Decoração

Livro tem fotos de 46 casas de personalidades paulistanas

Consultora de moda e etiqueta Gloria Kalil, banqueteiro Charlô Whately e o cineasta Hector Babenco estão na obra

Por: Camila Antunes - Atualizado em

Uma olhadela na residência de 46 personalidades como a consultora de moda e etiqueta Gloria Kalil, o banqueteiro Charlô Whately, o cineasta Hector Babenco, o publicitário Nizan Guanaes e a socialite Ana Paula Junqueira. Claro que é de encher os olhos, como se comprova no livro Casas de São Paulo (Metalivros; 240 páginas; 148 reais), que será lançado na terça (19), no Museu da Casa Brasileira. Nada de exibicionismos pirotécnicos, embora haja casas de tirar o fôlego. "É uma obra sobre estilo de vida," diz Tuca Reinés, o fotógrafo que fez as cerca de 250 imagens do livro. "Reunimos gente que não busca status pelo que é caro ou está na moda, mas tem informação e algo a dizer", afirma a autora, Maria Ignez Barbosa, que acompanhou o marido embaixador em Londres e Washington e entende tudo do assunto.

Sua casa, sua alma. O loft da consultora de moda Helena Montanarini, no Jardim Paulistano, por exemplo, é romântico e aconchegante (seu xodó é uma cadeira feita de ursos de pelúcia, desenhada pelos irmãos Campana). Foi apelidado de "bercinho" pelo autor do projeto, Marcio Kogan. O apartamento em Higienópolis da dupla de designers Attilio Baschera e Gregorio Kramer, assim como eles, é referência em elegância e originalidade. Na sala de jantar há quatro mesas, que podem ser dispostas de várias maneiras, dependendo do número de convidados. "É mais ou menos como um bistrô", compara Kramer.

Como é previsível em se tratando de gente chique, em todas as casas fotografadas há muitas obras de arte. Hector Babenco as coleciona desde os tempos em que era casado com a marchand Raquel Arnaud, entre os anos 70 e 80. Em sua casa na Vila Nova Conceição, duas grandes telas atrás da mesa de jantar, uma toda branca e outra toda preta, de Mira Schendel, a cerebral suíça radicada em São Paulo (1919-1988), ajudam a compor a visão simétrica entre os móveis da sala e a biblioteca no mezanino. Detalhes cuidadosamente pensados por seu amigo, o arquiteto Isay Weinfeld. No apartamento da galerista Luisa Strina, em Higienópolis, tem arte na sala, na cozinha e até no banheiro. Como? "Essa peça de Hilton Berredo é de borracha, não estraga com a umidade", explica ela.

Fonte: VEJA SÃO PAULO