Noite

Lions Club pertence a três grandes empresários

A inauguração da casa agita os ânimos dos baladeiros de plantão

Por: Carolina Giovanelli - Atualizado em

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Guerra, Ribeiro e Botelho: varandona, animais empalhados e cortinas de veludo (Foto: Mario Rodrigues)

Quando três pesos-pesados da noite unem forças para montar uma nova casa, o resultado da parceria é sempre esperado com uma boa dose de animação — pelo menos por baladeiros em geral. Nesse clima de oba-oba, Facundo Guerra, um dos proprietários da boate Vegas, Cacá Ribeiro, ex-dono do Royal, e o advogado Augusto de Arruda Botelho, sócio do Clash, prometem inaugurar com uma festa fechada no dia 24 o Lions Club, no centro. “O pessoal tem de começar a transitar por essa região”, diz Guerra. No comecinho da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, o Lions ocupa o 1º andar de um prédio dos anos 50. O nome foi inspirado na tradicional associação homônima fundada nos Estados Unidos em 1917. Animais empalhados, cortinas de veludo e azulejos que, especula-se, foram pintados pela artista plástica modernista Anita Malfatti fazem parte da decoração do luxuoso lounge de clima retrô. “Restauramos o que já estava aqui”, explica Botelho.

Logo depois de uma porta giratória a sisudez fica para trás. A moderna pista de dança tem as paredes forradas com luzes coloridas, que, graças a espelhos estrategicamente posicionados, exibem um efeito tridimensional. Duas festas passaram por ali, uma da grife Neon e outra da Ellus. Adequada à Lei Antifumo, uma varandona dá vista para a Catedral da Sé e a Avenida 23 de Maio. De quinta a sábado, até 400 pessoas poderão balançar ao som de uma programação eclética, que passeia por funk, soul, rock e eletrônico. Além do público pagante, terão acesso gratuito ao local 1 000 sócios (com direito a carteirinha), selecionados pelo trio de influentes donos, considerados leões da cena noturna paulistana. “Queremos que esse clube seja um clássico e dure para sempre”, sonha Ribeiro.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO