Protestos em SP

Manifestações de médicos e centrais sindicais bloqueiam a Paulista

Profissionais da área de saúde lutam contra a contratação de estrangeiros sem a validação do diploma

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Protesto médicos
Médicos protestaram na Avenida Paulista nesta quarta-feira (3) (Foto: Juliana Deodoro)

Duas manifestações interditaram a Avenida Paulista nesta quarta-feira (3). De um lado, cerca de 1 000 médicos protestaram contra o projeto do governo federal para contratar profissionais estrangeiros para trabalhar em áreas carentes. Do outro, aproximadamente 1 500 integrantes de centrais sindicais, apoiados por integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), exigiram moradia, saúde, transporte e educação.

Protesto médicos
Cerca de 1 000 médicos participaram da passeata (Foto: Juliana Deodoro)

Os médicos saíram da sede da associação, na Rua São Carlos do Pinhal, e seguiram para o gabinete da Presidência da República, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta. Lá, um grupo de manifestantes entregou um documento com as reivindicações para representantes do governo federal. 

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Renato Azevedo Júnior, disse que a categoria não é contra a contratação de médicos estrangeiros. Entretanto, exige a revalidação do diploma. “O médico do sistema público no Brasil não tem plano de carreira, condições de trabalho ou segurança.”

Protesto médicos
Maqnifestantes entretagam um documento no escritório da Presidência da República (Foto: Juliana Deodoro)

Para ele, o ideal seria o governo criar carreiras públicas. Assim, seria possível atrair jovens médicos para lugares remotos, já que com o passar dos anos eles conseguiriam a transferência para grandes centros.

Sindicalistas

Perto do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os médicos encontraram a manifestação formada por integrantes das centrais sindicais e também do MPL, que saiu da Praça Oswaldo Cruz.

Com carro de som e bandeiras, o grupo protestava contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, pedindo investimentos em moradia, saúde, transporte e educação. Por causa dos protestos, o trânsito da Avenida Paulista foi interdita nos dois sentidos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO