Automobilismo

Oito locais para lembrar de Senna, morto há 22 anos

Lenda do automobilismo nasceu em São Paulo e viveu na cidade durante toda a sua infância

Por: Rafael Gonzaga - Atualizado em

Exposição Ayrton Senna Shopping Villa Lobos
O carro que o piloto dirigiu em 1985, quando conquistou sua primeira vitória na F1, no GP de Portugal (Foto: Divulgação)

O piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna foi certamente um dos brilhantes representantes do Brasil mundo afora. Este domingo marca os 22 anos de sua morte, em um trágico acidente no dia 1º de maio de 1994.

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Considerado por muitos um herói nacional, Senna, que hoje teria 56 anos, conquistou fãs em diversos países ao exibir sua habilidade nas pistas de corrida. Durante a vida, o paulistano sagrou-se campeão mundial nos anos de 1988, 1990 e 1991, tendo conquistado oitenta pódios durante a vida profissional.

Em seu último aniversário, em março, foi lançado nesta segunda um site no qual os fãs podem escolher qualquer dia do ano e relembrar 365 momentos memoráveis da carreira de Senna.

Apesar de ser uma referência nas competições de automobilismo do mundo todo, é no Brasil, principalmente em São Paulo, que está grande parte dos locais que foram marcados pela presença de Senna em vida.

Enumeramos uma série de pontos que ainda hoje carregam alguma relação com a história de Senna para os fãs poderem se sentir mais próximos do ídolo que deixou fortes saudades. Confere só:

Casa onde ele nasceu

De acordo com o livro Ayrton – O Herói Revelado, escrito por Ernesto Rodrigues, o piloto nascido no dia 21 de maço de 1960 teria vivido até os 4 anos na esquina da Rua Aviador Gil Guilherme com a Avenida Santos Dumont, em Santana, Zona Norte de São Paulo.

Local da primeira corrida de Ayrton pela F1

O Autódromo de Jacarepaguá propriamente dito, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, não existe mais, mas é possível chegar na região. A última corrida de Fórmula 1 do autódromo aconteceu em 1989 e curiosamente o campeão foi o próprio Ayrton Senna. Lá foi onde o piloto fez sua estreia dirigindo, no dia 25 de março de 1984. Esse pontapé inicial marcou a vida de Senna, mas não foi uma largada tão boa: o ainda promissor piloto foi obrigado a abandonar a competição após algumas voltas em função de um problema técnico no carro.

Casa onde ele já andava em carrinhos de brinquedo

A segunda residência da família de Senna também ficava na Zona Norte de São Paulo. Até os 12 anos, também de acordo com Ayrton – O Herói Revelado, o jovem piloto morou na rua Condessa Siciliano, Jardim São Paulo, localizada menos de cinco minutos do Mirante de Santana. Apesar de já ter sido vendida pelo menos duas vezes, a casa segue ainda hoje de pé no local. Antes mesmo de completar 5 anos, Senna ganhou do pai Milton um kart equipado com um motor de um cortador de grama e o brinquedo, montado na metalúrgica da própria família, acabou virando praticamente uma obsessão para o jovem Ayrton.

Curva S do Senna Autódromo Interlagos
Curva S do Senna, no Autódromo de Interlagos (Foto: Divulgação)

Curva S de Senna

O Autódromo de Interlagos, nome mais conhecido do Autódromo José Carlos Pace, localizado no distrito de Cidade Dutra, carrega sua homenagem ao ídolo brasileiro do automobilismo. No ano de 1989, o autódromo passou por uma reforma em seu traçado para voltar a integrar a temporada da Fórmula 1. Na ocasião, Senna sugeriu duas grandes curvas que ligassem as retas de Interlagos e o trecho acabou sendo batizado com o nome do piloto.

Monumento Senna
Escultura em homenagem a Ayrton Senna, na Zona Sul (Foto: Divulgação)

Escultura em homenagem ao piloto

Na entrada do Parque Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo, uma escultura em homenagem a Senna guarda a entrada do túnel que também carrega o nome do piloto. A escultura estilizada de um bólido em homenagem a um dos maiores nomes do automobilismo de todos os tempos foi uma criação da artista Melinda Garcia. Com 5 metros e todo produzido em bronze, o monumento foi inaugurado em 1995 e carrega três simbologias: "velocidade", que faz alusão à passagem meteórica do piloto; "alma", que lembra o carisma de Senna; e "emoção", simbolizando o furor que sua vida causou nos lares brasileiros.

Casa onde o Senna adolescente já mostrava talento no Kart

Após sair da casa em Jardim São Paulo, o ainda pré-adolescente foi com a família para um sobrado localizado na Rua Pedro, no Tremembé. O endereço aparece no livro Ayrton Senna, O Eleito, escrito por Daniel Piza. Nele, há uma imagem que mostra a carteira escolar do jovem piloto, onde é possível ver não só o endereço de Senna, mas também um dos locais onde ele estudou, o Colégio Rio Branco. Nessa época, o kart era o melhor amigo de Senna, que descia as ruas chamando atenção com o motor barulhento. Entre 1974 e 1980, Ayrton conquistou no kart os títulos paulista, brasileiro, sul-americano e pan-americano da categoria.

Túmulo Ayrton Senna
Túmulo do piloto Ayrton Senna, no Cemitério do Morumby (Foto: Divulgação)

Túmulo de Ayrton

Quem quiser prestar homenagens ao ídolo pode dar uma passada pelo Cemitério do Morumby, na Zona Sul de São Paulo. Apesar de ter falecido em Ímola, Itália, em um acidente no Autódromo Enzo e Dino Ferrari durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994, é em São Paulo que está enterrado o corpo do piloto. Dentre mais de vinte grandes celebridades enterradas no local, Senna é o que mais atrai visitantes – deixando para trás nomes como Elis Regina e Wilson Simonal.

Bônus: Restaurante onde Senna jantou pela última vez

Quem estiver na Itália pode visitar o local onde Senna fez seu último jantar antes de se despedir de milhões de fãs. O Trattoria Romagnola é um típico restaurante de culinária italiana que fica espremido em uma das ruas da pequena Castel San Pietro Terme, nos arredores de Ímola. Senna era conhecido por ser um amante da culinária italiana. Na noite, Senna teria comido um spaghetti al torchio, cozido com tomates frescos, manjericão, oliva e raspas de queijo grana de acordo com o dono do estabelecimento. A relação com o restaurante já era de longa data: desde 1990, o piloto sempre aproveitava para comer lá quando estava nas redondezas.

Fonte: VEJA SÃO PAULO