Política

Marta Suplicy critica Dilma e diz que PT precisa mudar para não acabar

Em entrevista a jornal, senadora atacou a gestão da presidente e chamou o ministro Aloizio Mercadante de "inimigo"

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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A senadora Marta Suplicy: "ou o PT muda ou acaba" (Foto: Mario Rodrigues)

Marta Suplicy, que já foi deputada, prefeita, ministra e atualmente é senadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT), deu entrevista polêmica ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada neste domingo (11).

 

Entre os diversos pontos abordados, Marta atacou a gestão da presidente Dilma Rousseff, criticou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (a quem chamou de “inimigo”, “arrogante” e “autoritário”), e o presidente do PT, Rui Falcão (que “traiu o partido”).  “Ou o PT muda ou acaba”, sentenciou.

Além disso, ela deu a entender que está de saída do partido que ajudou a fundar: “Cada vez que abro um jornal, fico mais estarrecida com os desmandos [do PT] que no dia anterior. [...] É um partido cada vez mais isolado, que luta pela manutenção no poder”.

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A senadora disse que o ex-presidente Lula tinha o desejo de se candidatar à presidência em 2014 e nunca poupou críticas a Dilma. “A verdade é que ele nunca disse, mas sempre quis ser candidato e achou que ia ser”, afirmou.

Marta, que foi uma das principais articuladoras do “Volta Lula” antes das últimas eleições, acredita que o atual ministro-chefe da Casa Civil é uma das principais forças contrárias à volta de Lula ao Palácio do Planalto. “Mercadante mente quando diz que Lula será o candidato. Ele [Mercadante] é candidatíssimo e está operando nessa direção desde a campanha, quando houve um complô dele com Rui [Falcão] e [o publicitário] João Santana para barrar Lula.”

Apesar de afirmar que a decisão não foi tomada, a senadora deu a entender que está de saída do PT. “Não tomei a decisão de sair, nem para qual partido, mas tenho portas abertas e convites de praticamente todos, exceto do PSDB e do DEM”, disse, ressaltando que “não será uma decisão em função de uma possível disputa à prefeitura de São Paulo”.

Fonte: VEJA SÃO PAULO