Teatro

3 perguntas para... Lucélia Santos

Atriz estreia “Alguém Acaba de Morrer Lá Fora” no próximo sábado (12)

Por: Dirceu Alves Jr.

Lucélia Santos
Lucélia Santo: totalmente focada nos palcos (Foto: Paula Kossatz)

Nos últimos dois anos, a atriz Lucélia Santos, de 54 anos, passou pelos palcos paulistanos com “As Traças da Paixão” e “Avalon”. Completamente voltada para o teatro, ela estreia no sábado (12), no Sesc Belenzinho, a comédia Alguém Acaba de Morrer Lá Fora. A peça foi escrita pelo dramaturgo Jô Bilac e tem direção do filho de Lucélia, o também ator Pedro Neschling.

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VEJA SÃO PAULO — O teatro passou a ser sua prioridade? Lucélia Santos — Foi questão de sobrevivência. Não apenas do ponto de vista financeiro, mas artístico. Sonhava ser a Cacilda Becker, mas a TV me absorveu de uma forma absurda. Eu ficava trancada em estúdio... De uns anos para cá, vejo que o palco é o que realmente me nutre. Até por ser mais desafiador para estabelecer uma comunicação tanto com o público quanto com os próprios colegas.

VEJA SÃO PAULO — Não há interesse ou faltam convites para fazer TV? Lucélia Santos — Fiz uma opção em determinado momento e preciso administrá-la. Não sou de ficar olhando para trás. Muito menos faço um trabalho pensando em outro. Mas realmente não recebo convites. Eu gosto muito de produzir, de dar forma às coisas. Estou com um filme pronto, “Destino”, e pretendo vendê-lo a alguma emissora no formato de minissérie. E o que tenho para a TV é isso...

VEJA SÃO PAULO — Você está trabalhando em um espetáculo montado por uma equipe que nem chegou aos 30 anos. Existe algum conflito de gerações? Lucélia Santos — Nenhum, são duas gerações que precisam aprender juntas. Principalmente a se desprender do ego. Essa humildade é incentivada no teatro, bem ao contrário do que acontece na televisão. O Pedro se parece muito comigo, mas é muito melhor. Melhor como pessoa, como artista, é mais dedicado. Ele poderia estar acomodado na TV, mas dirige teatro e shows, faz roteiros, banca suas ideias. Em 2012, vou produzir uma peça escrita por ele.

Fonte: VEJA SÃO PAULO