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Nas redes sociais, Lobão reage a críticas de Tony Bellotto

Guitarrista do Titãs escreveu coluna contra atos favoráveis à intervenção militar

Por: Veja São Paulo

Lobão - Avenida Paulista
O cantor Lobão durante ato na Paulista (Foto: Mariana Topfstedt/Sigmapress/Folhapress)

O músico e agora ativista político Lobão reagiu às críticas de Tony Bellotto publicadas em coluna no jornal O Globo no domingo (9). Em sua página no Facebook, Lobão chama os Titãs de "bandinha chechelenta" e afirma que Bellotto nutre rusgas à sua pessoa.

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No texto publicado no fim de semana, o guitarrista dos Titãs cita rapidamente as manifestações que ocorreram na última semana em algumas capitais do país. "Não dá para respeitar — ou deixar passar batido — jovens brandindo faixas pela Avenida Paulista em que se reivindica intervenção militar no governo e se expressam saudades dos tempos da ditadura militar (tempos, ressalte-se, que os jovens protestantes não viveram, devido à evidente pouca idade). Além dos protestos, esse pessoal junta a seus bordões constrangedoras ofensas a nordestinos. Deprimente", escreveu.

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E lembrou, sem citar nomes, do colega de profissão Lobão. "Pior ainda ter de aguentar colegas roqueiros velhos de guerra apoiando convictos tais sandices. Eu também estou de saco cheio do populismo, ineficiência, bravatas e corrupção do atual governo, mas daí a apoiar golpes antidemocráticos e declarações xenófobas vai uma infinita distância."

No Facebook, Lobão reagiu. O músico afirmou que é contra qualquer ditadura e defendeu a passeata da qual fez parte. "Se o nosso roqueiro/escritor está querendo saber sobre o que ando fazendo e declarando, será melhor se ater a fatos concretos e não fazer especulações levianas e caluniosas."

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Depois da defesa, Lobão partiu para o ataque contra Bellotto. "Dá a nítida sensação que o nosso roqueiro/escritor nutre rusgas à minha pessoa com décadas de enrustimento e, de repente, se mostra valente e semi-explícito (continua claudicante ao não pronunciar meu nome diretamente) fazendo-se entusiasmar por uma situação forjada e postiça para que assim possa acreditar estar chutando um cachorro morto", escreveu. "Me dá uma certa vontade de rir imaginando duas bandinhas chechelentas como os Titãs e o Capital tirando onda de roqueiros rebeldes e trangressores."

Fonte: VEJA SÃO PAULO