Show

Maricenne Costa canta a bossa nova de São Paulo ao Tom Jazz

Intérprete tem a companhia dos violonistas Rafael Amaral e Marcus Teixeira e recebe os convidados Alaíde Costa, Dino Galvão Bueno e Moisés Santana

Por: Pedro Ivo Dubra - Atualizado em

Maricenne Costa Tom Jazz
A cantora entre os violonistas Rafael Amaral e Marcus Teixeira: no Tom Jazz (Foto: Moisés Santana)

Quando criança, Maricenne Costa ajudava a mãe a virar as páginas das partituras do piano — o repertório ia de Bach a chorinho. Foi sob essa influência que a cantora de 71 anos, nascida em Cruzeiro (SP) e moradora da capital desde 1958, se tornou uma eclética convicta. Identificada com a bossa nova, Maricenne gravaria na década de 90, por exemplo, ‘Garotos do Subúrbio’, do grupo punk Inocentes. Recentemente, lançou o CD ‘Bossa.SP’, no qual canta compositores do estado ou cuja carreira se desenvolveu aqui. Entre os temas, há ‘Ilusão à Toa’, de Johnny Alf, e ‘Tristeza de Amar’, de Luiz Roberto Oliveira e Geraldo Vandré. A capa do álbum, impressa nas cores da bandeira paulista (vermelho, branco e negro), também lembra, com seus grafismos, os LPs da mítica gravadora Elenco. “O mérito da bossa nova é carioca, mas quis ressaltar a participação de São Paulo no gênero, reunindo músicas que andam espalhadas por aí”, diz ela.

Por falar em bossa, a cantora tem um admirador muito ilustre. João Gilberto costumava vê-la apresentar-se na boate do Hotel Comodoro no começo da década de 60. Em 2008, Maricenne foi uma das pessoas convidadas pelo genial e genioso João, através da imprensa, para assistir a seu show no Auditório Ibirapuera. “Como ele vai do palco direto para o carro, não o encontrei na saída”, afirma. “Mas deixei um bilhetinho no hotel.” Maricenne ainda está ligada à história de outro figurão — foi a primeira a gravar uma canção de Chico Buarque, a ‘Marcha para um Dia de Sol’, em 1964. No palco do Tom Jazz, a intérprete de educada voz tem a companhia dos violonistas Rafael Amaral e Marcus Teixeira, além de receber os convidados Alaíde Costa, Dino Galvão Bueno e Moisés Santana.

Fonte: VEJA SÃO PAULO