Saúde

WhatsApp: as facilidades e confusões entre médicos e pacientes

Uso do aplicativo não é unanimidade entre profissionais; conheça histórias das 'consultas digitais' 

Por: Mariana Rosário

capa Doutor whatsApp
(Foto: Ilustração: Lezio Junior)

Se você, leitor, é pego de surpresa com fotos, vídeos e textos que chegam ao seu WhatsApp, imagine se pudesse dar uma espiada no celular de seu médico. “Eu conseguiria montar uma exposição com as diferentes cenas de fralda que me mandam para analisar”, conta o pediatra Claudio Len, que recebe por volta de 100 recados diários. “Certa vez, um pai matou um mosquito e me enviou a imagem, para saber se era o Aedes aegypti.”

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São cenas cada vez menos estranhas para os doutores da cidade, graças à prática que está se tornando rotineira de levar o diálogo com os pacientes para além da porta do consultório, por meio do aplicativo gratuito de comunicação mais popular dos smartphones, com 14 milhões de usuários paulistas, segundo levantamento do ano passado.

O hábito está longe de se restringir aos casos triviais. Na sexta, 8, a professora Daniele Niere, de 36 anos, acionou pelo app o obstetra Sílvio Eduardo Valente. Ela chegava com antecedência à Maternidade ProMatre, na Bela Vista, onde tinha uma cesárea agendada para dali a três horas, quando a bolsa estourou. “Fique tranquila”, orientou ele, antes de disparar de Santo André para o local. “Achei mais adequado escrever do que ligar e correr o risco de ele estar dirigindo”, esclarece ela, feliz ao lado da recém-nascida Gabriela.

Daniele, Gabriela e Valente
Daniele, com Gabriela, e Valente: torpedo avisando que a bolsa havia estourado (Foto: Rogério Albuquerque)

Pesquisa divulgada em novembro de 2015 pela consultoria britânica Cello Health Insight revelou que 87% dos médicos brasileiros haviam utilizado o aplicativo nos trinta dias anteriores para se comunicar com aqueles que atendem, diante dos 4% nos Estados Unidos e dos apenas 2% no Reino Unido. “Nesses lugares existe a chamada ‘indústria do erro médico’ e os profissionais são mais cuidadosos com os processos que possam sofrer por causa das mensagens”, explica o diretor executivo do Instituto de Direito Público de São Paulo, Alexandre Zavaglia Coelho.

Um levantamento feito por VEJA SÃO PAULO com 85 especialistas de diferentes áreas, atuantes em centros como Sírio-Libanês, Albert Einstein e Nove de Julho, revelou que 77% dos entrevistados mantêm contato com pacientes pelo programa. Entre eles estão o urologista Miguel Srougi, o oftalmologista Claudio Lottenberg, o cardiologista Nabil Ghorayeb, o cirurgião plástico Alexandre Senra e outros nomes reconhecidos.

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“Todos os que vão ao consultório têm o meu número”, afirma Ghorayeb. “Uso o aplicativo para tranquilizar caso se trate de algo banal, mas mando na hora para o hospital se me relatam dor no peito ou mal-estar noturno.” Senra adota linha semelhante. “Ficar 100% do tempo disponível faz parte da qualidade do meu trabalho”, conta. Ele monitora na telinha imagens de pós-operatórios, o que não substitui os retornos seguintes às intervenções estéticas.

Para o otorrinolaringologista Jamal Azzam, trata-se de uma ferramenta útil para o sistema de saúde. “Essas conversas diminuem o número de idas desnecessárias ao pronto-socorro”, pondera. Em sua agenda de contatos está a bancária Patricia Paesani, que enfrentou momentos de ansiedade com o aumento das amígdalas do filho Leonardo, de 5 anos. “Ele não conseguia engolir vários alimentos e vivia muito cansado”, diz. Passado um ano da cirurgia de correção, Patricia e Azzam ainda se falam. “Eu recebo fotos em que ele está comendo, e isso cria um acompanhamento próximo”, avalia o médico.

Patricia e Leonardo
Patricia e Leonardo: imagens das refeições para o médico (Foto: Renato Pizzutto)

Para alguns pacientes, a disponibilidade on‑line tornou‑se ponto crucial na contratação do serviço. “Escolhi o pediatra do meu bebê porque ele visualiza e responde às mensagens rapidamente”, afirma a relações‑públicas Juliana Stadi, de 29 anos. Essa especialidade é, de longe, uma das mais solicitadas no aplicativo, ao lado da obstetrícia. “Por toda a gravidez mandei perguntas sobre poder dirigir ou usar calça jeans apertada”, diz a arquiteta Thabata Frazão, de 28 anos. A proximidade mudou também a rotina dos nutricionistas. “Os pacientes me enviam fotos de pratos e cardápios de restaurantes para analisar e até das guloseimas às quais resistiram”, enumera Ligia Henriques.

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Para disciplinar o hábito, o Conselho Federal de Medicina publicou, em julho de 2015, uma resolução específica. Ela veta o uso do WhastApp e outras redes sociais para a realização de consultas, prescrições e diagnósticos. “Mas tudo bem ser usado para pequenas dúvidas”, esclarece Emmanuel Fortes, um dos vice‑presidentes da entidade.

Ainda assim, há quem refute a ideia. “Esse tipo de prática pode levar a um erro”, alerta Claudio Barsanti, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo. “Uma lesão aparentemente simples vista a distância às vezes é, na verdade, algo sério”, defende. “Nada substitui a relação presencial.” O cardiologista Mauricio Wajngarten preocupa‑se coma possibilidade de os relatos digitados serem imprecisos. “Sou um dos poucos que não usam o WhatsApp, pois acho que a palavra escrita corre grande risco de ser mal interpretada.”

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Ainda que haja regras de conduta, são muitos os momentos de dúvida dos dois lados, especialmente dos que vestem o jaleco. Há mais de dois anos, o residente Luiz Gustavo Omena viu apitar o smartphone com a mensagem de uma jovem com dor de garganta em busca de atendimento. Como estava em uma confraternização, ele não se sentiu confortável para responder. “Não posso trabalhar sob o efeito de álcool”, explica. Acabou levando uma bronca da remetente, quando ela notou o símbolo azul indicativo de que o texto não respondido havia sido visualizado.

Essa cobrança aparece entre os pontos de irritação dos médicos. É comum que eles desejem estabelecer limite de horário. Para evitar mal‑entendido, o oncologista Sergio Simon deixa o telefone desligado quando não está apto a responder. “Aí percebem que eu não estou recebendo os envios”, explica. “Mesmo assim, eu me sinto de plantão o dia inteiro.”

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A mais inconveniente modalidade de falta de noção são os espertinhos que escrevem sem nunca nem ter pisado naquele consultório, em busca de respostas quebra‑galho. “Dez por cento dos torpedos que eu vejo são de pessoas que se identificam como amigos dos meus pacientes”, reclama o ortopedista Gilberto Camanho. “Ignoro a todos.” Nessa etiqueta, vale compreensão quando a demanda não pode ser resolvida por ali. Também é preciso ter o zelo de enviar explanações claras e concisas, que não sejam fatiadas em diversos trechos.

Há casos em que a popularidade do app culminou em disputas judiciais. Textos, fotos e vídeos compartilhados tornam-se documentos usados como prova em processos (sim, o temor dos médicos ingleses, citados no início desta reportagem, está longe de ser infundado). Sandra Franco, advogada especialista em direito da saúde, defendeu um cirurgião plástico que mandou fotos de uma paciente a um colega que ele havia indicado para atendê-la. Ao chegar a essa outra clínica, a pessoa ficou incomodada ao perceber que algumas imagens íntimas terem ido parar no celular da profissional que ela não conhecia e quis entrar com uma ação contra o primeiro médico.

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“O caso acabou em conciliação depois de conversas entre as partes”, diz Sandra. Em Santos, uma mensagem auxiliou outro médico a ser absolvido recentemente na queixa de uma ex-frequentadora de seu consultório. Ela teve problemas com uma mamoplastia, tempos após a operação, mas o fato de ter parabenizado o profissional pelo atendimento por meio de torpedo ajudou o juiz a concluir que o problema era fruto de uma complicação natural, e não de um trabalho mal realizado.

Mais polêmico é um episódio ocorrido em Agudos, a 313 quilômetros da capital paulista, no início do ano. O hospital municipal pagava cerca de 800 reais por plantão remoto de 24 horas, quando os contratados só eram acionados se aparecesse por ali um caso de sua especialidade. Segundo o promotor Neander Sanches, dois ortopedistas, em vez de correr para o local, orientavam os clínicos e enfermeiros via WhatsApp sobre a necessidade de enfaixar um membro, por exemplo.

Rodrigo Delazari, um dos acusados, defende-se. “Se eu observava pelo raio X enviado pela equipe que o osso não estava quebrado, não precisava ir lá, pois não era nada grave”, argumenta. O membro do Ministério Público investiga os mantenedores do centro médico por suspeita de improbidade administrativa devido à conduta dos dois médicos, entre outros problemas de atendimento nos plantões.

José Francisco Farah
O cirurgião Farah: grupo para trocar impress›es sobre casos (Foto: Leo Martins)

Situação oposta acontece no Hospital do Servidor Público Estadual, na Vila Clementino, onde o uso da tecnologia se mostrou um grande aliado. O cirurgião-geral José Francisco Farah criou, em 2012, um grupo virtual para discutir questões clínicas. De lá para cá, cerca de 500 casos foram analisados por 183 nomes de 62 cidades do país. O levantamento interno mostra que 90% das discussões ajudaram no tratamento (os enfermos nunca são identificados).

Entre os relatos de sucesso, está o de uma mulher de 78 anos que surgiu no Servidor com uma mancha amarelada nos olhos. “As análises indicavam que poderia ser câncer, mas restavam dúvidas. Alguém no grupo sugeriu pedir um exame para verificar uma pedra no canal da bile, e era mesmo apenas isso”, recorda Farah. Neste ano, a junta virtual migrou para o aplicativo Telegram, por considerar a visualização de documentos mais adequada. Como norma, eles não debatem mais de um caso por vez.

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo também vê potencial em ferramentas da internet para desenvolver um programa clínico parecido. O presidente Ibraim Masciarelli prepara para junho de 2017 um workshop para seus associados aprenderem a ler eletrocardiogramas e outros exames enviados por enfermeiras via celular. “Se a gente não fizer isso, as pessoas vão começar a usar errado”, justifica.

Masciarelli
Masciarelli, da Sociedade de Cardiologia de S‹o Paulo: a entidade prepara workshop sobre ferramenta digital para ler eletrocardiogramas por foto (Foto: Rogerio Albuquerque)

“Recursos tecnológicos que auxiliam a atender a distância são um caminho irreversível, pois o tempo dos médicos no mundo é insuficiente diante das demandas”, avalia o urologista Miguel Srougi. “Cabe a nós saber quando o encontro ao vivo com o paciente é fundamental.” Para quem busca ajuda, vale lembrar que, a despeito da facilidade digital, às vezes, o melhor remédio é agir à moda antiga. Certa vez, por exemplo, um paciente do infectologista David Uip lhe mandou mensagem de madrugada, que ele não visualizou por estar dormindo. “No dia seguinte, a mãe telefonou avisando que o garoto havia sido internado devido a um processo alérgico grave. Uma ligação teria sido, é claro, o melhor caminho.” 

ALÉM DA CLÍNICA

A troca de mensagens não é unanimidade entre especialistas

Nunca usa:

“Logo na primeira consulta, compartilho meu telefone, mas aviso à família que não conversarei por mensagem de texto de nenhuma natureza. Esse tipo de prática pode levar a um erro de diagnóstico. Também atuo na área do direito e sei que essas conversas podem ser usadas como prova contra um profissional.” Claudio Barsanti, pediatra

Médicos
Claudio Barsanti, pediatra (à direita) (Foto: Reprodução)

“Deixei de usar o aplicativo depois que um paciente fez uma pergunta, eu o orientei a procurar um dentista e ele respondeu que esperava mais de mim. Aboli o WhatsApp da minha vida, não falo nem com minha família por esse meio. A palavra escrita corre o grande risco de ser mal interpretada.” Mauricio Wajngarten, cardiologista

Mauricio Wajngarten, cardiologista
Mauricio Wajngarten, cardiologista (Foto: Daniel Wainstein/Folhapress)

Usa pouco:

“Apenas três ou quatro pacientes falam comigo por mensagem. São pessoas que precisam de um cuidado especial, com urgência. Eu prefiro ouvir o paciente pelo telefone, perceber por sua respiração se a pessoa está ansiosa. Em caso de emergência, eles têm um número especial para me ligar.” Antonio Carlos Buzaid, oncologista

Antonio Carlos Buzaid, oncologista
Antonio Carlos Buzaid, oncologista (Foto: Bruno Santoa/ Folhapress)

“Sou formado há quarenta anos e tenho por hábito não prescrever, não ver exame sem olhar e falar pessoalmente como paciente. Eu não sei dar diagnóstico por imagem de celular, meu trabalho é tocar, ver a característica da lesão. Estou no aplicativo para o caso de alguém precisar de mim com urgência, mas existe um limite.”Artur Timerman, infectologista

Artur Timerman
Artur Timerman, infectologista (Foto: Paulo Vitale)

Usa bastante:

“Eu prefiro que me passem mensagem do que telefonem. Assim, eu posso selecionar com quem falar imediatamente. O médico precisa dar o tom, impor a dinâmica desse contato. Consigo transmitir segurança a distância, sem fazer a pessoa sair de casa. Isso promove uma fidelização com quem você atende.” Claudio Lottenberg, oftalmologista

Claudio Luiz Lottenberg
Claudio Lottenberg, oftalmologista (Foto: Mario Rodrigues)

“Eu adoro o WhatsApp. É um aplicativo direto e objetivo. Uso para manter contato com as mulheres e ficar mais próximo delas, além de deixá-las mais tranquilas. Recebo cerca de quarenta dúvidas em dias úteis e o fluxo diminui nos fins de semana. Por isso acho que elas sabem usar, não tenho do que reclamar.”José Bento de Souza, ginecologista

José Bento de Souza
José Bento de Souza, ginecologista (Foto: Reprodução/Facebook)
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  • Brasileiros

    Micaela

    Rua José Maria Lisboa, 228, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3473 6849

    VejaSP
    11 avaliações

    O chef Fábio Vieira conquistou o paladar da clientela com pratos que vêm se cristalizando no cardápio, como a canjiquinha mineira com lagostim e linguiça (R$ 56,00). Para exercitar a veia criativa, ele promove pequenas mudanças no menu. São bem-vindas novidades — a preço atraente: R$ 39,00 cada uma delas — a tainha curada e grelhada com tropeiro de feijão-manteiguinha, o fideo de comitiva (macarrão no estilo ibérico feito com carne de sol e linguiça moída) e a vaca atolada (costela bovina desfiada no caldo de mandioca). O creme brûlé de paçoca de castanha-do-pará (R$ 20,00) garante doçura e um volume extra na cintura. Durante a semana, o menu executivo custa vantajosos R$ 39,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha variada

    Ritz - Shopping Iguatemi

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 2769 6752

    VejaSP
    4 avaliações

    Imutável no Ritz, somente a porta giratória vermelha. O cardápio tem passado por frequentes alterações, e inclui agora uma seção que permite montar o prato. Cabe ao cliente escolher um grelhado, um molho e acompanhamento. Entre as combinações está o bombom de alcatra ao molho de pimenta com fritas (R$ 56,00). Sucesso nos anos 90, o sanduíche de milanesa bovina retornou ao cardápio. Leva mostarda, picles e maionese de produção própria (R$ 38,00). Dá direito a um acompanhamento que pode ser uma porção de crocantes bolinhos de arroz.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Pizzarias

