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Estudante morto em Bauru tinha 4,6 gramas de álcool por litro de sangue

Laudo da Polícia Civil foi divulgado nessa terça-feira (31); Humberto Moura Fonseca participou de um concurso para ver quem bebia mais

Por: Veja São Paulo

Humberto Moura Fonseca
Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, estava no 4º ano do curso de engenharia elétrica na Unesp (Foto: Reprodução/Facebook)

Laudo do exame toxicológico divulgado nesta terça-feira (31) pela Polícia Civil confirmou que o excesso de bebida alcoólica provocou a morte de Humberto Moura Fonseca, de 23 anos. Em 28 de fevereiro, o rapaz participou de um concurso para ver quem bebia mais. O exame constatou que ele tinha 4,6 gramas de álcool por litro de sangue. Segundo a Sociedade Brasileira de Toxicologia, a partir de 3 gramas de álcool por litro de sangue a pessoa já pode ter confusão mental e perda da consciência. A festa, da Universidade Estadual de São Paulo, ocorreu em Bauru, no interior do estado.

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Segundo o delegado Kleber Granja, que preside o inquérito sobre o caso, o exame servirá para embasar o inquérito, que corre em segredo de Justiça e ainda não foi concluído. Já o inquérito civil tramita no Ministério Público. Há ainda uma sindicância aberta pela Unesp para punir os estudantes infratores.

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Fonseca entrou em coma e morreu após beber cerca de trinta doses de vodca em uma competição que media a resistência dos participantes. Além dele, outras cinco pessoas passaram mal, três delas também entraram em coma alcoólico, foram internadas em unidades de terapia intensiva de hospitais de Bauru e receberam alta dias depois.

humberto
Humberto Moura Fonseca morreu no dia 28 de fevereiro (Foto: Reprodução Facebook)

A festa reuniu mais de 2 000 pessoas, mas os organizadores não tinham alvará para realização do evento e para comercializar bebidas alcoólicas. Além disso, a segurança e a assistência de saúde aos frequentadores eram falhas.

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Quatorze pessoas estão sendo investigadas, entre elas dois estudantes da Unesp que se apresentaram como organizadores - eles chegaram a ser presos, mas foram soltos e respondem pelos crimes de homicídio com dolo eventual e lesões corporais (Estadão Conteúdo).

Fonte: VEJA SÃO PAULO