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Luiz Tatit defende que a MPB não acabou

Novo disco do músico, chamado ‘Sem Destino’, reúne doze canções inéditas

Por: Pedro Ivo Dubra - Atualizado em

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O cantor e compositor: duas apresentações no Sesc Pompéia (Foto: Luiz Fernando Macian)

Volta e meia pipoca uma discussão no meio musical, animada nos últimos anos sobretudo por declarações de Chico Buarque e do crítico José Ramos Tinhorão: teria o formato da canção popular se esgotado diante de novas formas, entre elas o rap e a eletrônica? O cantor, compositor, violonista e professor universitário paulistano Luiz Tatit é dos que não compram a tese. “A canção nasce da fala e, por isso, sempre existirá”, diz Tatit, um dos criadores do Rumo, grupo da vanguarda paulistana surgido em meados da década de 70.

Em seu quinto e novo disco, ‘Sem Destino’, ele chega a tratar do assunto na segunda faixa. Duas personagens protagonizam ‘Quando a Canção Acabar’: Jacimara, que não está nem aí para esse papo de fim e vive o presente como a cigarra da fábula, e Jaqueline, preocupada em estocar canções para um longo inverno, tal e qual a formiga. Além dessa, há doze músicas inéditas, todas suas e com parceiros como Marcelo Jeneci e o filho Jonas. No fim da vida, Itamar Assumpção (1949-2003) ditou por telefone a enxuta letra de ‘Quem Sabe’. Na contramão, Luiz Tatit forneceu palavras à melodia para piano 'Relembrando Nazareth', de Capiba (1904-1997) — o cantor Gonzaga Leal intermediou negociação dos direitos com a família do compositor pernambucano. Sobem ao palco do Teatro Sesc Pompeia Jonas Tatit (violão), Fabio Tagliaferri (viola), Sérgio Reze (bateria) e Serginho Carvalho (baixo), além de Juçara Marçal e Marina Pittier (vocais). Participação especialíssima da cantora Ná Ozzetti.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO