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Marisa Monte lança novo CD e faz temporada no HSBC Brasil

Turnê "Verdade, uma Ilusão" traz canções novas e repassa sucessos da carreira da cantora

Por: Carol Pascoal

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Marisa Monte diante de projeções: para ouvir e ver (Foto: Léo Aversa)

Cinco anos separam “Infinito Particular” e “Universo ao Meu Redor”, ambos de 2006, de “O que Você Quer Saber de Verdade”, o novo trabalho da cantora e compositora carioca Marisa Monte, de 44 anos. Embora o intervalo pareça imenso para os fãs, a artista seguiu na ativa. “Se não estou no palco, perco a visibilidade e, para as pessoas, é como se eu estivesse parada”, diz. Nesse período, Marisa produziu o documentário “O Mistério do Samba” (2008), sobre a velha guarda da Portela, gravou um DVD ao vivo e deu à luz Helena, hoje com 3 anos. Lançado em outubro, o disco de sonoridade pop tem letras cheias de crônicas amorosas, que, apesar de despretensiosas, são valorizadas pela voz equilibrada da intérprete. A faixa “Verdade, uma Ilusão”, parceria com os colegas de Tribalistas, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, nomeia a turnê do CD, que, depois de passar por Curitiba e Porto Alegre, chega a São Paulo para uma série de dezesseis shows a partir de quinta (21).

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Embora a apresentação se volte para o recente disco, apenas oito das catorze músicas dessa safra são interpretadas no palco. Entre elas “Ainda Bem” e “Depois”, que integram a trilha dos folhetins globais “Amor Eterno Amor” e “Avenida Brasil”, respectivamente. “A novela não tem o mérito de fazer com que as canções sejam boas. A televisão apenas as expõe e, se a música for ruim, é até prejudicial”, argumenta a cantora. Durante os espetáculos, Marisa privilegia outros momentos da carreira, a exemplo dos sucessos “Beija Eu”, “Arrepio” e “Amor, I Love You”. Da fase tribalista, recorre a “Carnavália” e “Velha Infância”.

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Assim como o repertório de 24 faixas, a banda que a acompanha chama atenção. Além de Dadi (violão e guitarra), Carlos Trilha (teclados) e um quarteto de cordas, a formação inclui o power trio da Nação Zumbi: Dengue (baixo), Lúcio Maia (guitarra e violão) e Pupillo (bateria). O investimento em projeções de obras de artistas plásticos contemporâneos surge como mais um trunfo para impressionar a plateia. “A ideia é criar um diálogo e levar essa poesia ao palco. Uma coisa potencializa a outra de um jeito muito lindo.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO