Teatro

3 perguntas para... Maria Fernanda Cândido

a Marquesa de Merteuil, Pela primeira vez, a atriz vive uma vilã, na peça 'Ligações Perigosas'

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

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Maria Fernanda Cândido: sempre associada aos papéis de mocinha (Foto: Flávio Torres)

Ausente das novelas desde 2007, a atriz Maria Fernanda Cândido, de 36 anos, sempre esteve associada aos papéis de mocinha. Agora, pela primeira vez, vive uma vilã. Trata-se da Marquesa de Merteuil, personagem da peça ‘Ligações Perigosas’, em cartaz no Teatro Faap.

VEJA SÃO PAULO - Você busca no teatro oportunidades para quebrar estereótipos?

Maria Fernanda Cândido - Acho que é possível fazer isso também no cinema e mesmo na TV. Mas, sem dúvida, o teatro é o lugar ideal para experimentar. Em Ligações Perigosas, faço uma personagem que reúne elementos riquíssimos para um ator desenvolver, como soberba, inveja, vaidade e luxúria. Sempre fui muito associada às heroínas, às boas moças. É um desafio interpretar pela primeira vez uma vilã.

VEJA SÃO PAULO - Desde uma rápida participação em Paraíso Tropical, em 2007, você se ausentou das novelas. Por quê?

Maria Fernanda Cândido - Gosto de novelas, mas tenho dois fi lhos muito pequenos. O menor completou 2 anos agora. Não fica viável a dedicação a uma novela, muito menos gravar fora de São Paulo. Quando eles estiverem com 5 ou 6 anos, vão começar a entender que eu pego um avião, fi co três ou quatro dias fora para trabalhar e volto. Hoje, na cabecinha deles, a mamãe sai de casa e não volta mais. Mas nesse tempo eu fiz as minisséries ‘Capitu’, ‘Dalva e Herivelto’ e a inédita ‘Afinal, o que as Mulheres Querem?’

VEJA SÃO PAULO - Você gosta de diversificar, não?

Maria Fernanda Cândido - Sem dúvida. Estudei com a preparadora de cinema Fátima Toledo entre 1997 e 1999, um trabalho muito rigoroso. Vieram as novelas, mas minha formação foi cinematográfica e também no teatro, sob a direção de gente como Denise Del Vecchio, José Possi Neto e Marcio Aurelio. Em janeiro, participei do filme ‘Aparecida — O Milagre’, dirigido pela Tizuka Yamazaki. No fim de 2011, vou atuar na peça Os Demônios de Hannah, minha primeira produção teatral. Também sou sócia da Livraria Casa do Saber e acabo envolvida em projetos de atriz que têm ligação com literatura. É meu interesse mesmo levar outro tipo de mensagem para as pessoas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO