Internet

Justiça manda Facebook quebrar sigilo de mensagens com conteúdo pornô

Decisão visa obter acesso aos usuários que fizeram montagens com fotos de uma estudante do Mackenzie

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

WhatsApp
Aplicativo WhatsApp: mensagens com conteúdo pornográfico (Foto: Reprodução)

A Justiça de São Paulo determinou que o Facebook quebre o sigilo de mensagens trocadas no aplicativo WhatsApp com montagens pornográficas de uma estudante de engenharia. As imagens foram criadas a partir de fotos que a jovem havia postado em seu perfil no Facebook. A rede social foi acionada judicialmente por ser a proprietária do aplicativo.

+ Polícia ouvirá alunos do Mackenzie sobre fotos íntimas na internet

De acordo com o processo, a empresa será obrigada a ceder os IPs (números que permitem identificar os aparelhos conectados à internet) dos usuários que alteraram e divulgaram as fotos da estudante. Com a liberação das identidades, será possível acionar criminalmente os responsáveis pelas montagens.

Quase 90% das traições conjugais ocorrem via smartphones ou tablets

As mensagens foram espalhadas entre os dias 26 e 31 de maio nos grupos “Atlética Chorum” e “Lixo Mackenzista”. A garota cursa engenheira na Universidade Presbiteriana Mackenzie. O número do telefone da estudante também foi divulgado nas mensagens, o que motivou uma série de telefonemas de homens à procura de programas.

Monges do Mosteiro de São Bento usam tablet, Facebook e WhatsApp

A decisão do juiz Salles Rossi, da 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, baseou-se no Marco Civil da Internet, lei que entrou em vigor neste ano e que regula o uso da rede mundial de computadores no Brasil.

Procurado, o Facebook Brasil declarou que não comenta casos específicos e informou que o processo de aquisição do WhatApp não foi concluído e que as empresas operam de forma independete.

+ Confira as últimas notícias

Fonte: VEJA SÃO PAULO