Esporte

Cheerleaders: tradição importada

Comuns nos EUA, os líderes de torcida buscam adeptos por aqui

Por: Carolina Giovanelli - Atualizado em

Líderes de torcida - 2184
O grupo nacional de cheerleaders: pirâmides humanas e pompons (Foto: Fernando Moraes)

Nos Estados Unidos, eles viraram febre nas escolas. São figurinhas carimbadas em filmes adolescentes, sempre com fama de populares do pedaço. Espalhados por 79 países, contabilizam 3,5 milhões de praticantes, segundo dados da união internacional da categoria. Os cheerleaders, conhecidos também como líderes de torcida, ainda não têm todo esse status e visibilidade no Brasil. Ainda. No último dia 18, em um centro desportivo em Moema, dez garotas e três rapazes batiam palmas e entoavam os versinhos “Com força e alegria, viemos para animar. / Cheerleading do Brasil é UBC!”. Tratava-se dos integrantes da União Brasileira de Cheerleading (UBC), fundada no ano passado. Chefiados pelo professor de educação física e treinador (ou “coach”, como é chamado) Rodrigo Gonçalves, eles participavam de uma aula dos princípios básicos do esporte. “É um diferencial ao velho ciclo de futebol-basquete-vôlei”, afirma Gonçalves.

Vestidos com camisas polo verdes e seus nomes grafados no peito, eles se exibiam em movimentos acrobáticos, passos da ginástica olímpica, dancinhas e pirâmides humanas. Grande parte dos integrantes são meninas, mas os garotos também dão o ar da graça, principalmente no papel de base para as elevações. “Eu luto em uma academia e o pessoal costuma rir de mim, mas eu não ligo”, diz o estudante de educação física Camilo dos Anjos, de 22 anos. E engana-se quem pensa que seja uma atividade somente para os novinhos. A idade da equipe varia de 13 a 31 anos.

Ao contrário dos animadores de torcida mais conhecidos, os integrantes da UBC não se apresentam em partidas de futebol profissional nem em campeonatos universitários. A proposta é participar de competições contra outras equipes Só há um porém: até agora não ocorreu nenhuma. O treino anda servindo mais como divertimento. De acordo com Gonçalves, essa situação vai mudar. Está programada uma competição universitária estadual para o dia 4 de dezembro. Quem quiser montar seu próprio grupo de animação poderá fazer a inscrição no site www.cheerleading.com.br. A próxima aula rola no dia 16 de outubro e é gratuita. Os treinos do time oficial são às quintas e aos sábados. Na internet, ficam disponíveis vídeos tutoriais das posições básicas, entre elas “touchdown” e “arco e flecha”, além de instruções de como montar seu próprio pompom, ferramenta fundamental de qualquer cheerleader que se preze.

■ Clínica de cheerleading. Centro Franciscano de Cultura, Esporte e Lazer. Avenida Juriti, 368, Moema. Informações, tel.: 8147-3855.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO