Mistérios da Cidade

Laboratório clínico no Brooklin constrói laje flutuante com molas

Recurso foi usado para anular as vibrações causadas pela proximidade com a Ponte Estaiada

Por: Mauricio Xavier

Ressonância magnética Laboratório Fleury
A sala de ressonância magnética: molas garantem a estabilidade do local (Foto: Mario Rodrigues)

Inaugurado semana passada no Brooklin, na Zona Sul, o Centro Integrado Cardiológico e Neurovascular do laboratório Fleury precisou realizar uma adaptação curiosa em seu prédio antes de abrir as portas. A proximidade com a vizinha Ponte Estaiada provoca vibrações na estrutura da construção.

O que seria imperceptível em um escritório comum transformou-se em problema no uso de equipamentos de alta precisão, como o de ressonância magnética, causando alterações nos exames. A solução foi construir uma laje com molasde aço-carbono abaixo do piso principal para compensar os efeitos dos tremores (detalhes abaixo). A tecnologia costuma ser utilizada em ambientes com microscópios eletrônicos.

A LAJE MÓVEL

Número de molas: 42

Comprimento: 7,50 metros

Largura: 5,50 metros

Espessura: 30 centímetros

Peso: 32 toneladas

Fonte: VEJA SÃO PAULO