    Pizzaria Jardim Ô Fiô,

    Rua José Jannarelli, 437, Morumbi

    Tel: (11) 2659 5944 ou (11) 2659 5941

    VejaSP
    4 avaliações

    Quem viajou a Chicago teve provavelmente a chance de comer a chamada deep dish pizza, versão local da pedida. De tanta cobertura, lembra mais uma torta de bordas altas para segurar a quantidade de ingredientes. Nesta casa, onde há um agradável deque, são oferecidas quinze versões da receita. Uma das mais recentes inclusões recebe o nome de montalbano e leva calabresa moída, tomate, catupiry, mussarela e manjericão (R$ 72,00, oito fatias). Também há os discos tradicionais, vez ou outra assados de forma irregular.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Bar do Alemão

    Avenida Antártica, 554, Água Branca

    Tel: (11) 3879 0070

    VejaSP
    4 avaliações

    Uma bem-vinda reforma se estendeu por todo o primeiro semestre deste ano. A cozinha, que antes ocupava uma espécie de puxadinho no canto esquerdo do salão, foi transferida para a parte dos fundos. Tudo foi feito sem descaracterizar a decoração, em estilo germânico. Também continua preservada a esmerada programação musical, a cargo do dono, o compositor Eduardo Gudin. Às segundas segue firme e forte o chorinho — nos outros dias, há samba e MPB. Tudo regado a chope Brahma (R$ 7,90) e a boas caipirinhas (R$ 15,50). Se a fome bater, é melhor fcar na porção de bolinhos de arroz (R$ 21,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Docerias

    Confeitaria Dama

    Rua Ferreira de Araújo, 376, Pinheiros

    Tel: (11) 5182 5088

    VejaSP
    12 avaliações

    A receita de mil-folhas (R$ 13,50) é a saborosa explicação para o habitual movimento nas três unidades da Confeitaria Dama. Mas há outros bons motivos para o sucesso da loja de Pinheiros, entre eles os deliciosos éclairs de limão-siciliano e de avelã (R$ 9,00 e R$ 10,50, respectivamente, cada um). Neste ano, as proprietárias Daniela e Mariana Gorski lançaram uma linha batizada de viennoiserie, que é como os franceses se referem ao ramo da panificação que explora os folhados. Além do croissant tradicional (R$ 6,80), bem levinho e amanteigado na medida, a lista inclui uma ótima versão de amêndoa (R$ 13,20).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • O público é convidado a entrar no clima da peça logo na entrada, com a venda de pipoca e um balcão de entrega de ingressos similar à bilheteria de um cinema antigo. Na sala, todos dão de cara com um telão e uma camareira que vai limpando as pipocas caídas no chão. Com direção musical de Natalia Mallo (também no elenco) e direção cênica de Marcelo Romagnoli, o espetáculo Filminho usa o universo das telas para contar a história de um ator que deseja sair do roteiro do longa em que trabalha. A partir daí, os clichês utilizados nas produções cinematográficas ganham vida, com direito a referências a trabalhos como Titanic e Aconteceu em Havana, no qual a protagonista aparece vestida de Carmen Miranda cantando Rebola, Bola. Mesmo que divertido, o enredo mostra-se fraco e não se sustenta. O acerto fica por conta das performances musicais afinadíssimas da banda composta por seis atores-músicos. Executadas ao vivo, as canções Somente o Necessário, da animação Mogli, Hakuna Matata, de O Rei Leão, e As Coisas Gostosas, de A Noviça Rebelde, são acompanhadas pelas vozes da plateia. Trata-se de um programa certeiro para divertir não só as crianças. Com Mariá Portugal, Maria Beraldo Bastos, Paula Mirhan, Ramiro Murilo e Rui Barossi. Recomendado a partir de 3 anos. Estreou em 1º/5/2015. Até 31/7/2016.
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  • Andar de balão, de verdade, pode deixar os mais cautelosos de cabelo em pé. De mentirinha, porém, a brincadeira fica mais suave. Até o dia 26, o Shopping Anália Franco monta um espaço de 225 metros quadrados chamado Voando nas Nuvens. O principal atrativo é uma plataforma que imita um cesto típico de balonismo. Em cada rodada, duas crianças e um monitor são elevados a 3 metros do chão. Dura pouco, não mais que dois minutos, mas sacia a busca por adrenalina. Além disso, os meninos e meninas a partir de 2 anos são convidados a criar uma luminária em forma de nuvem com bases pré-moldadas e algodão. Até 26/7/2016.
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  • Deitar e rolar num túnel construído com 32 quilômetros de fita adesiva talvez não seja sua ideia inicial de apreciação de uma obra de arte. Mas a instalação, chamada Tape for São Paulo, recebe o visitante na entrada da 17ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) e dá o tom de interatividade e diversão proposto pela mostra. São mais de 300 peças assinadas por artistas de trinta países que usam tecnologias como realidade 3D, animações e games. Para curtir com os amigos, coloque o capacete criado pelo paulistano Marcio Ambrosio e participe de um jogo em que um mestre digital ordena a captura de cores pelo espaço. Se preferir uma experiência mais tranquila, opte por Be Boy Be Girl. A proposta é tirar os sapatos e deitar numa espreguiçadeira com um copo de drinque. Um par de óculos 3D vai levar você a uma praia paradisíaca no Havaí. Por ali, dá ainda para fazer uma imersão no mundo de Van Gogh e brincar com um game em que um ursinho de pelúcia substitui o tradicional joystick. Tudo de graça. Vai perder? De 12/7/2016. Até 28/8/2016.
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  • Esqueça, por favor, o personagem Agostinho Carrara, do finado seriado A Grande Família, que, durante mais de uma década, limitou a imagem do ator Pedro Cardoso. Quem surge na comédia O Homem Primitivo é o intérprete e roteirista inteligente que transitava por vários papéis nos programas A Comédia da Vida Privada e Vida ao Vivo Show, na segunda metade dos anos 90, e parecia aposentado. Escrita, protagonizada e dirigida por Cardoso e Graziella Moretto, a montagem voltou ao cartaz depois de uma rápida passagem pela cidade no ano passado e segue a linha daquelas atrações televisivas, com textos ágeis e carregados de referências. No palco, duas histórias se multiplicam e, por fim, se cruzam. Em uma delas, uma atriz vai até a delegacia denunciar que foi estuprada durante a realização de uma filmagem; em outra, um casal se defronta com a demissão da empregada e precisa adiar o projeto de um filho. A decisão da funcionária se justifica inicialmente porque ela apanhou do marido e teme que os próprios rebentos caiam na marginalidade. Fique tranquilo que, apesar da discussão social e dos temas pesados, tudo é tratado em clima de paródia e crítica ao machismo enraizado na sociedade. Cardoso e Graziella dispensam caracterizações convencionais, como troca de figurinos ou recursos de maquiagem. A dupla envolve a plateia em um inteligente quebra-cabeça que propõe uma nova leitura da valorização do papel feminino decorrente da conscientização masculina. Estreou em 23/6/2015. Até 28/8/2016.
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  • Só por oferecer diferentes possibilidades de leitura ao espectador o drama Os Dois e Aquele Muro, escrito por Ed Anderson, já se torna diferenciado entre as montagens de temática homossexual. O ponto de partida, um tanto surrado, renderia poucas surpresas se, no decorrer da peça, fosse trilhado um caminho óbvio. Em uma noite chuvosa, dois homens solitários (representados por Luciano Gatti e Plínio Soares) marcam um encontro através de um site de relacionamentos e, frente a frente, iniciam um jogo de sedução apoiados em elementos como violência, humilhação e abuso de poder. A direção de Francisco Medeiros, no entanto, transforma a história em um suspense psicológico em que a opção sexual se torna tão difusa quanto as intenções de cada um. Como o cinquentão Lúcio, Soares alterna carência com uma personalidade intrigante. Gatti, por sua vez, reforça a melancolia de Jonas ao percorrer caminhos contrastantes entre a  depressão e o pragmatismo que fortalecem o final aberto da história, seja ele trágico ou não. Estreou em 13/6/2016.  Até 3/8/2016.
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  • Um show acústico não é obrigatoriamente intimista. Prova disso é a performance unplugged de Ivete Sangalo. Pela primeira vez na carreira, a baiana gravou um disco nesse formato, em Trancoso, e o resultado é uma festa de axé-pop (e até um pouquinho de samba) para dançar do início ao fim. Ela sobe ao palco acompanhada de doze músicos. No repertório estão O Farol, Mais e Mais e Zero a Dez. Dias 8 e 9/10/2016.
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  • Carrossel — O Filme foi lançado em julho do ano passado. Exatamente um ano depois, chega aos cinemas a sequência. Trata-se, é claro, de uma continuação feita às pressas para aproveitar o sucesso do primeiro longa-metragem e de estrelas teens como Maisa Silva e Larissa Manoela. Mesmo com alguns defeitos, Carrossel 2 — O Sumiço de Maria Joaquina tem resultado melhor. Em roteiro mais engenhoso, o grupo de estudantes vai se apresentar com uma cantora pop (papel de Miá Mello), amiga de infância da professora Helena (Rosanne Mulholland). Mas, durante os ensaios, a antipática patricinha Maria Joaquina (Larissa) é raptada pelos malvadões Gonzales e Gonzalito (Paulo Miklos e Oscar Filho). Se antes a ação se concentrava apenas num acampamento de férias, agora São Paulo serve de cenário para as locações e há agilidade nas provas que a turminha tem de cumprir para reaver a colega. Contudo, entre os acertos, despontam os erros, como estereotipar os vilões e teimar numa trama muito ingênua. O elenco cresceu, os atores têm por volta de 15, 16 anos e, já adolescentes, estão envolvidos numa história só para criancinhas. Estreou em 14/7/2016.
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  • Comédia dramática

    La Vanité
    VejaSP
    Sem avaliação
    David Miller (Patrick Lapp) hospeda-se num motel numa estrada da Suíça que está prestes a fechar as portas. Esse arquiteto tem 70 e poucos anos e um câncer em estágio terminal. Decidiu pôr um ponto final em sua vida e, para isso, recorreu a uma clínica de eutanásia assistida cujo processo será feito pela atendente espanhola Esperanza (Carmen Maura). Seguem-se, a partir daí, diálogos intensos sobre a trajetória de ambos os personagens — ele se afastou do filho, ela esconde um detalhe de seu casamento. Mas o ótimo roteiro não se apega apenas a dores do passado e ressentimentos. A entrada de um garoto de programa russo (Ivan Georgiev) dá leveza a La Vanité, nome que também se aplica a um gênero de natureza-morta em quadros do século XVII. Além de um trio de atores afiadíssimo, o longa-metragem franco-suíço traz reviravoltas e ousadias numa enxuta combinação de drama e humor negro com protagonistas irresistivelmente verdadeiros. Estreou em 14/7/2016.
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  • Ação / Comédia

    Caça-Fantasmas
    VejaSP
    3 avaliações
    Nada contra remakes e muito menos contra trocar personagens masculinos por femininos — e vice-versa — nas refilmagens. Aí surge a versão de saias de Caça-Fantasmas, comédia cult de 1984 protagonizada por Bill Murray e Dan Aykroyd, entre outros. A história se assemelha à do original, mas fizeram certas mudanças (para pior) no roteiro. Em resumo, trata-se de um trio de cientistas (interpretadas por Kristen Wiig, Melissa McCarthy e Kate McKinnon) que se unem a uma metroviária (Leslie Jones) para... caçar fantasmas em Nova York (!). Problema número 1: o quarteto não tem química. Número 2: o filme não tem graça. Número 3: os efeitos visuais são fracos. Contudo, o “salvador da pátria” atende pelo nome de Chris Hemsworth, o Thor. Na pele do secretário delas, o bonitão posa de “loiro burro” e rouba a cena com charme, estilo e humor na ponta da língua. Há também referências espertas ao longa-metragem pioneiro, sobretudo na trilha sonora e na rápida participação de atores como Bill Murray, Ernie Hudson e Sigourney Weaver. Estreou em 14/7/2016.
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  • 17ª  edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica acontece até 28 de agosto no Centro Cultural Fiesp
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  • A difícil arte

    Atualizado em: 14.Jul.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO