Consumo

Lojas fazem miscelânea nas prateleiras

Mistura de artigos de moda, design e arte ganha espaço em estabelecimentos da capital

Por: Isabella Villalba - Atualizado em

LOja Voga
A Voga, em Perdizes: trabalhos de Karin Feller (Foto: Mario Rodrigues)

Em um dos ambientes da Voga, loja localizada no bairro de Perdizes, é possível ver uma arara com uma série de roupas da estilista Karin Feller, uma das novas promessas da moda nacional. Quase ao lado estão algumas obras do ilustrador Mateus Bailon, artista que já figurou com destaque em mostras coletivas nos Estados Unidos, na Bélgica e na Inglaterra. No mesmo ambiente, ainda é possível encontrar as peças da coleção "Pássaros" da designer de joias Chrissie Barban. São brincos, colares e anéis banhados em ouro, esculpidos no formato de aves em seus ninhos. Toda essa miscelânea de produtos à venda, com preços que vão de 20 a 2.400 reais, foi reunida para oferecer uma experiência diferenciada às clientes. “A pessoa entra por aqui e fica uns quarenta minutos fazendo um tour pelo espaço”, afirma a artista plástica Daniela Chaves, uma das sócias da loja, inaugurada no fim do ano passado. Ela faz questão de guiar pessoalmente a clientela pelo passeio, explicando o processo de produção e a procedência dos artigos.

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Assim como a Voga, outros endereços surgiram nesse formato “três em um”, reunindo artigos de moda, design e arte. Mais do que disponibilizar uma larga variedade de produtos, esses estabelecimentos têm a pretensão de oferecer aos clientes uma experiência parecida à de uma visita a uma galeria de arte. Seus proprietários trocam de tempos em tempos os “expositores” e se acham numa missão muito além do ato de promover um simples comércio. “Nosso trabalho é de curadoria”, defende a artista plástica Fanny Feigenson Grinfeld, dona da Chic Chic Lab de Criação, no Morumbi, que tem em suas prateleiras vestidos de tiragem reduzida e linhas exclusivas de sandálias, bijuterias, bolsas e almofadas. A inspiração do negócio partiu de lojas parisienses como Merci e Colette, além da americana Anthropologie.

AREA - lojas
A carioca AREA, que abriu uma filial na Vila Madalena: peças importadas da Indonésia e da Índia (Foto: Divulgação)

Em São Paulo, uma das primeiras a explorar essa tendência foi a Esencial, aberta em 2000 no Itaim, que vende criações de designers de joias prestigiados, como Ugo Cacciatori, autor de alguns adornos usados pela cantora Madonna. Certos locais aproveitam para realizar pequenas exposições de fotografias e quadros. É o caso da Mix & Match, no Jardim Paulista, que oferece periodicamente mostras em seu mezanino (os temas mudam a cada dois meses). Estiveram por lá recentemente obras de nomes como o artista plástico Rodrigo Lima. No andar térreo, há várias peças de design assinado. “Procuramos atender aquelas pessoas que estejam montando o primeiro apartamento e não possam ultrapassar em muito seu orçamento”, diz a arquiteta Marcitta Fogaça, uma das sócias.

Esencial - loja
A Esencial: exposições e cenários prontos (Foto: Waldemir Filett)

Já na Conceito: Firmacasa, no Jardim Paulistano, o forte são os cenários prontos para ser montados nas residências, como uma sugestão de sala de estar com sofá de Francesco Binfaré e mesa de centro assinada pelos irmãos Campana. O mercado para esse tipo de negócio na capital começou a atrair até empresas de fora. Em dezembro, a loja carioca AREA Objetos abriu uma franquia na Vila Madalena. Ali, os destaques são os objetos importados da Índia e da Indonésia. A linha de cestaria trabalhada em rattan está entre os artigos mais procurados e tem preços a partir de 45 reais.

Conceito: Firmacasa - lojas
Conceito:Firmacasa, nos Jardins: cenários prontos para ser montados nas residências (Foto: Mario Rodrigues)

Fonte: VEJA SÃO PAULO