Lava JAto

PF prende em São Paulo empresário suspeito de fraude na Petrobras

Milton Pascowitch, suspeito de participar de fraudes na Petrobras, foi detido em sua casa na capital. No local, também foram apreendidas obras de arte 

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Lava Jato - Milton Pascowitch
O empresário Milton Pascowitch, detido nesta quinta ma Operação Lava Jato (Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)

A Polícia Federal prendeu nesta quinta (21), em São Paulo, o empresário Milton Pascowitch, suspeito de envolvimento em fraudes na Petrobras, investigadas pela Operação Lava Jato. De acordo com a PF, Milton é tido como operador da empreiteira Engevix em contratos da Petrobras e suspeito de repassar propina a renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal.

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A operação apura ainda superfaturamento de contratos da estatal, pagamento de propina a agentes e partidos políticos, além de fraudes em contratos de publicidades de órgãos públicos.

Na 13ª fase da operação, a polícia cumpre mandados para investigar dois operadores financeiros que atuavam em conjunto com contratos firmados por empreiteiras com a Petrobras.

A PF apreendeu obras de arte na residência de Milton, e também em poder de outros dois alvos da nova fase da Operação Lava Jato: José Adolfo Pascowitch, irmão de Milton, e do empresário Henry Hoyer. Os quadros serão levados à sede da PF em Curitiba, base da investigação.

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Foram encontradas 40 obras de arte na casa de José Adolfo e 22 com Milton, sendo duas esculturas. Investigadores suspeitam que a organização que montou um esquema de corrupção e propinas na estatal petrolífera lavou dinheiro ilícito por meio da aquisição de obras de arte. No Museu Oscar Niemeyer estão expostas obras de arte apreendidas em outras fases da Lava Jato.

Em São Paulo, a PF também cumpre hoje mandado de condução coercitiva contra mais um acusado, que ainda não teve o nome revelado. Quatro mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Itanhandu (MG), no Rio de Janeiro e em São Paulo. 

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

Fonte: VEJA SÃO PAULO