Entrevista

Dona de Ariel se emociona e diz que leão “é insubstituível”

Corpo do animal será cremado e cinzas irão para memorial no zoológico de Maringá (PR)

Por: Alexandre Aragão - Atualizado em

Leão Ariel
O leão Ariel: animal de 3 anos não resistiu aos tratamentos feitos em São Paulo (Foto: Divulgação)

Foram meses de tratamento, especialistas brasileiros e israelenses e milhares de reais gastos. Cerca de 65.000 pessoas se mobilizaram por meio de uma página no Facebook. Mesmo assim, a doença degenerativa que acometia o leão Ariel, de 3 anos, não foi identificada. O bicho não resistiu aos tratamentos e morreu na última quarta (27).

Vinda de Maringá (PR) a São Paulo a fim de oferecer o melhor a seu animal de estimação, a cantora Raquel Ferreira Borges da Silva está “bem, na medida do possível”. Uma das responsáveis pelo Instituto Emanuel, que cuida de animais cujos donos não tiveram condições de manter, Raquel se emocionou ao relembrar Ariel, que pretende homenagear de diversas maneiras.

Leão Ariel
Mãe e filho: Raquel segura Ariel em seus braços, ainda no início do tratamento (Foto: Divulgação)

VEJINHA.COM — O que você sente neste momento? Raquel da Silva — O vazio é muito grande. Ele está fazendo a necropsia na USP e o corpo vai ser cremado. Vamos levar as cinzas para Maringá. Eu quero ter um lugar muito lindo para o Ariel, no zoológico. E quero fazer alguma coisa para que a história dele fique viva em nossas lembranças.

VEJINHA.COM — Quais são os próximos passos? Raquel da Silva — Não vamos deixar cair no esquecimento essa rede social, que hoje tem mais de 65.000 pessoas. A ideia é ajudarmos outros animais necessitados. Também pretendemos fazer uma assembleia para trocar o nome do Instituto Emanuel para Ariel.

VEJINHA.COM — Por que o instituto se chama Emanuel? Raquel da Silva — Porque em hebraico isso significa “Deus conosco”. Ariel também vem do hebraico e significa “Leão de Deus”.

VEJINHA.COM — O que você diria a todos que ajudaram a cuidar de Ariel? Raquel da Silva — Que todos contribuíram para que essa missão fosse adiante. Para que eu entendesse a missão de Ariel, que é meu filho.

(Nesse momento, Raquel se emociona e começa a chorar).

Raquel da Silva — Serei eternamente grata a todos os doadores que deram desde o talquinho até o antibiótico mais caro. A minha eterna gratidão a eles. Fizemos tudo, tudo que estava ao nosso alcance, pelo Ariel. Quero dizer que eu sinto muito e compartilho da mesma dor que todos eles sentem.

VEJINHA.COM — Você pretende ter outro animal de estimação para ajudar a superar a perda de Ariel? Raquel da Silva — O Ariel é insubstituível. Eu não posso cuidar de todos os animais que aparecerem pra mim, mas todos que estiverem ao alcance do instituto cuidar receberão ajuda. Todas as doações que sobraram vão para a sede do instituto, em Maringá (PR), e serão usadas para cuidar de outros bichos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO