Esporte

Lojas de Corinthians e Palmeiras produzem faixas contra a violência

Após morte de torcedores, proprietários dos estabelecimentos criam ação para promover a paz entre os rivais

Por: Veja São Paulo

Lojas Palmeiras Corinthians
Lojas do Palmeiras e do Corinthians fazem parceria para promover a paz nos estádios (Foto: Reprodução)

Após mais um caso de violência entre torcidas organizadas de São Paulo, que resultou na morte de um palmeirense no último domingo (19) durante uma emboscada aos santistas, duas lojas que vendem produtos oficiais para os principais rivais da capital decidiram unir forças em nome da paz.

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Distantes cerca de 300 metros um do outro, os estabelecimentos no Tatuapé, na Zona Leste, penduraram duas faixas com os emblemas de Corinthians e do Palmeiras e a seguinte frase: "Adversário não é inimigo. Rivais só em campo".

Os comerciantes aproveitaram a proximidade do clássico entre as duas equipes, que acontece no próximo domingo (26), no Pacaembu, para lançar a campanha. "O retorno dos torcedores tem sido positivo. Teve palmeirense entrando na loja para cumprimentar", disse o dono da Poderoso Timão, André Luiz Vieira Carneiro, que afirma ser amigo do proprietário da Academia Store, franquia alviverde. “Sempre comentamos sobre o mundo da bola. Apesar da rivalidade em campo, do lado de fora a coisa é diferente”, explica Carneiro.

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O gerente da Academia Store, André Soares, disse que a foto com a imagem das duas lojas rendeu mais de 60 000 compartilhamentos nas redes sociais. “A iniciativa teve reflexo, inclusive, nas vendas.”

Investigação

leonardo da mata
Outros três colegas de Leonardo que participaram da briga seguem internados (Foto: Reprodução/Facebook)

Com 21 anos, Leonardo da Mata Santos morreu horas antes da partida entre Palmeiras e Santos, atropelado na Rodovia Anchieta. O rapaz foi a terceira vítima da guerra entre as torcidas organizadas de São Paulo neste ano. Em agosto, o também palmeirense Gilberto Torres Pereira, de 31 anos, morreu em Franco da Rocha, após ter sido agredido por corintianos com pedaços de madeira.

Meses antes, em fevereiro, Márcio Barreto de Toledo, de 34 anos, vestia a camisa da torcida organizada do Santos depois de um jogo quando foi abordado por são-paulinos na Radial Leste. Agredido com barras de ferro, ele foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO