Música

Lollapalooza 2013: um roteiro para cada dia de festival

Para facilitar sua diversão, a VEJA SÃO PAULO selecionou as principais atrações e as apostas do evento

Por: Mayra Maldjian - Atualizado em

The Temper Trap
A banda The Temper Trap (Foto: Divulgação)

A segunda edição do Lollapalooza Brasil está prestes a começar. O festival ocupa o Jockey Club de sexta (29) a domingo (31) com seis palcos (veja o mapa abaixo) e espera receber 180 mil pessoas. Serão mais de sessenta atrações comandando mais de trinta horas de rock (veja aqui a programação completa). Diante dessa abundância, artistas imperdíveis acabam tocando simultaneamente e outros tantos podem passar despercebidos. Para aproveitar bem os três dias de evento e fazer valer a grana investida nos ingressos, preparamos um roteiro especial com um dos tantos itinerários possíveis para cada dia de festa. Siga-nos!

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SEXTA (29/3)

Of Monsters and Men
Of Monsters and Men: banda toca no Lollapalooza e no Cine Joia (Foto: Divulgação)

 

14h15 às 15h15 | Agridoce (Cidade Jardim)

A cantora Pitty e o guitarrista Martin estão diminuindo o ritmo de shows do Agridoce. A dupla deve tirar férias do projeto em breve. Eles prometem sons e imagens diferentes do usual para esse momento de "despedida". Quem for "madrugar" no Jockey pode aproveitar para danãr ao som da banda Holger (Butantã) e do projeto eletrônico Boss in Drama (Perry), que tocam no mesmo horário, das 13h15 às 14h15.

 

15h15 às 16h15 | Of Monsters and Men (Butantã)

Da terra da Björk, o sexteto transforma a atmosfera fantástica da Islândia em vocais harmoniosos e melodias doces, sonoridade classificada como indie folk e indie pop. Formada em 2010, lançou seu primeiro e único álbum, My Head is an Animal, no ano seguinte. A novíssima King and Lionheart (vale a pena ver o clipe) deve aparecer no repertório. Eles também fazem um sideshow no Cine Joia.

16h15 às 17h15 | The Temper Trap (Cidade Jardim)

Corra para o palco Cidade Jardim na sequência. Na mesma linha doce dos colegas acima, a banda australiana de indie rock interpreta canções de seus dois álbuns, Conditions (2009) e The Temper Trap (2012). Sweet Disposition, single de estreia, figura entre as mais aguardadas pelos fãs.

17h15 às 18h30 | Cake (Butantã)

Depois de tanta doçura, um pouco de sarcasmo. Apesar de muitas vezes ser chamada de banda de uma música só (culpa do sucesso estrondoso de Never There), o Cake é sempre a banda favorita de algum amigo seu, reparou? Criado na Califórnia há vinte anos, o grupo liderado por John McCrea lançou seis discos, o último deles, Showroom of Compassion, em 2011. A versão de I Will Survive deve fazer o público soltar a franga.

17h15 às 18h15 | Crystal Castles (Alternativo)

Vale a pena sair mais cedo do palco do Cake para dar uma espiada na performance do duo eletrônico canadense. As produções melancólicas, carregadas em synth e barulhinhos por vezes sinistros, de Ethan Kath e Alice Glass costumam ganhar versões mais caóticas ao vivo. Com três álbuns na biografia, a dupla de Toronto surgiu em 2004.

18h30 às 20h | The Flaming Lips (Cidade Jardim)

Outra opção é sair mais cedo do Cake para garantir um lugarzinho na plateia do Flaming Lips, um dos headliners do festival. Na estrada desde 1983, a banda americana liderada por Wayne Coyne estourou dez anos depois com a clássica She Don´t Use Jelly. É provável que o grupo de Oklahoma antecipe canções de seu próximo disco, The Terror, previsto para abril.

19h às 20h15 | Technostalgia feat DJ Marky & Bid (Perry)

Marky, um dos maiores DJs do Brasil, vai reger (sim, reger) duas bandas no palco eletrônico do festival. A ideia é que elas funcionem como dois toca-discos e reproduzam organicamente o set que ele costuma tocar em festas mundo afora. O projeto tem produção musical de Eduardo Bidlovski, o BiD.

20h às 21h30 | Deadmau5 (Butantã)

O canadense Joel Zimmerman e seu capacete de rato arrastam multidões por onde passam. Aficionado por tecnologia e games, o premiado produtor de house está na ativa desde os anos 1990, mas estourou mesmo em meados de 2008. Namorado da tatuadora Kat Von D, já recebeu quatro indicações ao Grammy.

20h às 21h15 | Passion Pit (Alternativo)

A banda americana de electropop compete com o cabeça de rato, mas isso não deve ser um problema. Com público fiel, o quinteto liderado por Michael Angelakos enfileira hits dançantes de seus dois álbuns de estúdio: Manners (2009) e Gossamer (2012). Sleepyhead, Little Secrets e a nova Carried Away devem aparecer no repertório.

21h30 às 23h | The Killers (Cidade Jardim)

Depois de Deadmau5 e Passion Pit, o público deve se deslocar em massa em direção ao palco principal para assistir à performance impecável de Brandon Flowers (que, aliás, parece não envelhecer nunca). Com seu rock de arena, a banda de Las Vegas já vendeu mais de quinze milhões de discos pelo mundo. São quatro álbuns de estúdio –o primeiro, Hot Fuss, é de 2004, e o mais recente, Battle Born, do ano passado. Mr. Brightside tem sido a música de abertura da turnê do grupo, e Battle Born, a de encerramento.

 

SÁBADO (30/3)

Gary Clark Jr
Gary Clark Jr: guitarrista é grande aposta do Lolla (Foto: Divulgação)

14h30 às 15h30 | Toro y Moi (Cidade Jardim)

Não fique com preguiça! Chegue cedo para curtir as produções solares de Chaz Bundick. O principal mentor do chillwave (estilo eletrônico de atmosfera nostálgica, com synths ensolarados e cadência levemente grooveada) voltou aos holofotes no início deste ano com Anything in Return, o mais dançante de todos. Hits dos discos anteriores, como Talamak e New Beat podem aparecer durante o set. O americano da Carolina do Sul, que já tocou aqui no Planeta Terra de 2011, também se apresenta no Beco 203, no dia 3 de abril.

15h30 às 16h30 | Gary Clark Jr. (Alternativo)

Uma das apostas do festival, o elogiado guitarrista de 29 anos esquentou a plateia antes do show de Eric Clapton no estádio do Morumbi, em 2011. O músico do Texas, EUA, tem carregado nas costas os títulos de “salvador do blues” e “o próximo Hendrix”. Vale tirar sua própria conclusão ao vivo. É também para quem gosta de Black Keys.  

16h30 às 17h30 | Two Door Cinema Club (Cidade Jardim)

Formado na Irlanda do Norte, o trio tem apenas dois discos – Tourist History, de 2010, e Beacon, de 2012 -, mas parece ter encontrado cedo a fórmula dos hits perfeitos. Músicas do grupo já embalaram mais de vinte anúncios de tevê, além de jogos eletrônicos, filmes e seriados. (Tiago Faria)

17h30 às 18h45 | Franz Ferdinand (Butantã)

O Brasil é um dos destinos favoritos do quarteto escocês de rock. Liderada por Alex Kapranos, a banda já passou por aqui cinco vezes –o último show foi no Parque da Independência, em maio passado, como parte do Cultura Inglesa Festival. Os rapazes de Glasgow, que explodiram em 2002 com o hit Take Me Out, devem trazer inéditas na mala. O último disco do grupo, Tonight, foi lançado em 2009.

17h30 às 18h30 | Alabama Shakes (Alternativo)

Se você não é tão fã assim de Franz Ferdinand ou se você já viu alguma performance da banda, vale correr para assistir ao show do Alabama Shakes no palco alternativo. Uma das sensações do festival, o grupo americano liderado pela cantora e guitarrista Brittany Howard, por vezes comparada a Janis Joplin, lançou seu primeiro disco, Boys & Girls, em 2012. Be Mine e I Ain´t the Same são as mais aguardadas do repertório. Eles também se apresentam fora do festival, no Cine Joia, no domingo (os ingressos são mais baratos: 150 reais).  

18h30 às 19h30 | Nas (Perry)

Illmatic na íntegra, por favor. É o que desejam os fãs de um dos rappers mais aclamados do mundo. Illmatic é o primeiro disco do artista. Lançado em 1994, tornou-se um clássico do gênero. Filho do jazzista Olu Dara, Nas nasceu nos conjuntos habitacionais do Queens. Aos 39 anos, acumula no currículo gravações com o grupo The Firm, um duelo de egos (já resolvido) com Jay-Z, parcerias com a finada Amy Winehouse, um disco com Damian Marley. Transita facilmente entre o underground e o mainstream.

18h45 às 20h | Queens of the Stone Age (Cidade Jardim)

O QOTSA deve fazer o show mais barulhento da noite. Atração principal, ao lado do duo Black Keys, a banda tocou por aqui em 2010, no festival SWU. Formada em 1997 na Califórnia, popularizou o chamado stoner rock. De lá para cá, lançou cinco discos. Go With the Flow e Little Sister estão entre as músicas mais esperadas. É possível que eles adiantem inéditas do próximo disco, Like Clockwork, previsto para chegar às lojas em junho. Fãs reclamam da curta duração do show: 1h15.

20h às 21h15 | Criolo (Perry)

Nas e Criolo representam o hip-hop no festival de rock. O performático cantor paulistano entoa versões inspiradas das faixas de Nó na Orelha (2011), seu segundo disco. Ao lado dos produtores do álbum Daniel Ganjaman (teclados) e Marcelo Cabral (baixos elétrico e acústico), do DJ Dan Dan, e de outros instrumentistas renomados do país, interpreta Freguês da Meia-Noite, Não Existe Amor em SP e Mariô, geralmente acompanhado em uníssono pela plateia.

21h30 às 23h | The Black Keys  (Cidade Jardim)

Apesar de ainda ser apontado como um novo nome por algumas pessoas, o Black Keys, duo de indie rock formado em Ohio por Dan Auerbach (voz e guitarra) e Patrick Carney (bateria), deu início a sua carreira em 2001. Contemporâneo de bandas que alcançaram projeção mundial com um pouco mais de  facilidade, como o White Stripes e o Strokes, o grupo só viu o panorama mudar a partir de 2008. Foi nesse momento em que a dupla trocou os porões e as garagens onde gravavam para registrar o quinto disco da carreira, Attack & Release, em estúdio. Também começou aí a parceria com o renomado produtor Danger Mouse. Os sucessores Brothers (2010) e El Camino (2011) só confirmaram a boa transição feita por eles. Agora, Auerbach e Carney colecionam prêmios Grammy, milhões de cópias vendidas, ingressos disputados ao redor do mundo (as entradas para um show deles no Madison Square Garden, em Nova York, esgotaram em 15 minutos) e encabeçam o line-up dos principais festivais. (Carol Pascoal)

 

DOMINGO (31/3)

Hot Chip
Alexis Taylor (o penúltimo, da esquerda para a direita): "Sempre tentamos adicionar sabores diferentes nos shows" (Foto: Divulgação)

 

15h15 às 16h45 | Foals (Butantã)

Quem assistia à Skins deve reconhecer a banda britânica de indie rock e dance punk – o single Hummer fez parte da trilha sonora da série teen. Depois de rodar o mundo em turnê com o Red Hot Chili Peppers (o Brasil também entrou na rota), os meninos de Oxford, Inglaterra, estão escalados para o Lollapalooza Chile e o Coachella. Formada em 2005, tem três álbuns de estúdio: Antidotes (2008), Total Life Forever (2010) e Holy Fire (2013) –deste saíram as canções Inhaler e My Number, que devem aparecer no setlist.

17h15 às 18h15 | Kaiser Chiefs (Butantã)

O quarteto britânico enlouqueceu as pistas de dança britânicas em 2004 com o single de estreia, Oh My God. Com o tempo, expandiu seu domínio dos clubs para os festivais e tornou-se uma das maiores bandas de arena da Europa. Com Ricky Wilson na dianteira, o grupo vai passar o ano na estrada: eles se apresentam na edição chilena do Lolla e no festival Benicassim, na Espanha, antes de sair em turnê com o Green Day. De volta ao lar, prepara um grande show para inaugurar uma arena de shows em Leeds, sua terra natal. Entre um show em outro, compõem e gravam faixas para o sucessor de The Future is Medieval (2011). A primeira e última aparição da banda na cidade foi no festival Planeta Terra, em 2008.

19h15 às 20h30 | Hot Chip (Alternativo)

Com o disco de estreia Coming on Strong, de 2004, a banda inglesa Hot Chip se tornou conhecida nas pistas de dança mais descoladas da Europa com uma mistura a um só tempo elegante e divertida de eletrônica, pop e soul music. Mas o quinteto queria algo mais – e, com o tempo, gravou álbuns mais introspectivos, com canções para se ouvir também antes ou depois da balada. O grupo mostrará essas duas facetas em São Paulo. No festival, o repertório terá hits inevitáveis como Ready for the Floor e One Night Stand. Já no Cine Joia, dois dias antes, prometem surpresas em uma apresentação com espaço para momentos intimistas. Nos dois casos, músicas do disco mais recente. (Tiago Faria)

19h15 às 20h45 | Planet Hemp (Butantã)

Na mesma hora, Marcelo D2 e BNegão começam a disparar hits polêmicos da banda carioca, que está de volta aos palcos após oito anos. Legalize Já, Mantenha o Respeito e Dig Dig Dig (Hempa), faixas do primeiro e bem-sucedido disco do grupo, Usuário (1995), estão no repertório. Dos shows nacionais, é um dos mais esperados.

19h45 às 21h | Major Lazer (Perry)

Diplo segue sozinho com o projeto eletrônico criado em parceria com Switch. O músico americano, conhecido pelas produções ousadas de M.I.A., deve lançar o segundo álbum do Major Lazer, Free the Universe, em abril. Funk carioca, miami bass e dancehall são incorporados às criações. As autorais (Pon De Floor foi sampleada por Beyoncé em Run the World) dividem o sucesso com os remixes de bandas famosas, como Hot Chip (Look at Where We Are) e No Doubt (Settle Down).

20h45 às 23h | Pearl Jam (Cidade Jardim)

A maior atração encerra o terceiro e último dia do festival. Tortura? Nem tanto. A última passagem da banda de Eddie Vedder pela cidade foi em 2011. Naquele ano, o grupo de Seattle completou duas décadas de estrada. Ten, de 1991, é o primeiro dos nove álbuns da principal banda propulsora da cena grunge. O décimo, de acordo com o guitarrista Mike McCready, sai ainda neste ano, quatro depois de Backspacer. O setlist do último show paulistano do Pearl Jam incluiu Black, Alive, Better Man, Jeremy e Last Kiss. Vai ter marmanjo chorando.

 

ORIENTE-SE!

Veja abaixo o mapa do Jockey Club:

Mapa Lollapalooza Jockey Club
(Foto: Veja São Paulo)

Fonte: VEJA SÃO PAULO