o melhor do mês

As atrações mais quentes que rolam em maio

Dois musicais, um deles sobre Charles Chaplin, uma exposição dedicada a Joan Miró e a ficção científica Mad Max entre as opções

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

Destaque na programação de maio na cidade, Chaplin, o Musical revisita a trajetória de um dos maiores nomes do cinema a partir do dia 14 no Theatro NET. No papel do protagonista está Jarbas Homem de Mello, que reencena cenas antológicas de filmes como O Garoto, Tempos Modernos e O Grande Ditador. Uma grande exposição dedicada ao espanhol Joan Miró ocupará o Instituto Tomie Ohtake no fim do mês. Nos cinemas, uma das estreias mais esperadas é o filme Mad Max: Estrada da Fúria

Confira abaixo boas atrações que rolam neste mês:

  • Aqui está um espetáculo capaz de despertar o interesse de amplas plateias. O musical de Christopher Curtis e Thomas Meehan ganha versão brasileira de Miguel Falabella e direção cênica de Mariano Detry que emociona cinéfilos, crianças ou adultos e pode fazer até os detratores das superproduções do gênero aplaudirem de pé. Reconhecido como bailarino e cantor, Jarbas Homem de Mello alcança a superação como ator na caracterização de um dos maiores gênios das telas, o inglês Charles Chaplin (1889-1977). O espetáculo percorre sua carreira desde a infância pobre em Londres até a consagração com filmes como O Grande Ditador e Tempos Modernos e oferece uma leitura psicológica do artista que explica o caráter dúbio ou atitudes pouco éticas. Essa dramaticidade cênica se sobrepõe aos bons números musicais e não deixa a montagem limitada às cantorias ou coreografias. Marcello Antony representa Sidney, o irmão e futuro agente do protagonista, enquanto Naíma e Paula Capovilla se destacam respectivamente como a mãe, Hannah Chaplin, e a jornalista Hedda Hooper. Giulia Nadruz, Paulo Goulart Filho e Leandro Luna integram o elenco de 21 atores. Estreou em 14/5/2015. Até 18/10/2015.
    Saiba mais
  • Era a virada dos anos 70 para os 80 quando o diretor australiano George Miller criou um policial com sede de vingança para o filme Mad Max. Interpretado pelo então novato Mel Gibson, Max virou um símbolo da cultura pop e retornou em outros dois longas-metragens, Mad Max — A Caçada Continua (1981) e Mad Max — Além da Cúpula do Trovão (1985). Três décadas depois, o realizador estreia um quarto episódio da cinessérie. Mad Max — Estrada da Fúria não é uma sequência nem uma refilmagem. Miller aproveitou a ambiência pós-apocalíptica e o clima árido das fitas anteriores e substituiu Gibson, de 59 anos, pelo musculoso Tom Hardy, de 37, o vilão Bane de Batman — O Cavaleiro das Trevas Ressurge. No início da história, Max dá uma ideia da transformação do (fim) do mundo e de como grupos rivais disputam a água e o petróleo no deserto. Logo em seguida, o protagonista passa a ser caçado por uma gangue de carecas e é conduzido aos domínios do mascarado Immortan Joe, o todo- poderoso que controla um povo carente. Braço-direito do líder, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) o trai ao fugir com uma turma de belas parideiras. Para agradar a Joe, o jovem Nux (Nicholas Hoult) encara uma perseguição a Furiosa e leva junto o prisioneiro Max. Além da frenética abertura, Estrada da Fúria traz uma renovação à franquia com cenas alucinantes de ação — Velozes & Furiosos 7, por exemplo, já vai parecer “datado”. Miller não economiza em nada e não poupa ninguém. São duas horas agitadíssimas em um roteiro basicamente trivial, mas cuja violência extrema e insana combina perfeitamente com o caos explicitado na trama futurista. Estreou em 14/5/2015.
    Saiba mais
  • Desde 2007, o espetáculo de patinação Disney on Ice tem feito temporadas na cidade. É a chance de a garotada ver de pertinho figuras conhecidíssimas dos desenhos deslizando no gelo. Desta vez, um elenco de 41 artistas dá vida a mais de cinquenta personagens em um apanhado das principais animações, desde Branca de Neve e os Sete Anões, de 1937, até Enrolados, lançado em 2011. Inédito, o episódio “Tesouros da Disney” acompanha Mickey, Minnie, Pato Donald e Pateta nessa aventura pelos clássicos. A cada esquete, um filme do longo portfólio do estúdio é apresentado. Para lembrar Peter Pan, o protagonista e Sininho encorajam a criançada a repetir o tique-taque do crocodilo faminto. Do longa A Pequena Sereia, o caranguejo Sebastião convida todos para dançar ao ritmo da clássica canção Aqui no Mar. Em todas as sessões, quatro crianças sortudas serão escolhidas pela produção do evento, no início do show, para andar num trenó em formato de xícara de chá na cena de Alice no País das Maravilhas.  Dias 28, 29, 30, 31/5/2015 e 4, 5, 6 e 7/6/2015.
    Saiba mais
  • Seu 31º disco, Estratosférica, tem composições de Mallu Magalhães, Céu e Criolo. Ela mostra sua versão roqueira em Sem Medo Nem Esperança e cai no romantismo com Quando Você Olha para Ela. De 2 a 5/6/2016.
    Saiba mais
  • A maior exposição do país dedicada ao pintor reúne 112 obras, sendo 41 telas, todas marcadas por suas inconfundíveis linhas surrealistas. Por ser organizada em ordem cronológica, a montagem possibilita observar como as pinceladas pretas se tornaram mais grossas e as cores primárias, além do verde, passaram a dominar a cena, sem perder, no entanto, a espontaneidade do traço e a intrigante beleza. Pássaros, mulheres e constelações foram temas comuns ao longo de um processo que tendeu à desconstrução das imagens. Preocupado em inovar e surpreender, Miró (1893-1983) pintou sobre restos de madeira, papelão e até por cima de embalagens de sapato. Chegou a fazer intervenções nas próprias obras: duas telas de paisagens clássicas acabaram sendo revisitadas anos depois. A cabeça de um boneco e outros objetos serviram de matéria-prima para as 22 esculturas em cartaz, tão fascinantes quanto os quadros. De 24/5/2015. Até 23/8/2015. + Oito coisas que você não sabia sobre Joan Miró
    Saiba mais
  • Quase duas décadas antes de os Estados Unidos e Cuba pensarem em retomar as relações diplomáticas, um grupo de músicos da velha guarda da ilha já estreitava as fronteiras entre os dois países. Reunidos pelo produtor americano Ry Cooder em 1996 e mais tarde registrados em documentário do alemão Wim Wenders, os integrantes do Buena Vista Social Club venderam mais de 6 milhões de discos mundo afora, ganharam Grammy e Oscar e chegaram ao palco sagrado do Carnegie Hall, em Nova York, no fim dos anos 90. Desde então, mantiveram o ritmo de apresentações (na contagem do grupo já foram mais de 1 000) e perderam membros importantes, caso dos cantores Ibrahim Ferrer (1927-2005) e Compay Segundo (1907-2003). No fim  do ano passado, anunciaram  a turnê de despedida. Será? Intitulada Adiós Tour, ela chega agora à cidade. Omara Portuondo (voz), Jesus “Aguaje” Ramos (trombone), Guajiro Mirabal (trompete) e Barbarito Torres (alaúde) são os remanescentes da formação original e vêm acompanhados de uma orquestra, com quem relembram Chan Chan e Dos Gardenias, entre outros boleros e faixas românticas. Dia 16 e 23/5/2015.
    Saiba mais
  • Cantora de funk e blues de voz marcante, a americana Sharon Jones, de 59 anos, demorou para se firmar como intérprete. Depois de passar a infância se apresentando em igrejas, ela tentou se estabelecer artisticamente na juventude, mas não conseguiu. As circunstâncias levaram-na a trabalhar como carcereira e segurança. Sua carreira renasceu em 1996, quando ela se associou à banda Soul Providers, que se tornou a The Dap-Kings quatro anos mais tarde. Novas dificuldades, porém, atravessaram a trajetória da artista. Durante as gravações do trabalho mais recente, Give the People what They Want (2014), descobriu um tumor cancerígeno no ducto biliar, que a fez interromper a agenda para se submeter a uma cirurgia. Em janeiro, um novo tumor, dessa vez no fígado, foi retirado e agora ela deve continuar monitorando a doença. Apesar dos problemas de saúde, jamais pensou em se retirar dos palcos. As canções desse último disco poderão ser apreciadas pelos paulistanos em duas oportunidades, uma no Bourbon Street e outra no HSBC Brasil. “Quando você identifica seu talento, não pode desistir dele, não importa o que aconteça”, acredita Sharon. Dias 26 e 28/5/2015.
    Saiba mais
  • O ano de 2015 tem sido prodigioso para os musicais. Pelo menos cinco outros expoentes – desde as biografias de Chacrinha, Chaplin e Cássia Eller até chegar a Mudança de Hábito e ao satírico Urinal – fazem a alegria dos paulistanos, tão afeitos ao gênero. Sob o comando dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho, o espetáculo de Maury Yeston e Arthur Kopit vem juntar-se a eles e torna-se um ótimo pretexto para visitar o recém–inaugurado Teatro Porto Seguro, nos Campos Elíseos. Livremente inspirado no filme 8 e 1/2, de Federico Fellini, o original, lançado em 1982, chegou aos cinemas em 2009 e ganha uma luxuosa versão brasileira. O egocêntrico cineasta Guido Contini (interpretado por Nicola Lama) atravessa uma maré baixa, depois de três fracassos consecutivos, e enfrenta a maior crise criativa de sua carreira às vésperas da entrega de um roteiro já prometido. Para completar, as muitas mulheres que o rodeiam não dão a menor trégua. Lama tem charme, empatia e percorre um caminho do desequilíbrio psicológico que o faz se sair muito bem na pele de Contini. O destaque, no entanto, fica com o elenco feminino. Se Totia Meireles e Malu Rodrigues confirmam o talento e o carisma como, respectivamente, a produtora intransigente e a amante libidinosa, Carol Castro surpreende pela dramaticidade empregada à esposa um tanto exausta. Em meio ainda a Beatriz Segall, Leticia Birkheuer e Karen Junqueira, um nome desponta e merece atenção: Trata-se da jovem Myra Ruiz, a prostituta Saraghina, que comanda o melhor número da montagem e encerra o primeiro ato. Estreou em 23/5/2015. Até 9/8/2015. + Leia entrevista com o diretor Claudio Botelho.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO