Interior de São Paulo

Médico é acusado de agredir menino de 3 anos em hospital

Mãe diz que pediatra desferiu tapa no rosto após garoto cuspir medicamento. Santa Casa de Sorocaba abriu sindicândia para apurar o caso

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Santa Casa Sorocaba
Fachada na Santa Casa de Sorocaba: médico acusado de agredir criança (Foto: Reprodução)

Um médico pediatra está sendo acusado de agredir com um tapa no rosto um menino de 3 anos depois que ele cuspiu o remédio que lhe fora ministrado durante um atendimento na Santa Casa de Sorocaba, interior de São Paulo.

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O hospital está sob a gestão da prefeitura local e atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A agressão teria ocorrido nesta terça-feira (9), na frente da mãe, Simone Mascarenhas, que segurava o filho no colo. Ela denunciou o médico à Polícia Civil.

De acordo com Simone, o menino tem uma doença pulmonar crônica e fica inquieto com as medicações frequentes. Ela estava com o filho no colo numa sala do setor de emergência do hospital, enquanto o pediatra o medicava.

Quando ele cuspiu após tomar um antibiótico, teria sido advertido pelo médico. "Sou das antigas e, se fizer isso de novo, bato na boca", avisou o médico, segundo relato da mãe. Quando o menino voltou a cuspir, o pediatra deu-lhe um tapa no rosto e fez referência à "falta de educação" da criança. Antes de deixar o quarto, disse à mãe ter feito o que achava certo e que ela o processasse se quisesse.

A mulher contou ter ficado em estado de choque e não quis contar o ocorrido ao marido, temendo uma reação violenta dele. Como chorava muito, foi acalmada por uma enfermeira e outros pacientes recomendaram que levasse o caso adiante.

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Na Delegacia da Infância e da Juventude, que investiga o caso, o médico - que não teve a identidade divulgada - negou a agressão, afirmando que apenas segurou o menino pelos braços.

A Santa Casa abriu sindicância para apurar o caso. Os pais do menino devem entrar ainda nesta semana com representação contra o profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM).

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO