Teatro

3 perguntas para...Marcello Airoldi

Ator que participou da novela 'Viver a Vida' sobe ao palco na peça 'Os Penetras'

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

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Marcello Airoldi, 28 anos, já fez quinze peças (Foto: Fernando Moraes)

Ator, dramaturgo e diretor, Marcello Airoldi, de 39 anos, já fez quinze peças. Mas ficou conhecido do grande público como o malandro Gustavo, da novela ‘Viver a Vida’. Agora chegou a vez de ele saber se o sucesso televisivo renderá frutos no palco com a comédia ‘Os Penetras’, escrita por Mike Leigh e dirigida por Mauro Baptista Vedia.

Sua rotina mudou de alguma forma depois da repercussão da novela?

Como o Gustavo era um cafajeste muito simpático, sofro uma abordagem maior nas ruas. E, é claro, também surgem convites de trabalho. Acabei de filmar, por exemplo, a comédia romântica ‘Onde Está a Felicidade’, dirigida pelo Carlos Alberto Riccelli. Não tenho contrato com a Rede Globo. Durante o trabalho no filme, fui chamado para uma conversa e, como estava ocupado, deixamos para outra oportunidade.

Você acredita que a empatia do personagem de ‘Viver a Vida’ possa resultar em um público maior no teatro?

Eu gostaria muito que a novela fizesse com que o público tivesse a curiosidade de me ver no teatro, mas certamente essa peça tem um conjunto de qualidades para atrair atenção. Para mim, o mais desafiador é que ninguém vai me ver ali do mesmo jeito que na televisão. ‘Os Penetras’ traz uma estrutura voltada para o vaudeville, com entra e sai, uma série de confusões, bem diferente de ‘A Festa de Abigaiu’ e ‘Êxtase’, outras comédias de Mike Leigh que o Mauro Baptista Vedia dirigiu.

Mas isso não deixa de ser uma novidade em sua carreira, não?

Olha, eu já vinha explorando a comédia aos poucos em alguns espetáculos, como ‘Se o Mundo Fosse Bom’, o ‘Dono Morava Nele’ e ‘Café com Torradas’. Até a minha caracterização para o compositor Adoniran Barbosa no especial ‘Por Toda a Minha Vida’, que gravei para a Rede Globo e ainda não foi ao ar, tem uma pegada cômica. Então não é novidade, talvez seja até mais uma adequação minha a uma tendência atual.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO