Consumo

O que fazer com livros e CDs usados na era dos arquivos digitais

Mais e mais pessoas procuram lugares que comprem ou troquem seus artigos usados

Por: Nathalia Zaccaro - Atualizado em

Nadja Naila - 2218
A artista plástica Nadja: fim das “carcaças” que só ocupavam espaço em casa (Foto: Fernando Moraes)

Seja um lançamento de Lady Gaga, seja um clássico de Cole Porter, uma música pode ser baixada na internet em dois minutos. Um CD inteiro é digitalizado em cinco. Discografias completas cabem atualmente no bolso, em pen drives ou tocadores de MP3. Diante dessa realidade, o que fazer com pilhas e pilhas de discos que se tornaram obsoletos? “Não vejo mais sentido em manter essas carcaças ocupando minhas gavetas e prateleiras”, diz a artista plástica Nadja Naila Ugo. Ela é uma entre muitos paulistanos que optaram por uma solução prática e rentável: vender os CDs após passá-los para o computador ou outros equipamentos.

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Existem vários locais na cidade que compram. O sebo Augusta Discos chega a adquirir até 1.000 por semana e, nos últimos dez anos, viu dobrar o número de clientes que vão à loja para se desfazer de itens. “A oferta, sem dúvida, aumentou”, afirma o proprietário Marcelo Magalhães, no ramo desde a década de 80. O valor pago por título usado varia de 2 a 10 reais. Álbuns de música sertaneja, axé, dance music e as manjadas coletâneas costumam ser pouco valorizados. Rock, jazz e MPB alcançam cotações maiores. “Compro quase tudo o que me oferecem, na esperança de encontrar no meio algum item raro, que tenha um bom preço e sirva de compensação pelas porcarias que vêm junto no lote”, conta Magalhães.

Os livros também são alvo de fenômeno semelhante, motivado pela popularização dos tablets, que reproduzem obras em formato digital. Nesse caso, é possível renovar o acervo fazendo o escambo dos volumes com outras pessoas. Diversos locais oferecem o serviço, disponível ainda em eventos organizados todo mês pela prefeitura em parques da cidade. “Em média, são realizadas 3.000 trocas a cada encontro”, calcula a coordenadora da Feira de Troca de Livros e Gibis, Marta Ferreira (a próxima está marcada para 19 de junho, na Vila Prudente). Uma alternativa para se livrar das “antiguidades” é a doação. Escolas e bibliotecas públicas recebem e reutilizam o material.

Fonte: VEJA SÃO PAULO