Passeio

Como aproveitar melhor uma visita de uma hora ao Masp

Quatro andares e três exposições em cartaz: faça render ao máximo sua rápida parada no museu

Por: Julia Flamingo

Edgar Degas
"Quatro bailarinas em cena", de Edgar Degas, é uma das atrações imperdíveis para conferir num passeio rápido (Foto: Acervo Masp)

Para muitos paulistanos, visitar um museu é um passeio longo e demorado. Ter pouco tempo, porém, não é desculpa para não aproveitar o que a cidade oferece de melhor. Pensando naqueles que desejam fazer um pit stop cultural rápido, preparamos um roteiro para fazer aquela uma horinha no Masp render. Confira abaixo um passeio a jato que vai te deixar por dentro dos grandes destaques expostos por ali.

Vão livre

Masp_playgrounds
Obra no vão livre do Masp pode ser manuseada por qualquer um que passar por ali (Foto: Julia Flamingo)

A primeira parada começa antes de entrar no prédio. Quatrocentos cubos coloridos foram colocados no vão livre pelo artista paquistanês Rasheed Araeen para serem manuseados pelo público que, a partir deles, pode criar diversas esculturas. Com obras como esta, o artista questiona a relação entre a arte e o espaço público - e também libera a criança que está dentro de você.

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2° subsolo

Poucos minutos são suficientes para conferir as outras cinco obras que integram a exposição Playgrounds, em cartaz até 24 de julho: são brinquedos criados pelos artistas Ernesto Neto, Grupo Contrafilé, Grupo Inteiro, Céline Condorelli e Yto Barrada. E sim, brincadeira também é arte. Afinal, também é um jeito de ativar novas formas de pensar e propor uma experiência estética.

1° subsolo

Giampetrino
Pintura do italiano Giampetrino é a mais antiga da exposição (Foto: João Musa)

É aqui onde começa a mostra Histórias da Infância, em cartaz até o dia 31 de julho. A temática é a representação das crianças na história da arte. Há uma grande (e interessante) mistura de escolas, períodos e países, que propõe ao visitante fazer as mais incomuns comparações.

A mostra é dividida por temáticas e, nesta sala, estão reunidas peças relacionadas à amamentação e maternidade. Passe pela obra da Adriana Varejão, um grande prato azul com esculturas e pinturas, e note que a artista representa a si mesma quando bebê. No mesmo andar, também chama atenção a pintura do italiano Giampetrino, intitulada A Virgem Amamentando o Menino e São João Batista Criança em Adoração. Feita em 1500, é a peça mais antiga da mostra.

1° andar

Vik Muniz_crianças de açúcar
As fotos Crianças de açúcar, de Vik Muniz, ficam em exibição no 1° andar até o fim de julho (Foto: Vik Muniz)

É aqui onde estão as obras mais interessantes de Histórias da Infância. Logo na entrada, o emblemático quadro Rosa e Azul, do francês Renoir, é colocado ao lado da fotografia da série Brasília Teimosa, de Bárbara Wagner. Vale a pena ficar ligado na produção da brasiliense: ela é uma das escaladas para participar da próxima Bienal, marcada para setembro.

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Não deixe de conferir as fotos Crianças de Açúcar, de Vik Muniz, feitas com filhos de trabalhadores de plantações de cana no Caribe. Essas são, na verdade, registros de um grande desenho que ele fez com açúcar. Logo ao lado está a Cena de Família de Adolfo Augusto Pinto, uma bela tela de Almeida Júnior. É tão perfeitamente pintada, que passa a sensação de estarmos em meio à uma família do século XIX.

Ziad Antar
Videoarte de Ziad Antar é a obra mais divertida de Histórias da Infância (Foto: Divulgação)

A trilha sonora que toca enquanto você passeia por essa sala faz parte da videoarte de Ziad Antar. É o trabalho mais divertido apresentado por ali: duas crianças cantam empolgados uma única sílaba, "Wa". O vídeo dura apenas dois minutos.

2° andar

Henri de Toulouse-Lautrec
Monsieur Fourcade, de Henri de Toulouse-Lautrec é um destaques dos cavaletes de vidro (Foto: Acervo Masp)

Vale guardar o máximo de tempo possível para os cavaletes de vidro: se possível, deixe metade do tempo para este andar. Esta configuração foi reinaugurada em outubro de 2015 e apresenta obras clássicas e emblemáticas do acervo do Masp - o maior e mais potente da América Latina - nos cavaletes originalmente criados por Lina Bo Bardi, arquiteta do museu. São mais de cem quadros expostos desta maneira, além de esculturas espalhadas pelo andar.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO