Criminalidade

Polícia prende dez supostos líderes do PCC em São Paulo

Entre os detidos está Marco Trindade da Silva, 39, conhecido como “Marcolinha”

Por: VEJA SÃO PAULO

Polícia - viaturas
O bando foi flagrado durante uma reunião de prestação de contas da facção criminosa (Foto: Fernando Neves/Futura Press/Folhapress)

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na tarde desta terça-feira (11) dez supostos líderes regionais do Primeiro Comando da Capital (PCC). O bando foi flagrado durante uma reunião de prestação de contas da facção em Parada de Taipas, na Zona Norte. Eles levavam dinheiro da mensalidade arrecadado por criminosos em suas áreas de atuação. A polícia apreendeu 13 000 reais, catorze veículos, livros de contabilidade da facção, celulares e drogas.

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Nos documentos há anotações de pagamento de diversos integrantes do PCC, com informações sobre membros do grupo. A polícia encontrou, por exemplo, o registro de um integrante da Vila Madalena, bairro da Zona Oeste, que havia entregado a mensalidade para seu líder regional. Não foi divulgado o nome do suspeito.

Entre os líderes presos está Marco Trindade da Silva, 39, conhecido como “Marcolinha”. Ele atuava na região de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. O criminoso tem passagem na polícia por tráfico, roubo e estelionato. Ele estava foragido havia doze anos. Marcolinha foi preso na frente do barraco onde acontecia a reunião, com uma carteira de habilitação falsa.

Segundo a polícia, outros bandidos podem ter fugido do local durante a operação. Com as informações obtidas por meio dos documentos, os agentes pretendem chegar a outros líderes da facção criminosa.

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"A criminalidade é sempre abalada quando são presos líderes. É esse o direcionamento que a polícia vai continuar realizando, grandes operações para que possamos pegar os líderes, sem descuidar da pequena criminalidade", afirmou o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes. "Foi a maior operação do ano da inteligência da polícia."

Para chegar aos criminosos, a polícia monitorou o grupo por cerca de um mês. Na operação dessa terça-feira (10), um veículo não identificado foi levado perto do local onde acontecia a reunião.

Os policiais entraram no barraco por volta das 14h30. Não houve resistência dos bandidos. "Não foi trocado nenhum tiro", afirmou o delegado Carlos Alberto da Cunha, da 4ª Delegacia de Patrimônio do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).

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Os bandidos presos tiveram de ligar para comparsas que estavam a caminho do local. "Quando eles chegaram, foram presos também", afirmou Cunha. "Os telefones deles foram testados, eles estavam se falando. A interligação da organização criminosa era constante. Era uma reunião efetiva (do PCC) e a polícia não tem nenhuma dúvida."

Investigação

O secretário da Segurança Pública afirmou que o Deic investigará também se as quadrilhas de roubo a caixas eletrônicos, especificamente aquelas que atuam com fuzis, têm ligação com o PCC. A investigação será feita com base no material apreendido na reunião dos líderes da facção, em Parada de Taipas.

Segundo Moraes, a polícia vai checar se há vínculo da facção com os três criminosos que foram presos na terça-feira de manhã, pouco antes de tentar estourar um caixa eletrônico.

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O trio foi detido com uma banana de dinamite. Nas casas dos acusados, a polícia apreendeu ainda outros dois artefatos. "Nós temos (com o que foi apreendido) como localizar de onde vieram essas dinamites, vários celulares e uma contabilidade extensa para poder chegar aos demais membros das quadrilhas", afirmou Moraes (O Estado de S. Paulo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO