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Masp deve retomar uso de cavaletes de vidro e reeditar mostras

Novo diretor criativo do museu, Adriano Pedrosa pretende recolocar a instituição no circuito internacional de arte

Por: Laura Ming - Atualizado em

Masp
Masp: nova gestão vai reeditar mostras do passado (Foto: Julio Tavares)

O Masp deve retomar algumas diretrizes pensadas pela arquiteta Lina Bo Bardi, idealizadora do museu, nos próximos meses. Adriano Pedrosa, novo diretor criativo da instituição (cargo recém-criado e que abrange o trabalho de curador), disse em encontro com a imprensa nesta quinta (09) que pretende retomar o uso dos cavaletes de vidro para sustentar obras do acervo, projeto original do prédio que foi abandonado há vinte anos.

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Além disso, o vão livre voltará a ser utilizado para atividades como shows, eventos e exposições. Adriano assume efetivamente o cargo em novembro, portanto as mudanças devem acontecer apenas em 2015.

As exposições futuras devem ter, segundo Pedrosa, recortes do acervo relacionados não apenas à arte europeia, mas também africana e asiática. Temas como moda e fotografia também estão no panorama pensado pelo novo diretor.

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Para trabalhar as diferentes coleções, curadores adjuntos serão convidados para explorar o acervo temporariamente. Duas exposições da década de 1970 devem ter reedições. A GSP/76, que completa 40 anos em 2016 e aborda a arquitetura e o urbanismo em São Paulo, é uma delas. Mão do Povo, organizada por Lina em 1969, também deve ser revisitada.

"Quero emprestar obras para grandes museus e trazer exposições estrangeiras para cá”, disse Pedrosa ao ressaltar a necessidade de recolocar o museu no circuito internacional de arte. Uma tela do pintor francês Paul Cézanne será a primeira a sair do acervo com destino ao Metropolitan de Nova York.

Esta é a primeira vez que Adriano assume o comando curatorial de uma instituição. Sua carreira foi construída como curador independente – atualmente ele está com duas exposições em cartaz na cidade, uma dedicada ao trabalho de Leonilson e outra com obras da artista mineira Rivane Neuenschwander.

Fonte: VEJA SÃO PAULO