Memória

O antigo rei do preço baixo

Fundado em 1913 como loja de elite, o Mappin popularizou-se nos anos 30

Por: Mauricio Xavier

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Fachada na esquina da Rua Coronel Xavier de Toledo com a Praça Ramos de Azevedo, em 1981 (Foto: IRMO CELSO)

Idealizada pelos irmãos ingleses Herbert e Walter Mappin como uma loja de artigos finos para a alta sociedade paulistana, a primeira unidade do Mappin abriu as portas em 1913, na Rua 15 de Novembro. Em seus primeiros anos, disponibilizava produtos importados da Europa, como lustres e faqueiros de prata, e tornou-se ponto de encontro dos membros da elite da época. Com a crise econômica de 1929, o estabelecimento ampliou seu leque de clientes ao facilitar as condições de pagamento, incluindo o crediário.

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O sucesso dessa popularização levou à abertura da maior filial, vizinha à Praça Ramos de Azevedo, no centro, em 1939. Na década seguinte, já sob a gestão do empresário Alberto Alves Filho, a empresa aumentou a oferta de artigos de fabricação nacional. Dali em diante, até a década de 80, as liquidações provocavam filas nas calçadas, consolidando a empresa como o principal ponto varejista da capital. Os problemas começaram em 1995, quando o grupo, ao inaugurar mais unidades, acumulou dívidas de 1 bilhão de reais. A falência veio em 1999. Um ano depois, a marca acabou sendo adquirida pela Marabraz, que promete trazê-la de volta ao mercado, ainda sem data prevista.

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Movimento nos anos 70: o sucesso veio com o crediário farto (Foto: IRMO CELSO)

(Colaborou Raphael Martins)

Fonte: VEJA SÃO PAULO