Comportamento

Lentes de contato nos dentes são a nova moda entre famosos e anônimos

Na busca por "sorrisos de artistas", procura por tratamentos estéticos dentários aumenta 300% na cidade 

Por: Ana Carolina Soares e Bárbara Öberg - Atualizado em

Lentes de contato de porcelana
A modelo Renata Westphal: dois anos de aparelho, cirurgia na gengiva e porcelanas na arcada, com custo total de 200 000 reais (Foto: Tomás Arthuzzi)

Ao ver seu novo sorriso no espelho, a atriz Regina Duarte sentiu-se constrangida. Os dois dentes da frente não estavam mais ligeiramente encavalados, marca registrada desde 1964, data de seu primeiro close, ainda adolescente, como garota-propaganda da Kolynos. O tom um pouco amarelado, nítido nas gargalhadas escancaradas da Viúva Porcina da novela Roque Santeiro (1985), também havia se transformado em um branco ofuscante.

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Aos 69 anos, a rainha dos folhetins brasileiros agora ostenta uma boca cintilante, ao melhor estilo da cantora Sandy. “Vi e pensei: ‘Credo!’. Estava tudo lindo demais, tão arrumadinho que até senti certa vergonha, deu vontade de tomar café para tirar aquele aspecto imaculado”, contou a atriz na terça (16), antes de ser atendida por seu dentista no Ateliê Oral, clínica na Vila Nova Conceição.

Ao ligar a TV, porém, notou: esse sorriso tão perfeito, que às vezes beira o antinatural, virou quase um uniforme bucal entre estrelas de novela. A própria Regina, que acabou se acostumando e aprovando o resultado, seguiu o conselho de uma colega que havia passado pela repaginada. “Ela olhou bem para mim, analisou meu rosto e disse: ‘Com a nova tecnologia de imagem em high definition (HD) das emissoras, você precisa cuidar melhor dessas suas restaurações’.”

Na sala do dentista Marcelo Kyrillos, a atriz embarcou na onda da estética odontológica: laminados de porcelana. São pequenas peças confeccionadas artesanalmente ou por meio de impressoras 3D, que custam entre 1 800 e 5 000 reais cada uma, dependendo do profissional. Elas têm de 0,2 a 0,5 milímetros de espessura e são colocadas sobre o esmalte com cola especial, dente por dente.

Lentes de contato de porcelana
Lentes de contato de porcelana: preço varia de 1 800 a 5 000 reais por dente (Foto: Divulgação)

Trata-se de uma estrutura definitiva, que raramente cai, e requer uma manutenção simples, como a limpeza. As mais finas, que não precisam de desgaste dental antes da colocação, são chamadas de lentes de contato. As grossas ficaram conhecidas como facetas e precisam de brocas (o famigerado motorzinho) no processo.

Para garantir o close impecável em HD, outros astros globais usam a ponte aérea especialmente para construir seu sorriso aqui ou fazer a manutenção do trabalho. “Venho duas vezes por ano, de preferência antes de começar a gravar uma novela”, diz Henri Castelli, que aplicou lentes nos dentes da frente. Além do galã, Reynaldo Gianecchini, Rafael Cardoso e Malvino Salvador fizeram a recauchutagem no mesmo Ateliê Oral, um dos pródigos em clientela estrelada.

Ninguém assume no meio, mas a contrapartida para a divulgação do nome deste e de outros consultórios famosos costuma ser um desconto colossal. No local, a decoração parece a de um shopping classe A, como o Cidade Jardim. Não há sala de espera, mas um lounge. No lugar das cadeiras, oito sofás, duas mesinhas redondas e até um bar com garçons gentis que oferecem alguns “pecadinhos”, como doces, sucos e refrigerantes. Ao fundo, há ainda as salas reservadas para os clientes que buscam fugir do assédio.

Ateliê Oral
O Ateliê Oral, na Vila Nova Conceição: salas reservadas para os clientes que buscam fugir do assédio (Foto: Divulgação)

As estratégias de divulgação no boca a boca global acertam em cheio a clientela, digamos, “comum”. As clínicas que trabalham com a lente de contato, que começou a ser implementada em 2012 e tem se tornado mania desde o ano passado, registraram aumento de procura de 300% entre 2014 e 2015, na estimativa da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE). Hoje, em média, são aplicadas cerca de 28 500 lentes por mês na cidade. “Há bons profissionais em outras cidades, mas a capital paulista concentra seis em cada dez dos mais renomados especialistas do país”, calcula Marcelo Fonseca, diretor administrativo da SBOE.

A velocidade da busca pela risada perfeita supera até a das intervenções estéticas no resto do corpo. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em média, o número de operações como implantação de próteses de silicone e lipoaspiração tem crescido bem menos, a uma ordem média de 10% ao ano. “Estamos em uma geração de facetados”, resume o dentista Rafael Puglisi, dono de um luxuoso consultório na Bela Vista, que colocou porcelanas no apresentador Gugu Liberato, na blogueira Bella Falconi e no deputado Paulo Maluf.

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Esse tratamento, é preciso dizer, nem sempre tem a ver com saúde bucal, como aconteceu com outras modas do gênero. Há cerca de meio século, a tendência entre alguns grupos era enfeitar a arcada: nos anos 60, com capas de ouro, e, nos 80, por meio dos grillz, revestimentos metálicos popularizados pelos rappers. Neste milênio, houve quem buscasse repetir com raspagem o vão entre os incisivos superiores da cantora Madonna e da modelo Georgia May, filha de Mick Jagger.

As primeiras facetas, dos anos 2000, trouxeram a era da perfeição, refinada com as novas técnicas. “É a tecnologia que pode fazer qualquer pessoa exibir um sorriso impecável e definitivo, como o das celebridades da televisão”, diz Anderson Bernal, dono de um consultório em Moema e apresentador do Transformação da Face, quadro de um programa da Record.

Em maio, ele mudou a marca registrada do pagodeiro Anderson Leonardo, vocalista do grupo Molejo, que até então assumia sem pudor os dentes tortos. “Antigamente, eu tinha um monte de barraco de favela na boca. Agora está mais para mansão nos Jardins”, compara. O cantor usou aparelho por dois meses e então recebeu 24 capas de porcelana (a conta ficou na casa dos 100 000 reais).

Henri Castelli
Henri Castelli (Foto: Tomás Arthuzzi)

O advogado Douglas Casagrande, de 33 anos, viu o trabalho de Bernal e partiu em busca de seu semblante hollywoodiano. “Usei aparelho na adolescência, mas comecei a perceber umas imperfeições, como manchas e um formato estranho.” Em agosto, gastou 30 000 reais e, em um mês, reformulou os dez dentes da frente. “Valeu cada centavo, e agora meus amigos também querem realizar o procedimento.” Nas fotos no Instagram e no Facebook, ele retrata sua felicidade com o novo visual. “Antes, eu não sorria nas minhas selfies, mas hoje gargalho à toa.”

Puglisi conta que ganhou muitos clientes com essa mesma preocupação contemporânea: aparecer bem nos posts. “Uma boa exposição nas redes sociais é algo fundamental, e virou profissão, como os blogueiros.” Quem decide ir a um desses consultórios deve se preparar para ter o rosto esquadrinhado. Calcula-se o espaçamento dos olhos, o tamanho do nariz, a cor da pele, e por aí vai. “A gengiva precisa ser paralela e rente ao contorno do lábio superior e, com a boca relaxada e entreaberta, os incisivos de cima devem ter exposição de 2 a 4 milímetros”, resume Kyrillos.

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O que aconteceu com os tempos em que bastava caprichar na escovação e passar o fio dental corretamente? Para muitos especialistas, o modismo está cercado de exageros. “Agora, viramos robôs e vamos todos rir igual?”, questiona Jorge Alberto Jorge, membro da Academia Americana de Estética. Ele diz haver um excesso na procura pelo recurso e que “40% dos pacientes não precisariam do procedimento”.

Regina Duarte
Regina Duarte: sorriso perfeito (Foto: João Bertholini)

O profissional esclarece que arcadas naturalmente amareladas (de nascença, sem os efeitos de café, vinho, suco de uva nem remédios) possuem mais cálcio e têm menor propensão a quebrar do que as alvíssimas. “Desgastar essa parte do corpo para substituí-la por uma placa de porcelana apenas por questões estéticas equivale a uma mutilação”, opina Carlos Eduardo Francischone, professor titular da Faculdade de Odontologia de Bauru, da USP.

Além disso, um laminado mal aplicado pode provocar inflamação na gengiva. “A técnica é indicada para dentes com desgaste, com coloração bem manchada e no formato conoide (com ponta fina). Se não for o caso do paciente, peço para que ele reveja seus conceitos e não siga modismos”, diz Francischone. Quem insiste corre o risco de adquirir o “efeito Mentex”: os incisivos que ficam bojudos e brancos como a popular bala de menta. “Recebo pelo menos uma vez por mês um paciente com essas características que está arrependido, mas parte dos casos é irreversível”, diz Jorge.

Por questões éticas, os profissionais não falam de nomes específicos, mas, nos bastidores dos consultórios, as intervenções mais variadas de personalidades são o assunto preferencial. O ator Alexandre Frota, o padre Marcelo Rossi e a apresentadora Adriane Galisteu deram o que falar na internet. Eles não comentam o caso e ela diz que o sorriso é resultado de resina, mas que pensa em mexer de novo na acarda, agora com o uso de porcelana. A quem se aventurar vale mesmo ficar atento aos exageros: nessa moda, quem ri por último nem sempre está rindo melhor.

PLACA LUMINOSA

Celebridades que assumem ter mudado o visual graças à nova tecnologia. Veja na galeria abaixo:

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NA BOCA DO POVO

Transformações que motivaram uma série de comentários nas redes sociais (Rossi e Frota não falam sobre o tema e Galisteu diz que a modificação é resultado de resina). Veja na galeria abaixo:

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  • Japoneses

    Sakagura A1

    Rua Jerônimo da Veiga, 74, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 3883

    VejaSP
    8 avaliações

    Também à frente do Aizomê, o chef japonês Shin Koike consegue uma interessante mistura de perfis de público no salão de decoração sóbria. Tem a turma de amigos mais jovens que frequenta os muitos restaurantes japoneses do Itaim e não abre mão de opções cruas. Para eles, há ceviche de vieira servidona taça alta (R$ 30,50) e o par de sushis de robalo com azeite de trufa sai a R$ 28,00. Os grupos orientais, mais tradicionais, pedem uma das garrafas de saquê importado disponíveis para acompanhar as deliciosas pedidas quentes. Depois de uma porção de asinhas de frango (R$ 30,50) parcialmente desossadas e recheadas de carne de porco (sim, a mistura de carnes funciona) ou de berinjela frita em molho missô agridoce (R$ 17,50), há uma apetitosa seção de noodles. Em caldo escuro e revigorante, o kakiague udon (R$ 43,80) leva tempurá de legumes junto com os fios de macarrão mais grossos.

    Preços checados em 13 de abril de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Vinoteca Paulistana Bistro

    Rua Ministro Ferreira Alves, 54, Perdizes

    Tel: (11) 2305 3471

    VejaSP
    5 avaliações

    Da rua talvez você nem note que atrás da pequena loja de vinhos fica um restaurante menor ainda. São apenas dezesseis lugares no salão e outros dez montados na varanda da entrada. Na cozinha envidraçada, atua uma chef que ficou conhecida por participar de um dos realities culinários da TV paga, o The Taste Brasil, no canal GNT. É Vanessa Alves, que acerta em receitas de jeitão contemporâneo. As entradas fazem o papel do couvert, inexistente na casa. Apenas aos sábados, passou a servir uma receita simples e benfeita. É a galinhada, que traz os pedaços da ave marinados e cozidos no vinho tinto. O prato vem na companhia de arroz, pirão, quiabo tostado e saladinha de couve. Mais atraente que a pedida, só o preço: R$ 39,90, com direito a entrada e a sobremesa.

    Preços checados em 10 de junho de 2016.

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  • Refeição em bufê

    Santinho - Jardim Paulistano

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3032 2277

    VejaSP
    1 avaliação

    Os Santinhos da chef Morena Leite não param de se expandir. Em março, a cozinheira-empresária chegou ao Teatro Municipal. O espaço dedicado ao café se transforma em restaurante em bufê, como acontece no Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, e no Museu da Casa Brasileira, no Jardim Paulistano. Na casa de ópera, o caprichado self-service custa R$ 53,00. Quem vai ao Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, e ao Museu da Casa Brasileira, no Jardim Paulistano, paga R$ 59,00. Nos fins de semana, vai para R$ 85,00, mas inclui a sobremesa. Em todos eles, há itens como o ótimo rosbife, o bacalhau à baiana (banana-da-terra frita e castanha-de-caju), o purê de mandioquinha, a farofa crocante, a salada de banana-nanica, o vinagrete de abacaxi e a carne-seca desfada na abóbora-moranga, um dos únicos itens fixos. De sobremesa, não pule o creme brûlé de abobora com sorvete de coco (R$ 18,00).

    Preços checados em 22 de junho de 2016.

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  • Cachaçarias

    Empório Sagarana

    Rua Marco Aurélio, 883, Vila Romana

    Tel: (11) 3539 6560

    VejaSP
    2 avaliações

    Pouco a pouco, o boteco conquistou o público paulistano com seu jeitão de armazém interiorano, repleto de boas biritas. E o local foi crescendo. O pequeno salão, inicialmente sem espaço para cozinha ou banheiro, ganhou um anexo e fcou mais confortável. Antes sempre por lá, o proprietário Paulo Leite hoje se divide entre a matriz, na Vila Romana,a filial, na Vila Madalena, e o Aé Sagarana, aberto no ano passado. A seleção de cervejas especiais continua caprichada, com respeitáveis 127 rótulos numa carta que indica apenas o nome e o preço dos produtos. É uma pena que muitos dos funcionários não consigam auxiliar a clientela com informações a respeito das bebidas — defeito que diminuiu a avaliação da casa. A agradável Júpiter American Pale Ale sai por R$ 23,00 (310 mililitros). Não deixe de consultar ainda a carta de aguardentes, cuidadosamente selecionadas pelo proprietário, especialista na marvada. A Rainha da Paraíba (R$ 10,00 a dose), da cidade de Bananeiras (PB), é detentora de 50% de teor alcoólico e faz a língua pinicar.

    Preços checados em 16 de março de 2016.

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  • Bares variados

    Underdog

    Rua João Moura, 541, Pinheiros

    VejaSP
    7 avaliações

    Pouco a pouco, o paulistano vai se acostumando a abdicar do conforto em troca de um programa bom e barato — ou menos caro. É nesse cenário que surgem estabelecimentos como essa espécie de parrilla-bar, onde o cardápio fica na lousa e quase não há atendentes — é preciso aguardar um dos sócios se desocupar para tirar o seu pedido. Minúsculo, o espaço comporta apenas duas mesas e um balcão, além de outros assentos não muito aconchegantes na calçada. Da pequena churrasqueira, encaixada num dos cantos do salão, saltam bons cortes como o shoulder (R$ 54,00), extraído do dianteiro bovino. Vem no ponto solicitado, cheio de sumo e com um gostinho cítrico no tempero. Outra boa opção da grelha é o hambúrguer alto e saboroso no pão (R$ 20,00), que pode ser acrescido de queijo gorgonzola por mais R$ 5,00. O gim-tônica servido com fatias de pepino (R$ 19,00) ganha um intenso aroma de sementes de cardamomo — avise antes, se não gostar do condimento. Caso prefira uma cervejinha, há Heineken (R$ 8,00).

    Preços checados em 18 de julho de 2016.

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  • Hamburguerias

    The Fifties - Eldorado

    Avenida Rebouças, 3970, Pinheiros

    Tel: (11) 3031 5908

    VejaSP
    12 avaliações

    É a maior rede de hamburguerias com salão próprio e serviço digno de restaurante do país. O sucesso se deve em parte à batata frita (cujos detalhes de preparo são mantidos em sigilo), que fica quase cremosa no interior sem perder o exterior crocante de fazer barulhinho ao mastigar. Uma porção grande custa R$ 14,90 e vai bem ao lado da maionese (R$ 3,90). Outra opção de entrada é a nova onion tower (R$ 26,90), uma torre de dez anéis largos de cebola empanada e acompanhada de potes de molhos rosé e barbecue. Um dos lanches mais vendidos, o pic americano leva hambúrguer de picanha, queijo cheddar processado, bacon, cebola, picles, alface e molho especial. Sai por R$ 26,60 a versão de 150 gramas de carne. Básico, o cheese salada custa R$ 18,00. Na praça de alimentação do Shopping Metrô Tucuruvi, a rede mantém a Burger Lovers, sua nova marca de fast-food de cardápio e preços diferentes.

    Preços checados em setembro/outubro de 2013.

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  • Quando bem montada, uma mostra resiste à passagem do tempo. É o caso de Mundo Jurássico, que estreou em São Paulo no início de 2009, no Shopping SP Market, passeou por diversas cidades brasileiras e volta a ser exibida na capital, no Shopping D. A idade dos bonecos de dinossauros parece quase pré-histórica também: eles foram produzidos lááá no começo da década de 90. Montados sobre uma estrutura metálica revestida de fibra de vidro e espuma, os bichões foram repaginados e estão em forma. Apesar da aparência pouco amigável, fica difícil não se encantar com as réplicas robotizadas. Logo na entrada, o tiranossauro rex e seus dentões para lá de afiados recebem as pessoas com grunhidos e movimentos bem realistas — pelo menos aos olhos das crianças. O bichão tem impressionantes 5 metros de altura e 13 de comprimento. Uma vantagem em relação à primeira temporada por aqui: o ingresso, que chegava a R$ 60,00 aos sábados e domingos, agora é grátis. Mas há um ponto negativo também. Se na antiga estrutura todos os dinos estavam reunidos numa área coberta e escura de 3 000 metros quadrados, desta vez eles ficam espalhados até o 2º piso do shopping. Ou seja, vá com calma para caçar todos os treze exemplares, ler as fichas técnicas repletas de curiosidades e observar por alguns minutinhos as criaturas em movimento. Assim, a caça ao tesouro da Idade da Pedra vira um passeio divertido. Recomendado a partir de 2 anos. Até 10/3/2016.
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  • Os avisos foram dados e, na teoria, o espetáculo começou. Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Fernando Sampaio, Maíra Chasseraux, Rodrigo Bella Dona e Rodrigo Geribello derrubam a chamada “quarta parede” – jargão para definir a barreira invisível que separa palco e plateia – e entram em cena. Eles contam um pouco como surgiu o projeto de encenar a comédia do italiano Dario Fo e lançam umas gracinhas para os espectadores. Logo, Stulbach molda o cabelo, assume um olhar perdido e a peça, na prática, dá sua largada. O protagonista é um louco, inconformado em não poder ser várias pessoas ao mesmo tempo, que vai parar em uma delegacia, acusado de falsidade ideológica. Basta uma distração do comissário (papel de Sampaio) para ele convencer o delegado (vivido por Stroeter) e o secretário de segurança (representado por Carlovich) de que é um respeitável juiz. Um crime vem à tona, e uma jornalista (Maíra) apura informações como o próprio lunático e, de novo disfarce, o personagem se mostra o mais apto para resolver o caso. Por mais que busque estabelecer vínculos com a realidade, a grande sacada da montagem é evidenciar o predomínio da ficção. Referências ao noticiário e, principalmente, à Operação Lava-Jato pipocam volta e meia, mas os atores fazem questão de deixar claro que tudo ali é um debochado teatro. Essa opção mostra grande capacidade do diretor Hugo Coelho ao construir um espetáculo reflexivo e crítico, mas muito bem embalado em um mero digestivo para quem, assim, desejar. Estreou em 23/9/2015. Até 28/4/2016.
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  • O drama da companhia carioca Os Dezequilibrados faz um registro bastante envolvente sobre o amor romântico ao longo dos séculos. Para isso, o autor e diretor Ivan Sugahara mesclou cenas de amor de hoje a situações de quatro emblemáticas histórias de amor da literatura ocidental: Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Dom Juan e Werther. A narrativa em um idioma inventado, que pode causar certa estranheza inicial, aguça ainda mais a percepção da plateia para a encenação, enriquecida por movimentos da dança contemporânea. Transitando por diferentes personagens, o elenco formado por Ângela Câmara, Claudia Mele, José Karini e Julio Adrião demonstra talento e, principalmente, uma intensa relação com o palco. Estreou em 5/2/2016. Até 28/2/2016.
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  • Faz só dois anos que Erasmo Carlos mergulhou de vez nas redes sociais — e emergiu assustado com comentários de que não teria “muito tempo de vida” ou de que era “um zumbi”. Em resposta aos haters, o Tremendão apresentou o ótimo Gentil Gigante (2014), considerado um dos melhores álbuns de sua carreira, no qual tenta (e consegue) desmistificar a “fama de mau”. A contraprova veio no ano seguinte, com o lançamento de Meus Lados B. Nele, o cantor relembra as faixas que pouco ou nunca ganharam espaço em seus espetáculos ao vivo, a exemplo de Maria Joana, sua abordagem sobre maconha feita na década de 70, beeem antes de Planet Hemp surgir. Com essa, são 23 preciosidades, como a caricata O Homem da Motocicleta, Mané João (escrita com Roberto Carlos), Estou Dez Anos Atrasado e a composição de Caetano Veloso De Noite na Cama. Ele celebra esta turnê com o DVD deste álbum, lançado agora. Dias 26 e 27/2/2016.
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  • Ainda que outras composições, como Em Casa de Baiana e A Viola Está Magoada, tenham surgido antes, o grande marco do samba veio com o registro de Pelo Telefone, de Ernesto Maria Santos, o Donga, e Mauro Almeida, pela Biblioteca Nacional, em 1916. É nesta data que se comemora o nascimento do gênero, tão ligado à cultura nacional. Para celebrar, o Centro Cultural Banco do Brasil mostra O Século do Samba. Dividido em quatro sessões no fim de semana, o projeto aborda diferentes vertentes do som em cada uma das apresentações. No sábado (27/2), rola um combo de terreiro e Carnaval, pelas mãos de Monarco e Nei Lopes. Em seguida, aparece o samba novo, com João Martins e o grupo Os Prettos. No domingo (28/2/2016), é a vez do samba de breque e outras bossas, com Jards Macalé e Pedro Luis, e, depois, Leci Brandão e Tantinho da Mangueira interpretando partido-alto.
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  • Tom Jazz

    Avenida Angélica, 2331, Santa Cecília

    Tel: (11) 3255 0084

    3 avaliações
  • Diretor do melhor filme em cartaz (Filho de Saul), László Nemes trabalhou como assistente de Béla Tarr por dois anos. Foi, certamente, com o realizador de O Cavalo de Turim que Nemes aprendeu a usar tão bem o plano-sequência em seu longa-metragem. Tarr, o mestre, também é adepto de filmar longos takes sem cortes. Mas seu propósito parece ser outro. Enquanto Nemes prefere a rapidez para seguir seu protagonista num campo de concentração, Tarr deixa a câmera fluir lentamente no registro do cotidiano modorrento (e por vezes assustador) de dois personagens. A abertura cita uma passagem da vida de Friedrich Nietzsche, quando, em Turim, o filósofo abraçou um cavalo chicoteado por seu dono. A partir daí, Tarr, dotado de um rigor estético fascinante, narra o drama do velho Ohlsdorfer (János Derzsi) e de sua filha (Erika Bók). Eles moram numa pequena casa no meio do nada e usam uma égua como meio de locomoção. O pai empenha-se em fazer trabalhos forçados, embora tenha perdido os movimentos do braço direito. Responsável pelas tarefas domésticas, a jovem põe à mesa, todos os dias, uma batata para cada um como refeição. É só o que resta, e, para piorar, um vento incessante os impede de sair. Em sequências milimetricamente estudadas, o cineasta oferece à plateia uma triste história da finitude humana, substituindo diálogos por uma trilha sonora melancólica e repetitiva, tradução exata da vida dos protagonistas. Estreou em 18/2/2016.
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  • Indicado pela França ao Oscar de melhor filme estrangeiro (perdeu para o húngaro Filho de Saul), o drama Cinco Graças é falado em turco (!) e todo ambientado na... Turquia (!!). A diretora Deniz Gamze Ergüven, turca (!!!) radicada na França, faz um recorte social de seu país de origem por meio da história de cinco irmãs. Órfãs de pais, cinco meninas vivem com a avó e com o tio, um sujeito hipócrita apegado às tradições arcaicas. No primeiro dia de férias, elas se juntam aos meninos da escola. Uma inocente brincadeira na praia transforma-se em fofoca no vilarejo e, como castigo, as garotas vão passar por um período de reclusão. A realizadora acerta na crítica à sociedade machista e repressora e ganha pontos no tom de humor que respinga na trama. A caçula, interpretada por Günes Sensoy, dá brilho extra à beleza do quinteto. O problema, contudo, concentra-se no roteiro esquemático para encaminhar o destino de cada uma das protagonistas. Estreou em 18/2/2016.
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  • O Lobo do Deserto é o primeiro longa-metragem da Jordânia a disputar o Oscar de melhor produção estrangeira. Talvez o exotismo tenha saltado aos olhos da Academia de Hollywood na hora da seleção. Embora com locações estupendas no Deserto de Wadi Rum, o mesmo do clássico Lawrence da Arábia, o filme traz à tona o manjado rito de passagem da infância à adolescência. O foco está no menino Theeb, interpretado pelo talentoso Jacir Eid Al-Hwietat, um beduíno órfão prestes a embarcar numa jornada de perigos e amargas descobertas. A pedido de um guia, o irmão do garoto vai acompanhar um oficial britânico (Jack Fox, o único profissional do elenco) por uma região inóspita, durante a I Guerra. E Theeb dá um jeito de segui-los. O roteiro pouco esclarece sobre os conflitos locais e, embora tenha um ótimo acabamento técnico, raras vezes consegue escapar do estereótipo de “filme étnico”. Estreou em 18/2/2016.
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  • Michael Bay é um notório diretor de fitas de ação, como Armageddon e a cinessérie Transformers. Quando se mete a mudar de gênero, Bay pode se dar bem (vide a comédia Sem Dor, sem Ganho) ou se dar mal, como no novo 13 Horas — Os Soldados Secretos de Benghazi. O cineasta trata um fato verídico (e muito tenso) como se fosse um violento videogame. De arrancada arrastada, a trama, extraída do livro homônimo escrito por Mitchell Zuckoff, passa-se na Líbia, em setembro de 2012. O americano Jack Silva (John Krasinski, ator do seriado The Office, em papel atípico e com músculos extras) chega ao país, tomado pela guerra civil, e se junta a soldados de elite, numa base da CIA, em Benghazi. A primeira hora foca a rotina banal dos personagens, com direito a conversas com a esposa e os filhos pelo Skype (sim, os brucutus também amam). A partir do momento em que a casa do embaixador americano é cercada por rebeldes armados, o grupo se vira como pode para revidar aos ataques. Patriotada combinada com artilharia pesada resulta num filme vazio de ideias, mas repleto de tiros e explosões, um prato cheio para quem gosta do gênero. Estreou em 18/2/2016.
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  • A mostra O Cinema de François Ozon segue até 2 de março, no Caixa Belas Artes, apresentando dezoito filmes, entre curtas e longas-metragens, produzidos de 1994 a 2014. Um dos mais importantes e influentes diretores franceses da atualidade, Ozon tem trabalhos magníficos como Ricky, Swimming Pool, O Tempo que Resta e Uma Nova Amiga. Também está entre suas melhores fitas o suspense dramático Dentro da Casa, com Ernst Umhauer e Fabrice Luchini, programado para quinta (25/2), às 16h. O ingresso custa R$ 10,00. De 18/2 a 2/3/2016. Confira a programação: Quinta, 18 de fevereiro 16h - Sitcom – Nossa Linda Família (1998) 18h30 - Ricky (2009) Sexta, 19 de fevereiro 16h - 8 Mulheres (2002) 18h30 - Potiche – Esposa Troféu (2010) Sábado, 20 de fevereiro 16h - Verdade ou Consequência (1994) | O Amor em 5 Tempos (2004) 18h30 - O Vestido de Praia (1996) | Amantes Criminais (1999) 23h30 - X 2000 (1998) | Gotas d'água sobre Pedras Escaldantes (2000) Domingo, 21 de fevereiro 16h - O Refúgio (2009) 18h30 - Jovem e Bela (2013) Segunda, 22 de fevereiro 16h - Angel (2007) 18h30 - Swimming Pool – À Beira da Piscina (2003) Terça, 23 de fevereiro 16h - Potiche – Esposa Troféu (2010) 18h30 - 8 Mulheres (2002) Quarta, 24 de fevereiro 16h - Sob a Areia (2000) 18h30 - Debate 'O Cinema de François Ozon', com os pesquisadores Fabrício Felice e Junia Barreto Quinta, 25 de fevereiro 16h - Dentro da Casa (2012) 18h30 - O Refúgio (2009) Sexta, 26 de fevereiro 16h - O Vestido de Praia (1996) | Amantes Criminais (1999) 18h30 - Verdade ou Consequência (1994) | O Amor em 5 Tempos (2004) Sábado, 27 de fevereiro 16h - O Tempo que Resta (2005) 18h30 - X 2000 (1998) | Gotas d'água sobre Pedras Escaldantes (2000) 23h30 - Sitcom – Nossa Linda Família (1998) Domingo, 28 de fevereiro 16h - Jovem e Bela (2013) 18h30 - Sob a Areia (2000) Segunda, 29 de fevereiro 16h - Ricky (2009) 19h - Dentro da Casa (2012) Terça, 1º de março 16h - Angel (2007) 18h30 - Swimming Pool – À Beira da Piscina (2003) Quarta, 2 de março 16h - Uma Nova Amiga (2014) 18h30 - O Tempo que Resta (2005)
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  • Aventura / Drama

    Horas Decisivas
    VejaSP
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    Em fevereiro de 1952, o petroleiro Pendleton partiu-se em dois durante uma gigantesca tormenta na costa de Massachusetts. Praticamente de casamento marcado, Bernie Webber (Chris Pine), marinheiro da guarda costeira, foi escalado para uma missão quase impossível. Ele e mais três colegas enfrentaram ondas imensas e muita, muita chuva, para resgatar, de barco, os 32 tripulantes do navio. A bordo, o engenheiro-chefe Ray Sybert (Casey Affeck) tentava controlar o pânico dos colegas enquanto a embarcação afundava. Na linha do também verídico (e muito melhor) Mar em Fúria (2000), a história real da aventura dramática Horas Decisivas poderia render um longa-metragem eletrizante. Poderia. Em seu primeiro terço, o roteiro dedica-se a mostrar o aborrecido namoro de Webber com a amada pegajosa (Holliday Grainger) e as (in) decisões do chefe dele (papel de Eric Bana) diante do resgate iminente. Quando a ação, de fato, começa, quem afunda é o filme. Chegam a ser risíveis as cenas digitais do oceano para lá de revolto, que vira o barquinho até de cabeça para baixo... enquanto os cabelos ou gorros dos personagens não se mexem. Faltou verdade, sobrou fantasia. Estreou em 18/2/2016.
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  • O Mercado da Lapa

    Atualizado em: 18.Fev.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO