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Designer cria logotipos para bairros de São Paulo

Pedro Campos, do Butantã, se inspira nos nomes e história das regiões para desenhar

Por: Veja São Paulo

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E se cada bairro tivesse sua identidade visual, com direito ao um logotipo representando a região? Essa foi a ideia do designer gráfico paulistano Pedro Campos. 

Criado no Butantã, sempre teve curiosidade em saber por que seu bairro, na Zona Oeste, ganhara aquele nome e o que ele significava. Começou a se interessar pela memória das regiões da cidade até que, em 2009, pensou em criar logotipos baseados nas histórias.

O projeto, no entanto, foi anotado em um caderninho e esquecido. "Há cerca de três meses, após uma crise criativa, decidi tirá-lo do papel", afirma Campos. Da iniciativa surgiur o Identidade São Paulo. “Descobri curiosidades legais, como a origem do nome Moema”, conta. Entre as várias versões, a mais interessante, segundo ele, é a homenagem a um dos personagens da obra Caramuru, poema épico escrito por frei José de Santa Rita Durão, em 1781.

Na obra, a índia Moema se apaixona pelo português Diogo Álvares, que por sua vez, gostava da índia Paraguaçu. Os dois se casam e decidem ir para Portugal. Em um ato de desespero, Moema se joga no mar para segui-los e acaba morrendo afogada. “Os três personagens estão no logo criado”, explica Campos.

projeto identidade são paulo - liberdade
Moema: entre as muitas versões, há a de que o nome foi inspirado na obra Caramuru, do frei Santa Rita Durão (Foto: Pedro Campos / Divulgação)

Outro bairro com história curiosa é a Casa Verde. Antigamente, a propriedade era conhecida como o Sítio das Meninas da Casa Verde. As garotas eram as sete irmãs solteiras de José Arouche de Toledo Rendon, proprietário também de terras no Largo do Arouche e na Vila Buarque. O sítio era onde as irmãs passavam as férias. Elas nunca se casaram.

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Casa Verde: era conhecido como o sítio das meninas da casa verde, sete irmãs solteiras que passavam os dias de folga no local (Foto: Pedro Campos/Divulgação)

O logo do bairro da Sé, marco zero da cidade, foi o primeiro a ser desenhado. Hoje, já são 21 imagens, entre elas as de Pinheiros, Canindé e Mooca. “Ainda não posso me dedicar 100% ao projeto, mas quero que os logos do projeto estampem produtos como camisetas, almofadas, capinhas de celular”, diz. No momento, ele está em busca de fornecedores. “Acredito que no ano que vem estaremos com isso pronto”, afirma.

Por enquanto, é possível comprar alguns desses produtos no São Paulo City, loja virtual parceira do Identidade São Paulo. As capinhas para celulares podem ser adquiridas por 44,90 reais e as camisetas por 49,90 reais.

Fonte: VEJA SÃO PAULO