Tarifa de ônibus

Dez manifestantes são acusados por formação de quadrilha

Ao todo, 19 foram detidos; fianças vão de 3 a 20 mil reais e movimento pede ajuda na internet para pagá-las

Por: Redação Veja São Paulo - Atualizado em

Dez manifestantes detidos na terça-feira (11) durante o protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo são acusados de dano ao patrimônio público e formação de quadrilha. A fiança para esses crimes só pode ser decidida pela justiça e eles permanecem presos. Ao todo, a polícia deteve 19 pessoas e oito policiais militares ficaram levemente feridos. No Facebook, o Movimento Passe Livre pede contribuições para pagar a fiança de outros manifestantes.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), 17 pessoas foram detidas e levadas para o 78º. Distrito Policial. Seis foram liberados durante a noite. Um manifestante teve a fiança fixada em 20 mil reais e os outros 10 vão responder por formação de quadrilha.

Dois manifestantes, levados para o 1º. Distrito Policial foram detidos por dano qualificado, desacato e lesão corporal. A fiança foi fixada em 3 mil reais e os dois foram encaminhados para a carceragem do 2º. Distrito Policial. 

Segundo o Metrô, os danos às estações foram menores nesta terça. Apenas o acesso da estação Trianon Masp foi danificado, prejuízo calculado em 36 mil reais.

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Prefeita em exercício, Nádia Campeão disse em entrevista ao "Bom Dia São Paulo" que a vontade dos manifestantes não é de dialogar. "Eles precisam repensar imediatamente a forma como estão manifestando."

Vaquinha

Pelo Facebook, o Movimento passe Livre (MPL) responsável pelo protesto pede ajuda para pagar as fianças. O grupo divulgou uma conta bancária e criou uma vaquinha em um site da internet. Segundo eles, a detenção dos manifestantes foi arbitrária. "Isso representa um processo de criminalização de uma luta pacífica e justa da população. Precisamos urgentemente libertar nossos companheiros, para tê-los ao nosso lado na quinta-feira", diz a mensagem na rede social.

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Protesto

O protesto começou por volta das 17h45, quando as pessoas deixaram a Avenida Paulista e seguiram pela Rua da Consolação. Por causa da forte chuva no início do ato, alguns participantes procuraram abrigo e ficaram pelo caminho. Entretanto, a maioria continuou caminhando.

Aos gritos de "São Paulo parou", eles interditavam as vias por onde passavam. O ato organizado pelo Movimento Passe Livre contou também com a participação de representantes do Sindicado dos Metroviários.

A confusão começou no Terminal Parque Dom Pedro II. Apesar do bloqueio, alguns participantes conseguiram entrar. Segundo a PM, eles tentaram atear fogo em alguns veículos. Com isso, homens do Choque e daForça Tática revidaram com bombas de efeito moral, balas de borracha e gás de pimenta.

Os manifestantes se dividiram em dois grupos  - um que subiu a Brigadeiro Luiz Antônio e deixou um rastro de destruição com agências bancárias e lixeiras depredadas, e outro que foi fortemente reprimido pela Força Tática na Praça da Sé. Por volta das 21h30, os dois grupos se reencontraram na Avenida Paulista, onde foram novamente dispersados pela Polícia com uso intenso de gás lacrimogêneo.

Fonte: VEJA SÃO PAULO