo Nem Esperança e cai no romantismo com Quando Você Olha para Ela. De 2 a 5/6/2016.
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  • Última peça escrita por Anton Tchecov (1860-1904), o drama é ambientado no início do século XX em uma Rússia na iminência da revolução social. Sem dinheiro para continuar morando em Paris, onde vivia fazia cinco anos, a aristocrata Liuba (interpretada com altivez por Carolina Fabri) se vê obrigada a voltar para sua fazenda. Por lá, a situação é de falência. As progressivas mudanças políticas e econômicas atingem até a propriedade rural, prestes a ser leiloada. O conflito se instaura quando o comerciante Iermolai Lopakhine (papel de Pedro Haddad) sugere que sejam construídas casas de veraneio em parte das terras, com o objetivo de gerar receita. Dirigida por Marcelo Lazzaratto, a montagem da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico prima por sutilezas capazes de valorizar ao extremo a dramaturgia universal de Tchecov. O competente elenco, completado por Carla Kinzo, Léo Stefanini, Marina Vieira, Rodrigo Spina e Wallyson Mota, imprime variações nos diálogos. Ponto fundamental, a cenografia criada por Lu Bueno e Lazzaratto, também iluminador, traz fios brancos pendurados que envolvem o palco em uma sensação de amplitude e frieza. Estreou em 22/3/2014. Até 11/5/2014.
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  • Conforme foi divulgado dias atrás, o ator Paul Walker, morto em novembro de 2013, terá uma versão digital para que sejam concluídas as filmagens de Velozes & Furiosos 7. A primeira parte da trama de O Congresso Futurista aborda uma vertente desse assunto. Num futuro próximo, a atriz Robin Wright, do seriado House of Cards, interpreta a si mesma. Com 44 anos, não consegue mais bons papéis e está destinada a ser esquecida pela indústria do cinema. Seu empresário (Harvey Keitel) já tinha perdido as esperanças quando um estúdio faz uma proposta arriscada para Robin. Quer escanear seu corpo e suas expressões para usá-las em filmes de qualquer tipo. A princípio, ela recusa, mas, tendo de cuidar de um casal de filhos, acaba aceitando. Com a grana no bolso, Robin precisa desaparecer do mapa e, assim, sua imagem ficará eternamente jovem na tela. Não faltam ao novo trabalho de Ari Folman, diretor israelense de Valsa com Bashir (2008), originalidade, ousadia, humor nas entrelinhas, melancolia e muita piração. Os primeiros 45 minutos são estrelados por atores; o restante é uma animação lisérgica com personagens fictícios e reais, a exemplo de Tom Cruise e Grace Jones. Trata-se do momento em que Robin, já um desenho, chega ao tal congresso futurista para ser homenageada. Conselho para quem vai pegar uma sessão: deixe-se levar pela história hipnótica, feita de ilustrações magníficas e roteiro viajandão. Estreou em 27/3/2014.
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  • Uma das animações mais aguardadas do ano, Rio 2, infelizmente, tende a provocar certa decepção na plateia, sobretudo a adulta. Tudo por causa da comparação com o desenho animado pioneiro, de 2011, também dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha. As maiores falhas aparecem em duas frentes: roteiro fraco e vilões-clichê. Além de o fator novidade ter ido para o espaço, os personagens se deslocaram para a Amazônia e não há criatividade em relação ao filme original — a não ser nos números musicais, excessivos, porém deslumbrantes. Na trama, as ararinhas-azuis Jade e Blu continuam morando no Rio de Janeiro e têm três filhotes. Eles passam o réveillon na Cidade Maravilhosa (na bela cena de abertura), mas se mandam para a Floresta Amazônica quando Jade descobre que aves da mesma espécie vivem por lá. Na chegada, ela reencontra o pai turrão e a família. O principal inimigo agora é um madeireiro responsável pelo desmatamento. Sem piadas espirituosas nem ação incessante (alguns dos trunfos do primeiro filme), Rio 2 sobrevive da cantoria e das coreografias dos pássaros, inspiradas nos balés aquáticos de Esther Williams. Estreou em 27/3/2014.
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  • Em meio a tantos expoentes do gênero, o musical Rita Lee Mora ao Lado pode ser encarado como um primo pobre. Afinal, conta com cenários despojados, coreografias simples e um elenco algumas vezes carente de técnica. Sua qualidade, no entanto, é justamente saber o próprio tamanho e se limitar a homenagear a cantora sem exagerada pretensão. Adaptada do livro Rita Lee Mora ao Lado — Uma Biografia Alucinada da Rainha do Rock, de Henrique Bartsch, a montagem traz uma carismática Mel Lisboa no papel principal. A atriz tem poucas cenas em que lhe são exigidos recursos dramáticos profundos, mas carrega uma energia e uma irreverência próximas às da estrela. Em uma fusão de ficção e realidade, a trama mostra Rita da infância aos dias de hoje, por meio das confusões de Bárbara Farniente (vivida pela ótima Carol Portes, figura fundamental para o resultado), uma vizinha que acompanhou de perto a vida da família da artista. Construída pelos diretores Débora Dubois e Márcio Macena, além de Paulo Rogério Lopes, a dramaturgia enfileira esquetes e vários deles soam dispensáveis. Enquanto as intervenções de João Gilberto (Nelson Oliveira) e Ney Matogrosso (Fabiano Augusto), contribuem para narrar a história, os números de Caetano Veloso (Antonio Vanfill) e Gal Costa (Yael Pecarovich) só esticam a duração. Apoiada por seis músicos, Mel anima a plateia com Agora Só Falta Você, Saúde, Jardins da Babilônia e Ando Meio Desligado, entre outros sucessos, e é isso o que interessa. Em nome da festa, o público se rende, e o teatro se faz pela devoção a Rita Lee, especialmente quando Mel interpreta Coisas da Vida. Com Rafael Maia (como Roberto de Carvalho), Samuel de Assis, Débora Reis, César Figueiredo e outros. Estreou em 4/4/2014. Até 24/4/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO