Comidinhas

Macaron: guloseimas à francesa

Levíssimo e colorido, o doce faz sucesso nas vitrines das confeitarias

Por: Helena Galante - Atualizado em

Dois discos feitos com farinha de amêndoa são unidos por uma fina camada de creme ou geleia. O resultado é uma delícia crocante por fora e extremamente macia em seu interior. Batizados de macarons, esses doces redondinhos eram praticamente desconhecidos por aqui há pouco tempo. Hoje, estão em boa parte das docerias da cidade, muitas vezes como carro-chefe. "Vendo em média 70?000 unidades por ano", diz Fabrice Le Nud, chef da Pâtisserie Douce France. "Tenho uma vitrine inteira só para eles." A guloseima veio da Itália - assim como seu nome, derivado da palavra maccherone. Foi na França, porém, que ganhou acabamento delicado e status de iguaria. "Já paguei o equivalente a 10 reais para provar um macaron do Pierre Hermé", conta o pâtissier Marc Gonzalez, referindo-se a um dos mestres da confeitaria francesa.

Por aqui, não é preciso desembolsar muito para degustar o doce. Na loja de Gonzalez, por exemplo, a La Pâtisserie- Café & Delícias, os macarons de sabores inusitados como cajá, bacuri e manga saem por 2,20 reais cada um. Na Payard, do Shopping Iguatemi, as versões de chocolate, café, framboesa e água de rosas custam 1 real. Para Flavio Federico, chef da Sódoces, o macaron caiu nas graças dos clientes por causa de sua beleza e versatilidade. "Posso brincar com os recheios", afirma. "O de caipirinha é um dos mais procurados." Federico criou um curso de oito horas para quem quer aprender a preparar o macaron em casa. As vagas estão esgotadas até o fim deste mês.

Onde provar

La Pâtisserie- Café & Delícias, Alameda Santos, 85 (Flat Golden Tulip Paulista Plaza), Paraíso, 3177-0400.

Pâtisserie Douce France, Alameda Jaú, 550/554, Cerqueira César, 3262-3542; MorumbiShopping, 5189-4584.

Pâtisserie Mara Mello, Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1308, Jardim Paulistano, 3081-5229.

Payard, Shopping Iguatemi, 3819-4929.

Sódoces, Alameda dos Arapanés, 540, Moema, 5051-5277.

Fonte: VEJA SÃO PAULO